Descrição de chapéu Eleições 2018 stf

Para governador de PE, Ciro evidentemente tem potencial para ter apoio do PSB

A união do PSB em torno do pedetista se fortaleceu após a desistência de Joaquim Barbosa

Anna Virginia Balloussier
São Paulo

O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) evidentemente tem potencial para ser o presidenciável apoiado pelo PSB, disse nesta sexta-feira (11) o governador pernambucano, Paulo Câmara.

A união do PSB em torno do pedetista se fortaleceu após a desistência do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa em disputar a Presidência da República.

Há um bom motivo para a alternativa Ciro ganhar musculatura dentro do partido. Entre as siglas com presidenciáveis definidos, o PDT é o que tem mais pontos de contato com o PSB nos estados —e isso pode gerar palanques regionais importantes para a legenda do governador de Pernambuco.

"O ex-governador do Ceará tem um valor importante para nós", que é ser nordestino, disse Câmara. Ele nasceu em Pindamonhangaba (SP), conterrâneo de Gerado Alckmin, mas se radicou no reduto eleitoral da família, Sobral (CE).

Câmara ressaltou, durante o 1º Encontro de Lideranças Nacionais, num hotel paulista, que a questão de quem apoiar ainda está sendo debatida internamente no PSB. Do congresso partidário, realizado em maio, saíram três diretrizes: coligação, candidatura própria (enfraquecida após a saída de cena de Barbosa) e neutralidade.

O pernambucano disse esperar que o bloco de centro-esquerda saia com uma ou duas candidaturas —hoje há, além de Ciro, Lula ou um potencial plano B do PT, Manuela D'Ávila (PC do B) e Guilherme Boulos (PSOL) no páreo.

A Folha questionou se, para Câmara, o PT deveria abrir mão da cabeça de chapa. Ele respondeu que o partido precisa sentar e conversar com os outros. Um segundo turno sem a centro-esquerda seria temeroso, disse.

O governador contou que, após a desistência do colega de sigla, conversou com Barbosa por WhatsApp rapidamente. Se ele vai ou não se envolver no pleito, mesmo sem ser candidato, é uma dúvida. "Não sei o grau de disposição [do ministro aposentado] de discutir" questões eleitorais, afirmou. "Ele sempre teve a precaução de dizer que tem compromissos profissionais."

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