Descrição de chapéu Coronavírus

Michelle Bolsonaro diz em rede social que está curada da Covid-19

Primeira-dama estava infectada desde julho; Jair Renan, um dos filhos do presidente, afirma que contraiu a doença

Brasília

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, 38, publicou em uma rede social na noite deste sábado (15) que está curada da Covid-19. A Presidência da República havia confirmado no dia 30 de julho a infecção da esposa do presidente Jair Bolsonaro.

Michelle postou no Instagram o exame médico onde consta o resultado "não detectado" para o novo coronavírus. "Exame negativo" escreveu na publicação. "Obrigado pelas orações e por todas as manifestações de carinho."

A Folha procurou a Presidência, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

Na semana passada, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 80, avó de Michelle, morreu vítima da Covid-19. Maria Aparecida mantinha pouco contato com a família Bolsonaro.

No segundo semestre do ano passado, ela já havia se acidentado e passou dois dias em uma maca improvisada nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia (DF), antes de ser transferida.

Na ocasião, a avó da primeira-dama disse à Folha que não mantinha contato com Michelle havia cinco anos.

Após ser diagnosticado com o coronavírus no início de julho, Jair Bolsonaro anunciou no último dia 25 que estava curado da doença. Na ocasião ele não apresentou o exame nem informou a data em que foi realizado.

Um dos filhos do presidente, Jair Renan, 22, também confirmou que está infectado. Pelas redes sociais, ele disse em vídeo publicado no sábado que está se medicando com hidroxicloroquina.

Jair Renan, chamado de 04 pelo pai, fez pouco caso da doença no final de abril. Ele publicou nas suas redes sociais um vídeo em que diz que o novo coronavírus é uma "gripezinha" e que prefere morrer transando a morrer tossindo.

O Brasil alcançou neste sábado 107.297 mortes e 3.317.832 infecções desde o início da pandemia.

Bolsonaro acumulou declarações que minimizaram a pandemia, colocou preocupações com a economia acima da gravidade da doença e desaconselhou a quarentena como forma de reduzir o contágio.

O presidente também insistiu na cloroquina como remédio para a Covid-19, embora não haja evidências científicas de que o medicamento tenha efeito para a doença.

Poucos dias depois de o Brasil atingir 100 mil mortos pelo novo coronavírus, pesquisa Datafolha mostrou que os brasileiros estão divididos em relação à responsabilidade de Bolsonaro pela trágica marca.

Quase metade deles, 47%, dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhuma pelos óbitos.

Os que acham que Bolsonaro tem responsabilidade somam 52% —são 11% os que o veem como principal culpado e 41% os que dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal.

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