Descrição de chapéu Eleições 2020

Filho de ex-governador, João Campos lidera disputa no Recife com 26%, diz Datafolha

Marília Arraes, com 17%, e Mendonça Filho, com 16%, embolam briga pelo segundo lugar; Delegada Patrícia tem 10%

Recife

O deputado federal João Campos (PSB) lidera a primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida pela Prefeitura do Recife. Apoiado pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), o filho do ex-governador Eduardo Campos tem 26% das intenções de voto.

A disputa pelo segundo lugar ​traz um empate técnico entre a deputada federal Marília Arraes (PT), com 17%, e o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), com 16%.

No limite do empate técnico com Mendonça, o que é considerado improvável, aparece a delegada Patrícia Domingos (Podemos), candidata pela primeira vez a um cargo eletivo, com 10%.

A pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O Datafolha ouviu presencialmente 800 eleitores na segunda (5) e terça-feira (6).

Declararam voto branco ou nulo 21% dos entrevistados, enquanto 5% não souberam responder.

Marco Aurélio (PRTB) tem 2%, seguido pelos candidatos Coronel Feitosa (PSC) e Carlos Andrade Lima (PSL), com 1% cada.

Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são mostrados ao entrevistado, João Campos aparece com 9%, Marília Arraes, 8%, Mendonça Filho, 5%, e Delegada Patrícia, 3%. Nesse cenário, 47% não souberam responder, e 18% citaram voto branco ou nulo.​

O Datafolha também mediu a rejeição aos candidatos no Recife. Nesta modalidade, o entrevistado indica em qual postulante ele não votaria de jeito nenhum.

Neste quesito, Mendonça Filho aparece numericamente à frente, com 32%, seguido de João Campos, com 30%. Marília Arraes é rejeitada por 15%.


Campos, que foi o deputado federal mais votado da história de Pernambuco na eleição de 2018, montou um amplo arco de alianças. Sua coligação conta com 12 partidos. Candidato da situação, o deputado tem adotado na campanha o tom de que é preciso avançar no que já foi feito.

Entre outros temas, foca na questão do emprego e da renda no pós-pandemia, e prometeu, em caso de vitória, uma linha de crédito popular.

O ex-ministro Mendonça Filho tem usado operações da Polícia Federal, que investigam suspeitas de desvios de verbas do combate à pandemia pela Prefeitura do Recife, para atacar João Campos.

Mendonça, apesar de afirmar não querer nacionalizar a campanha, tem como estratégia ser identificado pelo eleitorado como o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Recife.

Durante a convenção que oficializou seu nome, um dos jingles dizia que “Mendonça é Bolsonaro, Bolsonaro é Mendonça”. Em seguida, o ex-ministro afirmou que a música não era oficial e que tinha sido executada após pedido de alguns eleitores.

Marília Arraes, que é prima de Campos, tem sido criticada internamente por algumas lideranças do seu partido. Parte da sigla alega que ela tem escondido os símbolos do PT e evitado usar a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por temer os efeitos do antipetismo.

Marília tem defendido algumas pautas que podem encontrar ressonância no eleitorado mais conservador, como a proposta para armar a Guarda Municipal. Nesta semana, também publicou vídeo dizendo que vai, se eleita, exigir a transferência do presídio Aníbal Bruno, maior complexo prisional de Pernambuco, localizado na zona oeste do Recife, para outro local.

Sem detalhamentos, a petista disse apenas que é preciso que o Governo de Pernambuco faça um planejamento para desativação da cadeia que “está em meio ao comércio e a milhares de residências de famílias”.


Patrícia Domingos, que comandava a delegacia da Polícia Civil de combate à corrupção, se coloca no pleito como “outsider”. Tem repetido durante a campanha que seus adversários vivem profissionalmente da política e que chegou a hora de libertar o Recife das famílias Campos e Arraes.

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