Descrição de chapéu New York Times México viagem

Guillermo del Toro indica pontos turísticos preferidos no México

Cineasta fala de casa produtora de tequila e cidade colonial em Yucatán

O cineasta Guillermo del Toro foi fotografado da cintura para cima em frente a um paredão de barris de madeira empilhados. É possível ver pelo menos quatro fileiras dos barris até o fundo. O diretor tem pele branca, cabelos grisalhos que vão até a altura dos ombros, barba e usa óculos de armação preta e grossa. Ele está levemente virado para o lado esquerdo, a partir da visão do observador, e veste um suéter preto por cima de uma camisa com golas. As suas mãos estão unidas na altura dos peitos; a mão direita segura o dedo mediano da mão esquerda.
Cineasta Guillermo del Toro posa em frente a barris da marca de tequila Patrón - Patrón Tequila/NYT
Shivani Vora

​O cineasta mexicano Guillermo del Toro, 52, que tem duas indicações ao Oscar por "A Forma da Água" (melhor diretor e melhor roteiro; ele já levou o Globo de Ouro de melhor diretor pela obra), é conhecido por seus filmes de ficção científica e de terror entre eles, "O Labirinto do Fauno" e "Círculo de Fogo".

Mas os talentos de Del Toro vão além do cinema. Um de seus projetos recentes, desenhos para a edição limitada de uma caixa da marca de tequila Patrón, chamada Patrón x Guillermo Del Toro, envolve uma homenagem à sua infância em Guadalajara, no Estado de Jalisco.

Lá, ele costumava ver os campos de agave repletos de "jimadores", agricultores que colhem as plantas do agave, usadas para fazer tequila. "Era fascinante vê-los trabalhar, porque a arte de colher a planta é complexa."


Embora viva em Toronto e Los Angeles, Del Toro visita Guadalajara a cada seis semanas para ver a família.


New York Times - Jalisco é onde a tequila é produzida, mas o que o Estado tem a oferecer aos turistas?

Guillermo del Toro - Primeiro, quer você beba tequila, quer não, acho que vale a pena visitar algumas das casas de tequila do Estado, na cidade de Tequila e na região dos altiplanos. Ao visitar uma delas, você vai aprender como o agave é extraído para a produção da bebida.

Mas, deixando de lado a tequila, eu amo Magdalena, uma cidadezinha famosa pela mineração de opalas. Você pode visitar minas e ver como mineradores encontram gemas. Há também Puerto  Vallarta, que tem lindas praias, e minha cidade natal, Guadalajara, onde o panorama que mais aprecio são os murais de José Clemente Orozco. Ele é um dos grandes pintores de murais mexicanos e sua arte está em toda parte na cidade.

Que outros destinos os turistas tendem a ignorar?

Mérida, no Estado de Yucatán, é uma bela cidade colonial na qual as pessoas costumavam se vestir todas de branco. A cultura é muito rica, especialmente a música.

Há também Oaxaca, uma cidade incrivelmente mística, com muitos xamãs. A culinária é refinada, mas de tempero forte, e você encontra muitas variedades de mole [um molho típico da cozinha mexicana]. Campeche é um porto vibrante, com culinária fantástica de frutos do mar.

Cancún e Cabo San Lucas são mais populares. Elas dão aos viajantes um senso autêntico do que é o país?

Só estive em Cancún uma vez e não gostei, na verdade, e por isso não tenho perspectiva a oferecer. Quanto a Cabo, você precisa escapar das partes turísticas. Para mim, a joia oculta é uma praia chamada Barriles, perto da cidade de La Paz. Todos os moradores frequentam essa praia, que é ótima para nadar.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

The New York Times
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