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Montanhista elege pontos altos do Nepal

Edson Vandeira passou um mês fazendo trilhas pelo país até a base dos montes Everest e Annapurna

São Paulo

É preciso ir além do Everest para conhecer o Nepal de verdade, afirma o guia de montanha e fotógrafo paulistano Edson Vandeira, 29. 

Ele visitou o país pela primeira vez neste ano, entre abril e maio, quando caminhou até o acampamento-base de duas montanhas: o Everest, a pouco mais de 5.300 metros de altitude, e o Annapurna, a 4.100 metros.

No caminho para o Everest, encontrou muitos turistas e vilarejos com boas opções de restaurantes e pousadas. 

Já o trajeto do Annapurna é mais vazio, o que, segundo ele, dá a chance de conhecer a cultura local. "É possível acompanhar a colheita de arroz e milho, por exemplo, e o cotidiano dos vilarejos", diz. 

As subidas levam, em média, oito dias, e a distância média percorrida é de 60 km. Segundo Vandeira, não é preciso ter experiência para encarar a aventura. "Fazer caminhadas de três a seis meses antes da viagem, carregando uma mochila pesada, já ajuda como preparação", diz.

Toda a expedição foi acompanhada de guias locais, conhecidos como sherpas. Além de indicarem nomes das montanhas e facilitarem a comunicação com locais, alguns deles costumam também carregar as malas. Há um limite de uma mochila de até 20 kg por pessoa.

Ele diz também não ter sentido tanto o efeito da altitude. "Com as pausas para fotografar, dá para recuperar o fôlego", afirma. Em todo o caminho, também há áreas que permitem o pouso de helicópteros em casos de emergência.

Em outubro deste ano e abril do ano que vem, Vandeira vai coordenar expedições fotográficas ao país, organizadas pela agência OneLapse. Está prevista uma nova expedição em abril, mas o preço do pacote ainda não foi definido.

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