Estação de esqui na França conquista novato e experiente com pistas variadas

La Clusaz é compacta, mas abriga um complexo à altura de suas conterrâneas mais conhecidas

Pessoas com esquis ao lado de lago congelado, em montanha coberta de neve
Esquiadores na estação La Clusaz, nos Alpes franceses  - Divulgação
Patricia Pamplona
La Clusaz (França)

Com menos de 2.000 habitantes, a pequena cidade La Clusaz, nos Alpes franceses, abriga um complexo de esqui à altura de suas conterrâneas mais famosas —Chamonix, ponto de partida para as pistas do Mont Blanc, mais alto maciço da Europa ocidental, e Les Trois Vallées, que reúne oito pontos para a prática do esporte.

Entre as mais de 200 estações dos Alpes franceses, La Clusaz foi a única na lista de dez melhores do mundo em 2018 da publicação inglesa Snow Magazine, especializada em esportes na neve.

Para ir à cidade, é preciso pegar uma estrada que sai de Annecy, principal município do departamento francês de Haute-Savoie, a 50 km de Genebra (Suíça). De lá, são 30 km até La Clusaz. Na chegada, o visitante contorna a montanha e entra na vila, com chalés e prédios de madeira.

As estações europeias têm quatro graus de dificuldade: o mais fácil é o verde, seguido pelos intermediários azul e vermelho e, por fim, o preto, mais difícil. Ali, há espaço para iniciantes e experientes no pé e no alto da montanha.

É possível chegar às pistas variadas tanto por cabines fechadas quanto por bancos suspensos, em que cabem de duas a seis pessoas. Também há o chamado "teleski", uma barra de ferro colocada entre as pernas do praticante, que o leva para o alto das pistas.

O "teleski" exige mais destreza e pode ser difícil para quem está começando. Mas, se o funcionário que controla o aparelho for simpático, é possível pedir para diminuir a velocidade —e evitar quedas.

Para explorar as descidas, é importante observar bem o mapa. As mais fáceis costumam ser as retas. 

A partir do grau de dificuldade azul —pistas consideradas entre o nível fácil e o intermediário por serem estreitas e pouco inclinadas ou largas com declive acentuado—, é preciso ficar atento. Alguns trechos cortam as pistas vermelhas, com esquiadores experientes sem medo de descer a toda velocidade.

Feita por um dos trajetos azuis, a descida do platô de Beauregard, entre árvores, é agradável e tem apenas alguns pontos inclinados.

Os trechos azuis reúnem também restaurantes acessíveis apenas de esqui ou snowboard. São locais com vista para as montanhas, como La Piste Bleue (a pista azul), que também funciona como hotel, e Le Relais de l'Aiguille (o posto da agulha).

Outro destaque é Le Bercail (a dobra), onde, além de esqui, há um serviço que busca os clientes no estacionamento mais próximo com uma moto de neve. Se o passeio é em grupo, uma caçamba leva os mais aventureiros na parte de trás.

Seja no meio das pistas ou em altitudes mais baixas, os restaurantes oferecem a culinária típica dos Alpes franceses, com muito queijo.

Além de fondue, são servidos raclette —queijo derretido por duas placas de calor, acompanhado de batatas e tábua de salames-- e tartiflette, um assado com queijo reblochon, bacon e batata.

Como digestivo, a bebida local Génépi, feita a partir da planta homônima que floresce apenas nas montanhas, pode agradar àqueles que preferem algo mais forte em teor alcoólico, mas, ainda assim, levemente adocicado.

Se após aproveitar o dia esquiando ainda houver disposição, La Clusaz reúne como opção de divertimento noturno bares e clubes. 

Todas as quintas-feiras, entre 20h30 e 22h30, são realizadas as "soirées paret", ou noites de paret —um patinete, com esqui no lugar das rodas, em que o praticante fica sentado a 30 cm do chão.

Com o aparato, disponível para aluguel nas lojas, é possível subir no teleférico La Patinoire gratuitamente. Na descida, é preciso se equilibrar e tirar o pé do chão. O paret para quando a inclinação diminui, com os próprios pés —com cuidado para não se machucar—, ou caindo.

Há ainda alternativas de lazer para os menos aventureiros, como a pista de patinação no gelo, a piscina pública e os spas.

​La Clusaz abriga também hotéis de todos os estilos, dos mais luxuosos aos simples, e Airbnbs próximos à estação. A reserva deve ser feita com antecedência, porque o local é muito procurado durante a temporada.

Para aproveitar o destino, no entanto, é preciso preparar o bolso. Apesar de os pacotes de acesso às pistas serem mais em conta do que em outras estações dos Alpes franceses, como Chamonix, os hotéis têm preço elevado. A diária mais barata não sai por menos de R$ 300.

Pacotes para esquiar na Europa

R$ 1.102
4 noites em La Clusaz, na Top Brasil Turismo 
Valor por pessoa, para o hotel La Montagne. Não inclui passeios, passes de esqui ou passagens aéreas

R$ 4.967
7 noites em Les Arcs, na R17 Viagens 
Preço para uma pessoa no resort Club Med Arcs Extreme, na estação francesa de Les Arcs. Regime de alimentação all-inclusive. Inclui aulas de esqui e snowboard e passes para esquiar, mas não a passagem aérea

US$ 3.409 (R$ 12.715)
5 noites em Crans-Montana, no Guarda Golf Hotel 
Pacote para casal, no hotel Guarda Golf entre os dias 22 e 27 de fevereiro, em Crans-Montana, na Suíça. Com café da manhã e transporte para a estação de esqui. Sem passagem aérea

€ 10.800 (R$ 46.095)
7 noites em Courchevel, na Interpoint 
Valor para duas pessoas, para hospedagem no hotel L'Apogée, na estação francesa de Courchevel, entre 18 e 25 de março. Com regime de meia-pensão. Não inclui taxas, passeios, ou passagens aéreas

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