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21/11/2006 - 02h30

Consciência negra



"A charge do Angeli de ontem é a síntese da hipocrisia nacional. O seu traço ferino corta fundo a realidade de um país que busca apagar as mazelas do passado com um simples decreto, mas continua rejeitando os homenageados."

NELSON STEVANI JUNIOR (São Paulo, SP)



"Lamentável a carta do sr. Jorge D. Filho, de Curitiba (PR), publicada no último domingo. Ele acha revoltante o feriado de 20 de novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Lamentável é o racismo seu e de grande parte da sociedade.
20 de novembro lembra a morte do herói nacional Zumbi, assassinado nesta data em 1695. Já que nas escolas não falam dele, é necessário um feriado para as pessoas perguntarem: 'Hoje é feriado do quê? Dia do Zumbi de Palmares'."

ALESSANDRO BUZO, escritor (São Paulo, SP)



"Li nessa Folha, em 19/11, diversas declarações justificando a instituição do Dia da Consciência Negra. As mais interessantes foram a da secretária da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eunice Aparecida de Jesus Prudente, sobre as tecnologias trazidas pelos africanos nas áreas de cultivo e mineração, e a de um professor universitário sobre o genio do estrategista político-militar dos Palmares ('Lideranças negras celebram o feriado e a memória de Zumbi, herói dos Palmares', Cotidano, 19/11). Nada a opor, sem entrar no mérito. Mas, por uma questão de justiça, deveria ser também instituído o Dia da Consciência Branca, já que a maioria dos brasileiros desconhece a importante contribuição dada pela imigração branca européia para o desenvolvimento de nossa agricultura, especialmente a do café, pelos técnicos que para aqui trouxeram as estradas de ferro, o telégrafo, os bondes, o gás e a eletricidade, construíram os portos e deram aos nativos os primeiros ensinamentos em engenharia, arquitetura, medicina, farmácia e outros ramos do conhecimento. Parafraseando nossa secretária de Justiça, eles também ajudaram a construir a riqueza deste país."

ELIAS DA COSTA LIMA(São Paulo, SP)




Desalento



"Duas notícias da edição da Folha de ontem causam desalento total sobre qualquer possibilidade de melhora na política 'deste país'. A primeira trata das doações ocultas de R$ 66,2 milhões aos partidos políticos. Não dá para acreditar que, após o conhecimento de caixa dois generalizado nos anos passados, ainda seja possível tal prática. Não se sabe de quem e de quanto foi a doação, prato feito para 'não contabilização de recursos'. O TSE tem que exigir rigorosa contabilidade e identificação dos doadores.
A segunda é a confraternização do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) com o presidente Lula, trocando por elogio as graves acusações e insultos que fazia no Congresso durante as CPIs. É a aceitação de tudo de irregular, ilegal e imoral feito pelo PT nos últimos tempos."

DANIEL ACYLINO MACEDO DE LIMA (Rio de Janeiro, RJ)




Privatização



"Com relação à polêmica entre alguns leitores em torno do aumento do déficit público causado pela venda de estatais, não se coloca em discussão que os governos federais e estaduais injetaram importantes recursos para sanear essas empresas para atrair compradores, assumindo, na maior parte dos casos, o endividamento junto ao sistema financeiro, dívidas trabalhistas e compromissos com as comunidades afetadas pela venda das estatais.
No jargão popular, diz-se que, ao vender suas empresas, 'o governo vendeu o bônus e ficou com o ônus' ou que 'privatizou os lucros e socializou os prejuízos'.
Prova mais cabal encontramos na tentativa da Companhia Vale do Rio Doce de empurrar para o governo federal o pagamento de indenização às comunidades indígenas que vivem em torno da maior mina de minério de ferro do mundo explorada pela Vale."

MARCOS ABRÃO (São Paulo, SP)




Doações



"A reportagem 'Brecha legal oculta doadores de R$ 66 mi para campanhas' (Brasil, 20/11), demonstrando que os lobbies das armas, das bebidas e dos cigarros deram contribuição financeira para eleger 10% dos deputados federais, explica o fato de que não temos conseguido regulamentar a propaganda de bebidas alcóolicas na televisão. Enquanto isso, o alcoolismo vai destruindo milhões de famílias pelo Brasil afora. O mais incrível é que esses 10% de deputados têm mais peso do que os 11,2% de brasileiros que são considerados alcoolistas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid), ligado à Universidade Federal de São Paulo. É de desanimar qualquer um que queira fazer algum trabalho sério nesta área."

JOSÉ ELIAS AIEX NETO, secretário municipal antidrogas (Foz do Iguaçu, PR)




Previdência



"É sempre brilhante, lúcido e didático o texto de João Sayad ('Previdência: 1 - O déficit', 20/11). É um dos (raros) economistas que não escondem mediocridade ou interesses rentistas por trás do economês. Pena que técnicos desse calibre não encontrem condições (diga-se, estômago) para trabalhar com a 'elite' de economistas que cercam o Macunaíma do Planalto."

FRANCISCO VALENTE (São Paulo, SP)




Assassinato



"O assassinato do casal de idosos no bairro de Perdizes, na capital de São Paulo, por pouco não se transformou em um novo caso 'Escola Base'. As baterias da imprensa se voltaram contra o filho do casal, de 42 anos. Apesar de ter sido gravemente ferido pelo assaltante, o moço era apontado pela imprensa como o principal suspeito do crime. Hipóteses as mais absurdas foram levantadas para incriminar o rapaz. Não fosse o criminoso ter se apresentado voluntariamente e confessado o crime, mais uma vez estaríamos frente a um novo linchamento, com uma das vítimas transformada em réu, sendo acusada, julgada e condenada pelo Tribunal da Imprensa, sem qualquer possibilidade de defesa. Será esse tipo de jornalismo que se ensina nas faculdades?"

SÉRGIO HAROLDO RIBEIRO (Atibaia, SP)




Controladores de vôo



"Confesso que li o editorial acerca da crise no controle do tráfego aéreo, do dia 17 de novembro, e fiquei um tanto perturbada ao verificar sua defesa da resolução dessa crise empregando as prerrogativas autoritárias das Forças Armadas. Todo o problema, suscitado a partir do desastre de 29 de setembro, consiste justamente na maioria dos controladores ser militar e, por isso, obrigada a, muitas vezes, exercer sua profissão de risco em condições precárias, com pouco efetivo, salários indignos para a responsabilidade que carregam sobre suas costas e sem a possibilidade de reclamar, pois não se deve contestar ordens superiores. Pois bem, os 'superiores', tanto civis quanto militares, do Poder Executivo brasileiro não são sensíveis à realidade que se impõe pelas más condições de trabalho, desvalorização profissional e carga de trabalho acima do possível para se efetivar com segurança seu ofício. Por isso, mesmo que o Ministro da Defesa esteja buscando solução 'sindical', pelo menos se o número de controladores civis fosse maior que o de militares (o contrário do que ocorre nas torres de controle do país), com possibilidade de alertar para as questões e lutar pela melhoria do trabalho em geral, talvez o triste acidente entre o Boeing e o Legacy pudesse ter sido evitado, pois a 'operação-padrão' seria a tônica da qualidade dos serviços prestados pelo controle do tráfego aéreo civil brasileiro, sem atrasos ou acidentes pela exaustão de seus servidores."

TANIA REGINA PIRES DE GODOY (Pirassununga, SP)




Mundo da moda



"Por seis anos trabalhei dentro do 'mundo da moda' e posso afirmar com propriedade: não existe uma agência, dentro de meus conhecimentos, que tome os devidos cuidados com suas modelos.
No Brasil, ficamos amontoadas em apartamentos com muitas garotas, de todas as regiões, à espera de trabalhos, fazendo inúmeros castings por dia...meninas tão novas, sem o apoio e a companhia dos pais. O psicológico abala-se, a solidão é grande, o abrigo é pouco.
'New faces' entram em contato com modelos um pouco mais experientes e logo compreendem que precisarão de alguns sacrifícios para encaixar-se no seleto grupo de beldades. Em sua própria residência, aprendem a não comer, a tomar laxantes, a provocar o vômito depois das refeições. É um mundo cruel, que mexe com a cabeça das adolescentes cheias de sonhos que procuram esse caminho.
Não seria essa uma forma glamourosa de escravidão? Pois, para mim, não há outro nome para um trabalho onde não exista um salário justo, seguro-saúde, cesta básica e assistência mínima ao trabalhador.
Que 'modelo' de vida é esse, perseguido por tantos jovens, e até mesmo adultos, que maltratam seus corpos dizendo-se em busca da 'saúde perfeita'?
Posso atestar que de muitos males padeci nesses anos em que trabalhei no mundo da moda, mas, graças a Deus, escapei com vida, diferentemente de tantas outras meninas, que podem não se transformar em notícia, mas que a cada dia dão um passo ao mesmo rumo que a linda menina Carolina."

CAMILA CRISTINA DE OLIVEIRA CONSTANCIO (Barueri, SP)
 

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