Putin defende suspeitos de terem envenenado ex-espião russo

Presidente afirma que os dois homens não são criminosos e sim cidadãos comuns

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Vladivostok (Rússia) e Moscou

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (12) que seu governo identificou as duas pessoas que o Reino Unido apontou como suspeitas no caso de envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha na Inglaterra.

Moscou, porém, afirma que os dois homens são civis e sem qualquer ligação com atividades militares ou criminais. 

Um porta-voz do governo da primeira-ministra Theresa May acusou Putin de estar mentindo.

O presidente russo Vladimir Putin durante evento em Vladivostok nesta quarta (12) - Donat Sorokin/Tass Host Photo Agency/Reuters

"Sabemos quem são, os encontramos. Mas esperamos que eles mesmos apareçam para dizer quem são", afirmou Putin no Fórum Econômico Oriental, realizado na cidade russa de Vladivostok, próxima da fronteira com a China e a Coreia do Norte. 

"São civis, naturalmente. Asseguro que não há nada criminoso", completou.

O governo britânico afirma que o ataque foi executado por dois membros da espionagem militar russa, conhecida como GRU e emitiu uma ordem de prisão contra eles. 

Os suspeitos foram identificados como Alexander Petrov e Ruslan Bochirov, mas os dois nomes podem ser falsos. Imagens de câmeras de vigilância mostram a dupla em Salisbury, cidade onde os Skripals foram encontrados envenenados, por volta do dia 4 de março deste ano, data do ataque. 

Londres acusa Moscou de ter ordenado a ação contra o ex-espião, que vendeu informações a outros países, mas Putin nega ligação com o episódio. 

Imagens da polícia mostram os dois suspeitos pelo envenenamento na estação de trem de Salisbury no dia anterior ao ataque - Metropolitan Police Service - 3.mar.2018/AFP

O caso levou a uma disputa diplomática entre a Rússia e o Ocidente, que levou britânicos e aliados a expulsarem cerca de 150 diplomatas russos — o Kremlin respondeu com uma medida semelhante. 

Tanto Serguei quanto sua filha, Iulia, sobreviveram ao ataque, assim como um policial que acabou envenenado ao tentar ajudar a dupla.

Mas uma mulher, Dawn Sturgess, morreu em julho após entrar sem querer em contato com o Novitchok, a substância usada no envenenamento. Um outro homem também foi contaminado na ocasião, mas sobreviveu. 

AFP , Associated Press e Reuters

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