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Descrição de chapéu Folhajus

Boulos é condenado a pagar multa de R$ 50 mil por distorção de pesquisa eleitoral

Justiça decidiu que pré-candidato à Prefeitura de SP divulgou cenários inexistentes

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A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) ao pagamento de uma multa de R$ 53 mil pela divulgação de cenários eleitorais fictícios a partir dos resultados de um levantamento do instituto Real Time BigData.

Em sua decisão, o juiz Antonio Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral, escreve que Boulos, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, fundiu diversos cenários do levantamento e criou uma "pesquisa estimulada 'frankenstein'", induzindo o eleitor a erro.

Deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) durante entrevista à Folha
Deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) durante entrevista à Folha - Karime Xavier-18.jan.2023/Folhapress

Em sua divulgação, Boulos criou um cenário que juntava os resultados de pesquisas estimuladas diferentes em uma só. Ele incluía, por exemplo, o senador Marcos Pontes (PL) e o deputado federal Ricardo Salles (PL) como pré-candidatos concorrentes, ainda que representantes do mesmo partido.

A ação foi apresentada pelo MDB, do prefeito Ricardo Nunes, e pelo PSB, da também pré-candidata Tabata Amaral.

A deputada federal, por sua vez, criticou o fato de ter sido excluída da divulgação da pesquisa do psolista.

"A população de São Paulo precisa ficar atenta para não se deixar levar por manipulações e distorção de informações. Nossa pré-campanha está e seguirá comprometida com a verdade. Não vamos admitir que o cidadão paulistano seja enganado", afirma Enrico Misasi, presidente do diretório municipal do MDB de São Paulo.

Boulos disse, ao sair de uma visita à Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) nesta quinta, que sua pré-campanha vai recorrer da decisão. O deputado afirmou que a publicação questionada informava na legenda que não se tratava de um cenário da pesquisa, mas da informação de que ele superava em intenções de voto os nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Achamos que [a decisão] não é razoável. O que a gente colocou desde o princípio, tanto publicamente quanto no processo da Justiça Eleitoral, que aquilo não era uma divulgação de um cenário de pesquisa. Isso a legenda dizia claramente, que [a pesquisa] nos colocava à frente de todos os candidatos bolsonaristas", disse.

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