Nadador do Brasil tem suspensão ampliada e pode perder Olimpíada

Gabriel Santos foi flagrado no antidoping pelo uso da substancia clostebol

São Paulo

A Federação Internacional de Natação (Fina) reviu a pena imposta ao nadador brasileiro Gabriel Santos, 23, pego no doping, e aumentou sua suspensão de oito meses para um ano.

Segundo o documento de retificação divulgado pela entidade nesta segunda-feira (22), a punição não valerá a partir de maio deste ano, data em que foi realizado o exame, mas desde 19 de julho, dia do julgamento realizado antes do início do Mundial de Esportes Aquáticos na Coreia do Sul.

Gabriel Santos durante o Troféu Maria Lenk de 2017
Gabriel Santos durante o Troféu Maria Lenk de 2017 - Mauro Pimentel - 4.mai.2017/Folhapress

Assim, ele perderia o processo de qualificação para a Olimpíada de Tóquio-2020, com início em 24 de julho do ano que vem.

O motivo da punição foi a presença de clostebol no organismo de Gabriel. Proibido pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o anabólico sintético é encontrado, por exemplo, em produtos para cicatrização. A ex-saltadora Maurren Maggi já foi suspensa, em 2003, pela mesma substância, assim como o nadador brasileiro Henrique Rodrguês, em 2017.

Em primeiro momento, a estratégia foi de não pedir a contraprova que poderia inocentá-lo. Entendeu-se que isso poderia atrasar o julgamento, no qual poderia ser absolvido. Não foi o que ocorreu.

Procurada, a defesa do nadador disse que irá recorrer da decisão assim que tiver acesso ao conteúdo da fundamentação. A equipe jurídica poderá entrar com uma ação na Corte Arbitral do Esporte (CAS) nos próximos 21 dias para que o caso seja novamente apreciado. Em sua defesa, Gabriel alega que o teste positivo para a substância ocorreu após ele passar um tempo na casa de seu irmão, onde pode ter sido contaminado através do compartilhamento de toalhas de banho ou roupas.

Na última sexta-feira (19), Gabriel foi cortado do Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju. Um dos nadadores mais regulares do país, ele foi peça-chave do revezamento 4 x 100 m livre que foi medalhista de prata no Mundial de 2017, quando marcou o tempo parcial de 48s30.

Na semifinal deste sábado (20), seu substituto foi André Calvelo, jovem de 18 anos convocado como reserva. Ele fez a parcial de 48s44 na eliminatória que classificou o Brasil em sexto lugar para a final, com tempo agregado de 3min12s97. Na decisão, foi a vez de Bruno Fratus subsistiu Gabrial. Ele fez o melhor tempo da equipe (47s78). Chierighini (48s11), Spajari (48s14) e Correia (47s97) melhoraram suas marcas em relação à semi, mas os 1s75 a menos não bastaram para melhorar a sexta colocação da etapa anterior. O Brasil ficou em 6º na prova ao fazer o tempo de 3min11s99.

Erramos: o texto foi alterado

O nome da substância pela qual o atleta foi flagrado no antidoping é clostebol, não clostobol, como estava dito na reportagem.

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