Descrição de chapéu Copa Libertadores 2020

Abel Ferreira quer Portugal ao lado do Palmeiras na final da Libertadores

Treinador se inspira em sucesso do conterrâneo Jorge Jesus, campeão em 2019

Rio de Janeiro

O técnico português Abel Ferreira, 42, é recém-chegado ao futebol brasileiro, mas em menos de três meses de trabalho já levou o Palmeiras às principais decisões em disputa.

Neste sábado (30), entra no Maracanã para buscar seu primeiro título de expressão e o bi da Libertadores para clube paulista. Tudo isso inspirado no conterrâneo Jorge Jesus, vencedor da edição passada do torneio com o Flamengo, e também na torcida de sua terra natal pelo time alviverde.

"Amanhã, Portugal será do Palmeiras. Houve um outro treinador que atravessou o Atlântico e abriu portas pra nós", disse Abel em entrevista coletiva nesta sexta (29), no próprio Maracanã.

Em 2019, Jesus faturou a Libertadores e o Brasileiro. Também levantou as taças da Recopa Sul-Americana, Supercopa do Brasil e do Estadual do Rio no ano seguinte. Na esteira do sucesso do treinador, outros clubes brasileiros foram em busca de portugueses para comandarem suas equipes.

O Santos foi atrás de Jesualdo Ferreira, que treinou Abel no Braga (POR) e ajudou o técnico palmeirense no início de sua nova carreira. Augusto Inácio começou 2020 no Avaí, e Ricardo Sá Pinto assumiu o Vasco ao longo do ano passado. Nenhum deles conseguiu repetir o impacto de Jorge Jesus, e ambos foram demitidos com baixo desempenho.

O mesmo não pode ser dito de Abel, que já levou o Palmeiras às decisões da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e também faz boa campanha no Campeonato Brasileiro.

O Maracanã deixa o treinador português ansioso pelo que definiu como uma "oportunidade única" de disputar um título no local. "Sempre ouvi falar do Maracanã como um templo do futebol", disse Abel.

Abel Ferreira (à dir.) conversa com Zé Rafael e Raphael Veiga no gramado do Maracanã, palco da final da Libertadores
Abel Ferreira (à dir.) conversa com Zé Rafael e Raphael Veiga no gramado do Maracanã, palco da final da Libertadores - Ricardo Moraes/AFP

Mesmo assim, o técnico afirmou que não pretende alterar sua maneira de jogar com o Palmeiras. Também ressaltou que jamais esteve diante de tantos jornalistas como nesta sexta.

"Recebi mais mensagens nos ultimos dias do que nunca. Algumas de pessoas que eu nem conhecia e nem sabia que existiam, que aparecem neste momento. De forma educada, obrigado", agradeceu Abel.

Ele minimizou a pressão existente em torno da final. "Todo esse nervosismo, toda essa ansiedade, somos privilegiados por estar aqui para desfrutar. Temos que viver isso com intensidade, com alegria, com prazer. Estar conectados para jogar no mais alto nível. Foi para isso que trabalhamos a vida toda", afirmou.

"Quando falamos em pressão… Pressão é o trabalho de uma enfermeira, de um médico, ou alguém que pode perder a vida. Aqui nós sentimos uma pressão diferente. Pressão mesmo é estar entre a vida a morte", completou, em referência à pandemia de Covid-19.

Palmeiras e Santos disputam o título da Libertadores neste sábado, às 17h, em jogo único no Maracanã.

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