Luiza Lian abre o Lollapalooza com viagem ao feminino

Cantora paulistana busca experimentalismos musicais e fala de espiritualidade

Laura Lewer
São Paulo

Depois de um sábado de Lollapalooza caótico, com ameaça de tempestade, festival em stand-by e cancelamento de shows, o domingo (7) do palco Adidas começou com a terapia musical da paulistana Luiza Lian.

Acompanhada apenas por Charles Tixier, seu “homem-banda” que produziu ao lado de Tim Bernardes seu terceiro e mais recente disco, “Azul Moderno” (2018), Luiza levou o público para mesma viagem ao feminino, aos experimentalismos musicais e à espiritualidade que sua música propõe.

 

Com um repertório que parece ter sido feito para uma tarde nublada, a paulistana começou a cantar para um público pequeno, que ao longo do show triplicou de tamanho.

Ali estava o melhor de festivais como o Lollapalooza: pessoas com camisetas de Kendrick Lamar e faixas do Twenty One Pilots, outras atrações do dia, dançavam as colagens musicais de Luiza, que nada se aproximam ao som desses artistas. Alguns cantavam próximos à grade, outros dançavam no espaço livre ou assistiam ao show sentados em cangas.

A maior parte das músicas veio de “Azul Moderno”, e ao vivo ganharam roupagens mais sintetizadas e batidas mais intensas. “Santa Bárbara” e a faixa que dá nome ao álbum revelaram bem o poder vocal de Luiza e a força de suas composições. “Oyá” e a derradeira do show, “Tucum”, ambas do disco “Oyá Tempo” (2017), mostraram o ótimo trabalho de Tixier e a sintonia da dupla.

A cantora, uma das mais elogiadas da nova safra da música nacional, encerrou sua estreia no Lollapalooza com pedidos de mais tempo de show vindos do público. Dedicado à força da música nacional feminina durante toda a tarde deste domingo, o palco Adidas ainda recebe Letrux e Iza.

 
 
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