Proibição de drogas foi pauta histórica de esquerda e direita

Historiador Henrique Carneiro discute no podcast como Estados lidaram com substâncias pelos séculos

Walter Porto

O convidado do podcast desta semana é o professor Henrique Carneiro, do Departamento de História da USP, que lança o livro "Drogas - A História do Proibicionismo', pela editora Autonomia Literária.

Na conversa com o repórter Walter Porto, ele discute os motivos pelos quais algumas substâncias psicoativas são aceitas, enquanto outras não, e os efeitos das políticas proibicionistas ao longo dos séculos em países como China, Rússia e Estados Unidos. 

 

​ Carneiro mostra que governos autoritários de esquerda, como o soviético, insistiram no proibicionismo, e que a pauta da guerra ao álcool tem uma ligação próxima com o surgimento do movimento feminista e com o abolicionismo nos Estados Unidos.

 
henrique com a mão no queixo
Henrique Carneiro, professor da USP e autor de "Drogas - A História do Proibicionismo" (Autonomia Literária) - Bruno Santos/Folhapress

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Na série Ilustríssima Conversa, são entrevistados quinzenalmente autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.

Já participaram do programa:

  • Thomas Traumann, autor de "O Pior Emprego do Mundo" (Planeta), sobre ministros da Fazenda;
  • Boris Fausto, historiador, que lança "O Crime da Galeria de Cristal" (Companhia das Letras);
  • Thales Guaracy, autor dos livros   ”A Conquista do Brasil: 1500 - 1600” e “A Criação do Brasil: 1600 - 1700", que comentou a formação do país;
  • Guilherme Wisnik, autor de "Dentro do Nevoeiro” (Ubu), que falou de como a internet e o capital financeiro embaçaram o mundo; 
  • Cristina Serra, autora de "Tragédia em Mariana" (ed. Record), que falou sobre os desastres da Vale e da Samarco;
  • Joselia Aguiar, que lançou uma biografia de Jorge Amado pela Todavia;
  • Marisa Lajolo, autora de  "Literatura: Ontem, Hoje e Amanhã" (Editora Unesp);
  • Maria Rita Kehl, autora de "Bovarismo Brasileiro" (Boitempo);
  • Daniel Furlan, membro do grupo Choque de Cultura, que lançou o livro "79 Filmes para Assistir Enquanto Dirige";
  • Sérgio Abranches, cientista político e autor de "Presidencialismo de Coalizão" (Companhia das Letras);
  • Mauricio Stycer, autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As Muitas Faces do Empresário Silvio Santos" (Todavia);
  • Adriana Negreiros, autora de " Maria Bonita - Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço" (ed. Objetiva);
  • João Silvério Trevisan, autor de "Devassos no Paraíso", compêndio sobre a sexualidade no Brasil;
  • Gabriel Feltran, sociólogo e professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), autor de “Irmãos - Uma História do PCC” (Companhia das Letras); 
  • Contardo Calligaris, que reeditou recentemente o livro “Hello Brasil! - Psicanálise da Estranha Civilização Brasileira";
  • Marcelo D'Salete, autor das HQs "Angola Janga" e "Cumbe", que contam a história dos quilombos no Brasil;
  • Laura Carvalho, economista, autora de “Valsa Brasileira: Do Boom ao Caos Econômico”;
  • Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e autor de "A Pátria Educadora em Colapso";
  • José Miguel Wisnik, autor de "Veneno Remédio", um ensaio sobre futebol;
  • Sérgio Rodrigues, autor de "O Drible", romance histórico sobre futebol; 
  • Lilia Schwarcz, antropóloga que lançou livro sobre racismo e escravidão; 
  • Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, segundo quem a sociedade passa por um momento de transição; 
  • Regina Zappa, que escreveu livro sobre maio de 1968; 
  • Flávia Biroli, autora de obra sobre desigualdades de gênero na política e sociedade; 
  • Claudia Wasserman, autora do livro "Teoria da Dependência", que falou sobre intelectuais que disputaram com FHC; 
  • Felipe Recondo, jornalista que escreveu "Tanques e Togas", sobre a atuação do STF durante a ditadura militar; 
  • Plinio Junqueira Smith, professor de filosofia, que escreveu "Uma Visão Cética de Mundo", sobre o filósofo Oswaldo Porchat; 
  • Francisco Bosco, doutor em letras e autor de "A Vítima Tem Sempre Razão?", que falou sobre o politicamente correto;
  • Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP, que falou sobre o Supremo Tribunal Federal.
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