Descrição de chapéu Previdência

Resultado na comissão da Previdência é artificial, diz líder da oposição

Alessandro Molon (PSB-RJ) criticou trocas de membros do colegiado feitas por partidos

Brasília

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que o resultado da votação na comissão especial da reforma da Previdência é artificial.

Ele criticou trocas de membros do colegiado feitas por partidos governistas ou que apoiam a proposta.

“Se eles tivessem tanta segurança, não precisariam trocar membros no dia da votação”, disse Molon.

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado, por 36 votos a 13, na comissão especial, mas ainda é necessário votar os chamados destaques —pedidos de partidos e deputados para que uma parte específica da proposta seja analisada separadamente.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, queria incluir no texto em discussão trechos que aliviam as regras de profissionais de segurança pública, como policiais, mas não conseguiu consenso para isso.

Nesta quinta, houve substituição de deputados da sigla que integravam a comissão e eram favoráveis a essa ideia. A bancada trabalhará agora para derrubar destaques que concedam os benefícios para as categorias desse setor. Com isso, o debate a respeito ficará para a votação no plenário da Câmara.

 Molon acredita que, apesar das trocas, deve ser possível mudanças no texto para aprovar categorias da segurança pública e professores.

Depois que a votação da reforma for concluída na reforma, o texto segue para o plenário da Câmara, onde precisa do apoio de 308 dos 513 deputados.

Para o líder da oposição, o calendário da votação no plenário vai depender da quantidade de votos a favor da proposta. Molon acredita que o governo não tenha ainda o número necessário.

A líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que a reforma está destruindo o sistema de aposentadorias e acabando com direitos.

“Temos que ter serenidade aqui, mas muita luta lá fora. Na minha opinião, eles [o governo] ainda não têm os 308 votos. E a sociedade tem que ir para cima”.

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