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Com disparada do IGP-M, QuintoAndar adota IPCA para reajuste de aluguel

Inflação do aluguel acumula alta de 24,5% em 12 meses, diz FGV, a maior em 17 anos

São Paulo

O QuintoAndar anunciou nesta sexta (27) a adoção do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) como índice padrão para a correção anual dos contratos de aluguel fechados por meio da plataforma.

Em comunicado, a startup diz que a decisão foi tomada para evitar impactos negativos para inquilinos e proprietários "causados pelas distorções do IGP-M, o padrão de mercado, especialmente em momentos de crise como o atual."

O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) é conhecido como a inflação dos aluguéis e registrou alta de 3,28% em novembro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta. Em 12 meses, a variação acumulada é de 24,5%.

Segundo o Secovi-SP (sindicato da habitação), se for aplicado integralmente aos contratos com aniversário em dezembro, o reajuste será o maior desde julho de 2003, quando fechou em 25,25%.

Um aluguel de R$ 1.500 passaria para R$ 1.867,80 com o reajuste.

O IPCA, a inflação oficial calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), está acumulado em 3,92% no período de 12 meses até outubro –a variação do mês de novembro ainda não está fechada.

Se aquele mesmo aluguel de R$ 1.500 fosse ajustado pelo IPCA, passaria a R$ R$ 1.558,80. Segundo o QuintoAndar, o uso do IPCA valerá para novos contratos, mas os clientes ainda poderão optar pelo IGP-M se quiserem.

O avanço no IGP-M foi puxado em novembro pela alta dos preços das commodities agropecuárias, que pressionam o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo). O índice, que corresponde a 60% da composição do IGP-M, subiu 4,26% em novembro, ante 4,15% em outubro.

As principais commodities que tiveram alta entre outubro e novembro foram milho (de 10,95% para 21,85%), trigo (de 2,32% para 19,20%) e bovinos (de 6,92% para 7,40%).

Também entram para conta o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,72% em novembro, ante 0,77% em outubro. De acordo com o levantamento, 4 das 8 classes de despesa componentes do índice registraram recuaram em taxas de variação. O grupo Educação, Leitura e Recreação (3,10% para 1,44%) foi o responsável por puxar a variação.

Já o INCC variou 1,29% em novembro, ante 1,69% no mês anterior. Os três grupos componentes do índice tiveram as seguintes oscilações: Materiais e Equipamentos (4,12% para 2,85%), Serviços (0,33% para 0,73%) e Mão de Obra (0,19% para 0,24%).

Desde janeiro, a inflação dos aluguéis acumula alta de 21,97%. Há um ano, em novembro de 2019, o índice subia 0,30%, e acumulava alta de 3,97% em 12 meses.

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