Descrição de chapéu Venezuela

Deputado da Assembleia Nacional é preso na Venezuela

Legislativo é dominado pela oposição ao regime de Nicolás Maduro

Caracas

A Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria opositora à ditadura de Nicolás Maduro, afirma que o deputado Gilber Caro foi preso na madrugada desta sexta-feira (26).

O Legislativo chamou o ato de uma detenção arbitrária e disse que se tratava de uma violação da imunidade parlamentar de Caro.

O deputado havia passado um ano e meio preso antes de ser libertado em junho de 2018.

A prisão acontece em meio à escalada de tensão entre o líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interno da Venezuela por mais de 50 países, e o ditador Nicolás Maduro. 

No início de abril, outros dois deputados foram presos quando participavam de um protesto na cidade de Maracaibo.

Gilber Caro e Juan Guaidó antes de uma sessão da Assembleia Nacional no início de abril
Gilber Caro e Juan Guaidó antes de uma sessão da Assembleia Nacional no início de abril - Federico Parra - 2.abr.2019/AFP

O ato era uma das mais de 350 manifestações convocadas em todo o país por Guaidó. A dupla de parlamentares foi liberada horas após a detenção, e o regime não explicou o que ocorreu. 

"Quero denunciar que o delegado Renzo Prieto foi detido pela Guarda Nacional. Eles também prenderam a deputada Nora Bracho", disse à época a também deputada Adriana Pichardo, em áudio divulgado pela equipe de Guaidó.

Casos como esses, além da detenção e expulsão de jornalistas, têm se tornado frequentes nos últimos meses. 

Também no início de abril, a Assembleia Constituinte retirou a imunidade parlamentar de Guaidó, que é também presidente da Assembleia Nacional —o órgão, contudo, tem seu poder esvaziado na prática desde que foi declarado em desacato, em 2016, pela mais alta corte do país.

À época, o regime passou a não reconhecer as decisões do Parlamento e convocou eleições para formar a Assembleia Constituinte —composta majoritariamente por chavistas. 

Guaidó foi acusado pelo regime de usurpar as funções de Nicolás Maduro, de planejar um atentado contra o ditador e de ter deixado o país ilegalmente

Sanções dos EUA

Washington impôs sanções ao ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, e afirmou que iria adotar medidas similares contra pessoas ligadas à corrupção do regime de Nicolás Maduro, além daquelas que representam diplomaticamente o ditador no exterior.

A juíza do Tribunal de Apelação de Caracas Carol Padilla também foi incluída nesta rodada de sanções americanas contra membros do governo de Maduro.

Washington culpa o ditador pelo colapso econômico da Venezuela e por comprometer a democracia no país. O governo Trump reconheceu o líder opositor Juan Guaidó e pressiona Maduro para que ele deixe o poder. 

Reuters
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