'Quem paga pelas vaidades de Maia é a sociedade', diz leitor

Presidente da Câmara cobra que Bolsonaro assuma o 'papel institucional' dele

Futuro das aposentadorias

A grande resistência à reforma da Previdência na Câmara tem nome e sobrenome: Rodrigo Maia. Ele demonstra querer ser o protagonista do mais importante projeto a tramitar no Legislativo nas últimas décadas. Cabe ao congressista conduzi-lo com as prerrogativas e deveres que a função lhe confere, e não ditatorialmente impor aos seus pares o que acha certo ou errado. Quem paga por suas vaidades e ambições é a sociedade, como mostram claramente as mutações negativas do mercado.

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

Maia precisa se abster e se limitar à parte dele na reforma para, inclusive, fazer o Legislativo ser respeitado. Quem tem o maior interesse no projeto é que deve se esforçar para aprová-lo, ou seja, o governo (“Bolsonaro compara Maia a namorada que quer ir embora e defende diálogo”).

Anderson Fazoli (São Paulo, SP)

O artigo de Guilherme Boulos está quase perfeito. Só faltou acrescentar “tentar” ao mencionar que uma parcela dos trabalhadores precisará trabalhar até morrer (“Reforma da Previdência: o futuro está em jogo”). Quem vai querer um empregado de 60 anos, se um jovem se adapta melhor à informática e aceita ganhar menos?

Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

A Folha informaria melhor seus leitores sobre o tema dando espaço a especialistas, e não a radicais como Boulos. Dizer que o déficit crescente da Previdência pode ser coberto com taxação de fortunas e de bancos não resolve o problema estrutural.

Rui Versiani (São Paulo, SP)

Relação entre os Poderes 

O Legislativo e o Judiciário têm problemas? Óbvio que sim. Tanto quanto o Executivo. Mas ambos são peças-chave para o funcionamento institucional. Que não caiamos na armadilha montada de desqualificação da política e das instituições. Ela é perigosa para a nossa democracia, que ainda é o melhor dos mundos enquanto modelo político (“Maia diz que fará ‘nova política’ e que agora cabe a Bolsonaro obter votos para a Previdência”) .

Rogério Pereira da Cunha (Curitiba, PR)

O que mais preocupa é ver os Poderes conflagrados e as instituições de Estado ao sabor das picuinhas de seus dirigentes. A impessoalidade na administração pública acabou. E a nossa jovem democracia, junto. Lamentamos.

Marcelo Arias, servidor público (São Vicente, SP)


Fotografia

Não costumo comentar, reclamar ou aplaudir textos da Folha. Sou assinante há pelo menos 25 anos. Gosto de alguns colunistas e desgosto de outros —ok, viva a pluralidade. Porém, incomodou-me demais a foto do venezuelano morto na primeira página. Achei de um mau gosto terrível. Não consegui ler mais nenhum título. Acho que o jornal deveria ter um cuidado maior e até um respeito pelas pessoas envolvidas. Na capa, não posso escolher se quero ver algo ou não. Sensacionalismo não combina com um jornal sério como a Folha.

Ilana Chenker (São Paulo, SP)

Prisão de Temer

O atropelo da lei ameaça todos os cidadãos (“Prisão de Temer é uma aberração legal”, de Reinaldo Azevedo). Investigações e condenações consistentes somente serão obtidas com respeito ao contraditório e aos ritos estabelecidos. A prepotência das autoridades estabelece a barbárie. Vale-tudo e vale nada, perderam-se os critérios de ordem social e jurídica.

Júlio Rohenkohl (Santa Maria, RS)

No Brasil de hoje não interessa mais a justiça. Algumas pessoas, que não percebem que podem ser vítimas das mesmas práticas, gostam do escracho e da ridicularização a que outros são expostos. A tal força-tarefa age com uma truculência incomum e ilegal para impor-se como sacrossanta justiceira. Infelizmente os tribunais superiores parecem capturados pela opinião pública (seja lá o que for exatamente isso) e não têm dado a resposta necessária a tanto descalabro.

Ricardo Romanelli Filho, empresário (Pinhais, PR)

Para quem acredita que não existia risco de ocultação ou destruição de provas, ou que isso era coisa do passado, a imagem dos celulares do coronel João Baptista Lima Filho escondidos sob a almofada do sofá no momento da prisão, além de vexatória, mostra que o juiz federal Marcelo Bretas tinha razão (“Coronel é figura-chave em campanhas de Temer desde os anos 80”).

Rubens Torres Babini (São Paulo, SP)

Assim como costuma chamar de “apreendido” o infrator menor de idade, a imprensa deveria ater-se à realidade daqueles que estão em reclusão especial e são chamados de presos. Na verdade, presos estão apenas aqueles que são colocados nas cadeias e nas penitenciárias em uma mesma cela. Com mordomias como frigobar, televisão e ar-condicionado nas dependências da Polícia Federal, ricos jamais estão presos. Eles estão, sim, apenas detidos. Verdade seja dita.

Richard Zajaczkowski (Francisco Beltrão, PR)

Militares e ditadura

Se o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra fosse chileno e estivesse vivo, estaria preso. Que Jair Bolsonaro tenha isso em mente em sua futura visita ao Chile, antes de elogiar ditaduras e torturadores (“Chile condena 11 ex-militares por crime da ditadura”).

José Marcos Thalenberg (São Paulo, SP)


Colunista

Excelente, como sempre, a coluna de Marcos Nogueira ao usar a comida para ir fundo em outros problemas (“Restaurante de shopping representa fracasso da humanidade”).

Vital Romaneli Penha (Jacareí, SP)


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