'As pessoas que compõem o Exército são o próprio Exército', diz leitor

Ao comentar a morte de músico, Bolsonaro disse que 'o Exército não matou ninguém'

Músico assassinado no Rio

O Exército é responsável pelas pessoas para as quais entrega as suas armas. Não se pode entregar armas poderosas para quem não está técnica e emocionalmente preparado para portá-las. As pessoas que compõem o Exército são o próprio Exército e, se elas matam, foi o Exército que matou (“‘O Exército não matou ninguém, não’, diz Bolsonaro sobre morte de músico”).

Antonio Marcos Mendes Augusto (Brasília, DF)

A barbárie cometida por soldados do Exército contra um músico, no Rio, fuzilado a caminho de um inocente chá de bebê, mostra que a sociedade brasileira precisa avançar muito para superar a violência e a brutalidade que infernizam o dia a dia de nosso país (“80 tiros”). Esse crime tem que ser punido com severidade.

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (São Paulo, SP)

Militares do Exército acertaram mais de 80 disparos em carro em que estava o músico Evaldo Rosa dos Santos, no Rio
Militares do Exército acertaram mais de 80 disparos em carro em que estava o músico Evaldo Rosa dos Santos, no Rio - Fabio Texeira/Reuters

Carta ao presidente

Jô Soares foi magistral (“Carta aberta ao Ilmo. Sr. Presidente Jair Bolsonaro”). A despeito do que possa ter ocorrido, não adianta “chorar o leite derramado”. A Alemanha virou a página sombria do nazismo e construiu uma nação socialmente invejável e economicamente forte. Onde há competência as coisas se resolvem sem confundir “alhos com bugalhos”. O importante é assumir a responsabilidade que nos é própria e fazer acontecer. O tangenciamento das responsabilidades nos distancia das soluções necessárias. 

Marino Hélio Nardi (Assis, SP)

Condenação de Gentili

A liberdade de expressão é tão confundida no Brasil quanto o trânsito em julgado, que é requisito essencial para a perda da liberdade. O entendimento acerca de ambos os institutos jurídicos é flexibilizado ao gosto do freguês, ou do intérprete. Danilo Gentili ultrapassou uma liberdade (a de expressão) e deve assumir as consequências do que fez, cuja punição não é a prisão. Parabéns, Marina Coelho Araújo, pela precisão do artigo “Caso Gentili mostra que não há liberdade sem responsabilidade”.

Josenir Teixeira, advogado (São Paulo, SP)

Vi uma boa dose de corporativismo na opinião dos humoristas sobre o episódio Danilo Gentili (“Punição a Gentili gera debate sobre liberdade de expressão”). Fiquei com a impressão de que se consideram possuidores de um “foro privilegiado” para ofender, caluniar e agredir. O que Gentili postou sobre Maria do Rosário (PT-RS) e o que fez com a notificação da Procuradoria Parlamentar Câmara do Deputados não encontra qualquer respaldo na liberdade de expressão.

Fabiana Tambellini (São Paulo, SP)


Pontos na CNH

Aumentar para 40 pontos o limite da CNH é um grande retrocesso (“Bolsonaro quer dobrar o limite de suspensão da CNH para 40 pontos”). Sou habilitado desde 1984 e, desde então, só recebi três multas de trânsito, todas por minha culpa. Até meu gato de estimação sabe que o brasileiro ignora os limites de velocidade —exceto quando há radar—, ultrapassa em faixa contínua, circula manipulando o celular, com lanternas e faróis queimados, pneus gastos e, muitas vezes, após tomar umas e todas. Depois, reclama da indústria da multa.

Luciano Nogueira Marmontel (Pouso Alegre, MG)


Política de drogas

Excelente o posicionamento de Hélio Schwartsman no texto “Nova política de drogas”. Concordo com sua afirmação de que há muito tempo construímos um consenso a respeito de que cada paciente merece uma abordagem terapêutica individualizada. Além do mais, cada paciente que usa drogas tem um momento em que requer diferentes abordagens terapêuticas, como no caso de uma intoxicação grave, quando se recomenda uma internação hospitalar. O reducionismo não é um bom conselheiro nessa matéria.

José Elias Aiex Neto, psiquiatra e autor do livro ‘As Drogas em Tempos de Neoliberalismo’ (Foz do Iguaçu, PR)

Ministro da Justiça

O artigo “Carnificina do iluminista das trevas” (de Reinaldo Azevedo) é excelente no fundo e na forma.

Fábio Konder Comparato, professor emérito da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)


Democracia

Excelente o artigo “O milagre da democracia” (de Roberto Dias). A Índia só se mantém pela democracia. Hoje, o país continua cheio de problemas, mas numa situação que ninguém imaginava há 30 anos. Qual foi o remédio? Democracia. 

Jorge Aluísio Prates (São João da Boa Vista, SP)


Assinatura para professores

Parabenizo a Folha pela parceria com o Google, visando melhor a qualidade da educação. Parcerias como essa fomentam cada vez mais o incentivo ao acesso à informação numa fonte segura, fidedigna e qualificada. Como deputado estadual, busco incansavelmente parcerias que viabilizem melhores condições à nossa população nos diversos seguimentos, entre os quais nas áreas da educação, esporte e lazer. Aproveito a oportunidade para sugerir que também disponibilizem o acesso para professores aposentados.

Ricardo Madalena, deputado estadual em São Paulo pelo PR


Café da Manhã

O podcast é perfeito. Já escutei todos os episódios. Adoro pelo fato de que podemos ouvir as coisas mais importantes do dia enquanto estamos no trânsito ou fazendo outras atividades. E é gratuito, o que permite que qualquer pessoa ouça o programa e possa aprender um pouquinho mais sobre os assuntos quentes do momento. Obrigado, Folha, por esse incrível trabalho.

Aléxia Diniz (Viçosa, MG)


Cursos a distância

Há muitos cursos a distância com qualidade muito elevada (“Conselhos profissionais vetam alunos formados a distância”). Os alunos precisam desenvolver capacidades novas de se organizar em grupos, estudar com ajuda de outros alunos, ler muito mais que a média e fazer muitos exercícios. O que é necessário é que o MEC fiscalize para que os cursos possam ter a qualidade esperada. 

Ricardo Silva (Rio de Janeiro, RJ)


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