'Moro é surrado por impostores, mas abraçado pelo povo', afirma leitor

Sobre o ministro da Justiça, Bolsonaro diz que população 'vai dizer se estamos certos ou não'

Vazamento de mensagens

Na ânsia de punir seus adversários políticos, Sergio Moro transgrediu a lei e a Constituição de maneira até mais grave do que seus perseguidos ("'O povo vai dizer se estamos certos ou não', diz Bolsonaro sobre Moro"). Luta contra a corrupção, sim, mas sem corromper o Estado de direito.

Antonio Marcos Mendes Augusto (Brasília, DF)

Quanto mais Moro é surrado por impostores, mais ele é abraçado pela população, que não é boba e sabe que este circo visa proteger a corrupção e os parlamentares envolvidos.

Francisco Nascimento (Aracaju, SE)

Desde quando uma fração ínfima de pessoas, com renda média mensal individual acima de R$ 10 mil (o público que irá ao Maracanã na final da Copa América), é a responsável por conferir legitimidade a atos ilegais?

Adriano Alves (Feira de Santana, BA)

A Folha está cada dia mais tendenciosa. A divulgação de supostas conversas deveria ocorrer só após averiguação de autenticidade. O país passa por um momento muito difícil e essas reportagens não acrescentam nada. A Folha presta um desserviço ao país.

Luis Flavio Mesquita (Uberaba, MG)

Bolsonaro, com a declaração, reconhece que, no mínimo, existe grande dúvida sobre a imparcialidade de Moro. Apelar para o veredito do povo mostra que não interessa o que dizem as normas que devem ser seguidas por um juiz.

Manoel Marcilio Sanches (São Paulo, SP)

Glenn Greenwald liberaria seus celulares e os do Intercept e convenceria seu cônjuge, o deputado David Miranda, e o amigo dele o ex-deputado Jean Wyllys a fazerem o mesmo para análise sobre o modo como foram obtidas as provas do caso Moro?

Adriles Ulhoa Filho (Belo Horizonte, MG)

Assusta constatar que muitos defendem Moro e o colocam em um pedestal "acima de tudo", inclusive da lei. Há uma parcela significativa de culpa do PT e em especial do lulismo, pois, ao não fazer a necessária autocrítica, aumentam a cegueira coletiva em relação ao governo Bolsonaro.

João Carlos D'Elia (Penápolis, SP)


Trabalho infantil

A ignorância de Jair Bolsonaro não tem precedentes no cargo que ocupa ("Bolsonaro defende trabalho infantil e não cita reforma em live"). O presidente sintetiza perfeitamente o senso comum que ignora o conhecimento baseado em dados e transforma uma experiência pessoal e subjetiva em uma lei geral e universal. Quantos morreram devido ao trabalho infantil?

André Barreto (Campinas, SP)

Bolsonaro foi eleito porque diz coisas que muitos pensam, mas não têm coragem de dizer. Sociedade hipócrita.

Adalberto Nishioka (Santo André, SP)


Previdência

O policial é um profissional diferenciado. O exercício de sua atividade exige condicionamento e vigor físico. É impossível que o policial fique na ativa até os 65 anos. A reforma da Previdência é necessidade nacional, mas precisa ser justa e, principalmente, não impor aos trabalhadores esforço maior do que permitem sua dignidade e capacidade física.

Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)

É um escárnio conceder benefícios previdenciários a forças de segurança sob a alegação de risco de vida. Segundo o Ministério do Trabalho, quase 700 mil trabalhadores sofrem acidente de trabalho por ano. A cada 4,5 horas um morre por falta de prevenção a saúde e segurança do trabalho. Só de 2012 a 2017 foram 15 mil mortes, dez vezes mais que em qualquer força policial ou militar. Regra geral é igual para todos, sem distinção.

Flávio Fonseca (Mendes, RJ)


Colunistas

Como a Folha abre espaço para uma sem-noção como Tati Bernardi, cujos textos são de uma completa idiotice, e para um sem humor como Renato Terra, cujo humor é indecifrável, e deixa o mais irônico e ferino colunista sociopolítico José Simão com apenas uma coluna por semana? Abaixo as Tatibitates e os Renatos. Que volte o José Simão todos os dias, como antes.

José Cretella Neto (São Paulo, SP)

Sobre "The fuckable classmate", de Tati Bernardi, como sempre, um agradável texto de ler.

Luiz Alberto Brettas (Pelotas, RS)


Ilustríssima

Ilustração de Rodrigo Bivar - Folhapress

A Ilustríssima se superou no domingo (30), a começar pela impagável capa de Rodrigo Bivar que mostra Bolsonaro travestido de rainha Elizabeth para ilustrar o texto de Sérgio Abranches. A Ilustríssima é um recanto de cabeças pensantes; alento contra a obtusidade vigente.

Clara Jorgewich (São Paulo, SP)


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