Bolsonaro corre um sério risco de não chegar ao fim de mandato, diz leitor

Presidente se vê às voltas com irregularidades na campanha eleitoral

Caixa dois do PSL

Assim como Trump, nos EUA, Bolsonaro se vê às voltas com irregularidades na campanha ("Ex-assessor e planilha implicam Bolsonaro e ministro em caixa dois"). A diferença é que Trump detém a maioria do Senado, que pode barrar um impeachment. Aqui, com a economia fraca e um governo completamente perdido, sem apoio no Legislativo (e Judiciário), cuja a única competência é criar crises, Bolsonaro corre um sério risco de não chegar ao fim de mandato.

Humberto Giovine (Erechim, RS)

O tal assessor diz que "acha que", e a Folha estampa em manchete. A população brasileira consciente votou em Bolsonaro de graça. Não havia verbas, não havia conchavos com partidos, não havia promessas fisiológicas. Essa campanha magra, conduzida por um grande contingente de pessoas, incomoda muito os adversários do presidente.

João Carlos Moreno (Presidente Prudente, SP)

Explica-se, de forma clara e inequívoca, os desmedidos esforços do presidente em proteger seu ajudante de ordens catapultado ao cargo de ministro. Situação que seria outrora constrangedora mas, agora, é de relativo conforto ao dispor do ex-juiz Moro, que tanto combateu a corrupção, integrado às hostes do crime atuante no processo eleitoral comandado pelo presidente.

Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, MG)

Parece que as falcatruas no PSL são pequenas. Porém para quem se jactou a ser um feroz anticorrupção, nada é perdoável. Muito menos seus fervorosos eleitores podem fazer vistas grossas. Ou será hipocrisia. De nada adianta dizer que são pequenas hipocrisias. Eleitor tem que ser rigoroso ao extremo.

Valdir Dequi (Canoas, RS)

Ministro da Justiça pode ter acesso a conteúdo de processo investigativo que corre em sigilo ("Moro descarta caixa 2 de Bolsonaro e indica ter acesso à investigação sigilosa")?

Benjamim Picado (Rio de Janeiro, RJ)


Censura

Defender valores cristãos é censura ("Bolsonaro nega praticar censura, mas defende valores cristãos na cultura"). Valores cristãos são maioria na nossa sociedade e, portanto, não precisam de defesa. Em uma democracia as minorias são protegidas, para que elas não sejam discriminadas pela maioria. Quem vai defender os valores dos que não são cristãos?

Maurício Serra (Cidade Ocidental, GO)

Por que será que essa gente da cultura se acha no direito de receber dinheiro público para fazer sua arte? Questão difícil de responder, a não ser admitindo-se que eles, na verdade, querem viver de boquinha. Se querem mostrar seus maravilhosos espetáculos, por favor, só deixem o contribuinte em paz.

Argemiro Dias (Brasília, DF)


Busólogo

Eu, moleque, há 70 anos. Ônibus, sobejavam de lataria, cromados, lanternas. Coloridos, pintados à mão em vez de anódinos adesivos. Hoje? Maiores, mais velozes e possantes, sem charme algum. Busólogo? Não, só nostálgico, de quando eram bonitos ("Busólogos dedicam-se a cultuar ônibus em viagens e festivais").

Rubens Cano de Medeiros (São Paulo, SP)


Autocrítica

Parabéns a Folha, a autocrítica é mesmo rara no jornalismo ("A Folha faz autocrítica"). Penso que também contribuiu para que a Folha demorasse a olhar criticamente a Lava Jato, o fato de críticas a operação partirem, na ocasião, de petistas, e a Folha tem um viés antipetista.

Márcia Meireles (São Paulo, SP)

ilustração ombudsman 7out2019
Carvall

Só gostaria que a Folha fosse menos arrogante, se achando dona da verdade, rancorosa. Só isso. Um jornal que te tira o bom humor logo de manhã cedo, com visível parcialidade, não merece sua leitura.

Raul Sartori (Florianópolis, SC)

Na carta enviada à Folha pelo então juiz Sergio Moro, reclamando de espaço dado a seu crítico, revela sua concepção de democracia: manipulação da imprensa por vazamentos dirigidos de denunciados sem condenação e a mordaça aos que pensam diferente dele.

Adonay Evans (Marília, SP)


Papa Francisco

Meus aplausos e apoio à fala do papa Francisco ("Papa Francisco aponta 'novos colonialismos' como causa de incêndios na Amazônia"). Ele está certíssimo, o fogo na Amazônia foi para queimar as diferenças e agravar ainda mais a situação das terras de povos indígenas que vivem na região.

Renata A. Melki de Souza (São Paulo, SP)


Países nórdicos

Cristalino o artigo "O Brasil na contramão", de Oded Grajew, explicando o sucesso das sociedades escandinavas a partir da consolidação dos valores justiça, solidariedade e confiança. Note-se que não foi preciso falar de esquerda e direita, capitalismo e socialismo, ou qualquer outro rótulo que tire o foco dos ingredientes essenciais para o desenvolvimento.

Carlos Dränger (São Paulo, SP)


Mulheres negras

 

Nós, mulheres negras, movimentamos R$ 704 bilhões por ano e influenciamos outras decisões de compra da família. Portanto, queremos nos ver representadas na mídia, na política e nas corporações. Já há tempos temos lutado contra essa subrepresentatividade e vamos continuar lutando ("Negras movimentam R$ 704 bi por ano, mas são escanteadas pela publicidade").

Cristina Fernandes de Souza (São Paulo, SP)


Colunistas

A coluna "Mãe", de Fernanda Torres, é, sem dúvida, um dos melhores textos que já li na vida. Amor, família, filosofia, política, história, memórias, passado, futuro, Brasil, vida... Tudo junto e bem misturado. Encantador.

Edilson Virgilio da Cruz (Presidente Prudente, SP)

Não deixa de ser pelo menos constrangedor que Fernando Haddad use sua coluna para defender seu chefe da condenação de crimes praticados na sua gestão ("Lula"). O que ele tem a dizer sobre a delação de Palocci?

Miguel Assaf (São Paulo, SP)

Mario Sergio Conti, com sua perceptividade e talento literário, brindou-nos com uma bela crônica ("A 'Quinta' inconformada"). Agradeço-lhe pela contribuição à minha formação cultural e humanística.

Rubens J. Villela (São Paulo, SP)

Ilustração do edifício em tons de azul
Bruna Barros/Folhapress

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