Leitor diz que Bolsonaro deveria fomentar políticas culturais em vez de atribuir problemas a cultura

Artigo de Hélio Negão e posição de Dias Toffoli sobre o Coaf são alvos de comentários dos leitores

Desmatamento cultural
É, presidente, você tem razão em parte (“Desmatamento é cultural e não vai acabar, diz Bolsonaro”, Ambiente, 21/11). Mas cabe a um governo estabelecer políticas e fomentar mudanças culturais. Isso se chama “construir uma nação”. Mas, para isso, presidente, é necessário ler, estudar e entender. Não sei se essas atividades se encaixam na sua rotina diária. Deveriam.
Roberto Gomes (São Paulo, SP)

Também é cultural o brasileiro não saber votar.
Jane Maria S. da Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Tudo é cultural. Até os crimes. O que não pode é um presidente da República se socorrer disso para justificar o crime. Seu papel é, por meio da punição rigorosa do infrator, alterar uma cultura malformada. Agora: sendo ele próprio um infrator contumaz, será possível?
Edison S. G. Manso (São Paulo, SP)


Alberto Youssef
Vai demorar um pouco, mas seu know-how do submundo voltará a ser requisitado (“Tenho que voltar a operar para me sustentar, mas ninguém me quer”, Mercado, 21/11). Nessa hora é que saberemos da real índole de Youssef ou se esse tempo que ele cumpriu no limbo serviu para reintegrá-lo à sociedade.
João Claudio Pinheiro (São Paulo, SP)

Coitadinho. Ninguém quer o maior doleiro distribuidor de propina a toda gama de partidos e políticos. Será que pediu desculpas a Moro? Assim fica santificado e, quem sabe, consegue um cargo no governo.
Paulo Aguiar (Rio de Janeiro, RJ)


Aliança pelo Brasil
Se tempo na TV ganhasse eleição, estaríamos há dez meses no governo do sr. Geraldo Alckmin (“Sigla de Bolsonaro depende de brecha para ter verbas e TV”, Poder, 21/11). As eleições de 2018 mudaram completamente a forma da campanha.
Tiago Vieira Gomes (São Luís de Montes Belos, GO)

Para quem quiser acreditar, informo que o livre arbítrio existe.
Sérgio Pombo (Belém, PA)

Esse pessoal está mal assessorado. Pensa que, ao criar partido, todos quererão ser membros dele. Acredita que os milhares de robôs têm vida, CPF, residência e podem se tornar eleitores ou membros do partido da família. Eles vivem a ilusão de serem amados pelo povo. Maior partido do Brasil, alucinação insana.
Maria Irene de Freitas (Rio de Janeiro, RJ)


Porteiro
Por que um porteiro mentiria acerca de um crime que nem tinha acontecido? Ele é médium (“Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle diz que errou”, Poder, 21/11)?
Graciano Garcia (Goiânia, GO)

Fachada do condomínio Vivendas da Barra, localizado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio
Fachada do condomínio Vivendas da Barra, localizado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio - Raquel Cunha - 5.jan.18/Folhapress

O porteiro disse que se sentiu pressionado por si mesmo pelo erro cometido ao anotar os dados da residência. É a primeira vez que ouço alguém dizer que se sentiu pressionado por si mesmo. Para crer, tem que ser desprovido de raciocínio.
Edgar Candido Ferreira (Marília, SP)

Foi isto o que virou o Brasil: vergonha, trabalhadores obrigados a sustentar inverdades se querem manter a integridade pessoal e a de parentes. Ditadura não é algo que um poderoso impõe de repente; vai sendo montada com ações de cerceamento. Como em 64, alguns aplaudem, mas em breve choraremos.
Claudio L. Rocha (São Paulo, SP)


Toffoli e o Coaf
Alguém da esquerda acha que o que o Dias Toffoli fez vai ser bom para o Brasil (“Toffoli vota para proibir Coaf de fazer relatórios a pedido da Procuradoria”, Poder 21/11)? O presidente da corte suprema vota para fazer do país um paraíso fiscal. Que horror! Ainda bem que a decisão será tomada em plenário, mas não deixa de ser uma vergonha.
Laerte Martins (Contagem, MG)

Ele está protegendo a corrupção na frente de todos os brasileiros. Isso é totalmente absurdo.
Bruno Negrão Guimarães Zica (Rio de Janeiro, RJ)

O ministro Dias Toffoli durante sessão do plenário do Supremo nesta quarta (20 de novembro)
O ministro Dias Toffoli durante sessão do plenário do Supremo nesta quarta (20 de novembro) - Pedro Ladeira/Folhapress

O Coaf fazer relatórios por encomenda do MP é correto? Reclamaram de que o Toffoli iria acessar os dados de milhares de pessoas, mas percebem que o Ministério Público quer ter esse acesso? Por quê? Já pensaram em pessoas como Moro ou Deltan acessando dados para usá-los conforme suas ideologias? 
Andréia Chaieb (Porto Alegre, RS)


Nossa cor é o Brasil
Em “Nossa cor é o Brasil” (Tendências / Debates, 21/11), o deputado Hélio Lopes demonstra total alienação sobre a situação do negro no país e, por consequência, sobre sua própria história. Considerando que negros e pardos são 54% da população, por que ele é o único negro nas fotos junto ao presidente? Não é segredo que os negros tiveram todos os direitos negados, até acesso à sua cultura, religião e história. Demorou mais de um século para essa reparação, que é mínima.
Fabio Almeida Silva (São Paulo, SP)

Parabéns, Hélio Lopes. Uma das melhores colunas que já li. A comunidade negra deve se espelhar no caráter e dignidade desse homem e deixar de ficar se humilhando para receber cotas e migalhas como se fossem inferiores em relação aos brancos. Nascemos todos iguais, temos direitos e obrigações e é por isso que devemos lutar independentemente de sermos brancos ou negros. 
Antenor Baptista (São Paulo, SP)

Recomendo ao deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) interagir com as organizações do Movimento Negro, já que diz não entender por que Zumbi é exaltado. Mas exaltá-lo não é e jamais foi em detrimento dos abolicionistas negros. Além disso, as cotas raciais nunca foram proposta marxista, outra mentira, pois apanhamos de direita e esquerda para incluí-las no debate político. É bom saber o que o deputado pensa, pois sua postura é de papagaio de pirata do presidente, e não de protagonista da luta antirracista.
Thiago dos Santos Molina (São Paulo, SP)

Hélio Lopes mostrou extrema lucidez e visão de mundo não preconceituosa ao destacar a realidade de que a educação de base de qualidade é a solução para o Brasil. 
Armando Barreto Marra (São João del-Rei, MG)


Casa da mãe joana
Que me desculpe Mariliz Pereira Jorge, na comparação indevida do despudor de parlamentares do PSL com a casa da mãe joana (Opinião, 21/11). Primeiro: se a casa das prostitutas fosse desorganizada, não sobreviveria séculos; segundo: essas casas são privadas; terceiro: parlamentares são pagos com impostos e devem prestar contas à sociedade. A rigor, são nossos empregados e, como patroa, eu demitiria quem desmerece o contrato feito quando eleito. Nenhuma casa de mãe joana merece a ofensa!
Maria Ester de Freitas (São Paulo, SP)

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