'Derruba a Dilma e a Banânia vai ser o céu', ironiza Vicente Oliveira sobre a alta do dólar

Apesar do altíssimo desemprego, economistas dizem que economia se recupera, critica Ricardo Knudsen

Economia
"Dólar vai a R$ 4,207, maior valor nominal da história" (Mercado, 18/11). Pois é, mas o dólar iria cair rapidamente depois da reforma da Previdência, investimentos explodiriam e o desemprego despencaria, segundo os mentirosos defensores da reforma. Mais uma vez, os colunistas econômicos ultraliberais mentiram e manipularam. Ao arrepio dos dados, agora dizem que a economia se recupera, apesar do crescimento medíocre e do altíssimo desemprego. 
Ricardo Knudsen (São Paulo, SP)

Derruba a Dilma e a Banânia vai ser o céu. Faz a reforma trabalhista e vai ser o paraíso. Elege o Bolsonaro e teremos o nirvana. Faz a reforma da Previdência, e faz a reforma tributária, e faz a reforma administrativa... e lá vai o pato, pato aqui, pato acolá. Viva Bolsonaro, viva Paulo Guedes, viva a Banânia!
Vicente Oliveira (Maceió, AL)

Estradas
Infelizmente, falar sobre estradas no Brasil é falar sobre as mesmas repetitivas coisas ("Bolsonaro responde a reportagem sobre queda de investimento em estradas", Mercado, 18/11). Nas duas últimas décadas, foram poucos os investimentos. E, quando não estrutura suas rodovias, um país não pode esperar ter uma logística eficiente ou uma boa exportação.
Luan Pereira da Silva (Franco da Rocha, SP)

Depois de depenar o erário, os "companheiros" agora exigem que o governo federal gaste um dinheiro que está em Cuba, em Angola, em Moçambique, na Nicarágua, na Bolívia, na Venezuela, em estádios faraônicos inúteis, em Pasadena e, principalmente, nas bancas dos advogados mais caros do Brasil.
Alexandre Matone (São Paulo, SP)

Desmatamento
A Amazônia está firme e forte e assim continuará, mas não de forma intocável ("Desmatamento na Amazônia bate recorde e cresce 29,5% em 12 meses", Ambiente, 19/11). Temos que usar o potencial da Amazônia para inserir os moradores da região na economia, e não deixá-los à míngua, como tem sido feito até o momento. Progresso e defesa do meio ambiente não são incompatíveis.
Lineu Saboia (Salvador, BA)

Reeleição
Li nesta seção (18/11) a carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso refutando a coluna do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. E o erro de Fernando Henrique Cardoso foi não ter barrado a reeleição, o mal da política nacional. Como disse Winston Churchill: o estadista pensa no futuro da nação, o oportunista, na próxima eleição. E acrescento: Bolsonaro nem desceu do palanque eleitoral. E Lula? Desde os 27 anos no palanque! Só pensa em si e em seu projeto de poder.
Neli Aparecida de Faria (São Paulo, SP)

Deputados durante votação de emenda da reeleição - Juca Varella - 28.jan.1997/Folhapress

Afirmei, em minha coluna de 16/11, que a emenda que introduziu a reeleição no Brasil beneficiou equivocadamente os mandatários de turno, que foi aprovada com votos comprovadamente comprados e que não houve empenho da Procuradoria-Geral da República em investigar o fato. Nenhuma leviandade ou acusação ao ex-presidente Fernando Henrique. Não é do meu feitio. Inclusive não me omiti, na campanha de 2018, de defender o candidato do seu partido das injustiças que vinha sofrendo. Prezo a honra das pessoas, independentemente de posição política.
Fernando Haddad (São Paulo, SP)


Luz no fim do túnel
O Brasil não está perdido. Furtaram-me um livro deixado no carro. E era do Schopenhauer!
João Amaro Ferrari Silva (São Paulo, SP)


Moby Dick
Muito triste o artigo "Moby Dick", da atriz Fernanda Torres (Ilustrada, 17/11). Ela mostra que, infelizmente, não entendeu nada do que está acontecendo no quadro "binário" político nacional, apesar de ser uma das vítimas da direita de plantão. Sugiro, respeitosamente, que, em vez de "Moby Dick", ela leia "O 18 de Brumário de Luís Bonaparte", de Marx. É só mudar o nome de alguns "atores" e verá como o texto é atual.
Sergio Leopoldo Rodrigues (São Paulo, SP)

O ator holandês Peter Drost com réplica de baleia em tamanho natural em cena na peça "Moby Dick", na praia de Terschelling, na Holanda. - Michael Kooren - 15.jun.2002/Reuters

Ciência
Chorei ao ler o artigo "Do desejo de ser cientista à 'fuga' da mão de obra" (Tendências / Debates, 17/11), do doutor Alex S. Lima. "Infelizmente, sou mais um jovem cientista que deixa o país", escreveu o autor do texto. Minha filha, oceanógrafa, doutora em sistemas costeiros e oceânicos por uma das mais tradicionais universidades brasileiras, por ora também está na Europa. Não sei se volta. Triste país o nosso.
Marcos Fernando Dauner (Joinville, SC)


Cassinos
Por que o advogado Ives Gandra da Silva Martins ("A legalização do jogo", Tendências / Debates, 16/11) não usa o mesmo entendimento dos requisitos que pede para a legalização do jogo e passa a defender também a descriminalização da maconha, com tributação, rígido controle, vigilância policial e, principalmente, garantia de prazer do usuário?
Francisco Pedro Reis Júnior (Santos, SP)


Supremo
"Papai, quero ser juiz do Supremo" (Opinião, 18/11), de Vinicius Mota, é uma sátira preocupante que desnuda o perfil ditatorial do presidente do Supremo, incompatível com o sistema democrático vigente e somente admissível quando os demais Poderes têm rabo preso.
Antonio Calos Gomes da Silva (São Paulo, SP)

Social
Na cartilha de BolsoDoria, pobreza é palavra que não existe ("Governo Doria tem mais de R$ 1 bi engavetado para o combate à pobreza", Cotidiano,18/11). Eles acham que é preciso fazer o bolo crescer para dividir. Mas, quando o bolo cresce, ele inteiro fica nas mãos das grandes corporações estatais e privadas e dos 5% mais ricos.
Fernando Fortes (São Paulo, SP)


Hipertensão
Os exemplos trazidos pelo professor Bruno Caramelli ("Criatividade contra a hipertensão", Tendências / Debates, 18/11) apontam que o melhor caminho para a prevenção de várias doenças crônicas é a promoção da saúde pela modificação do estilo de vida. Para a hipertensão arterial, vale o dito: não existe almoço salgado de graça.
José Marcos Thalenberg, médico (São Paulo, SP)

Brasil e Chile
O modelo tão apregoado de sucesso da política econômica chilena iludiu por um bom tempo. Mas a que assistimos agora? Ao empobrecimento das classes média e trabalhadora, à deterioração do ensino público e à perda das conquistas sociais. A situação de extrema miséria levou aposentados a cometerem suicídio e resultou no estopim da revolta popular. É para esse oásis que Paulo Guedes pretende nos levar?
Sylvio Belém (Recife, PE)


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