Moro evita se indispor com Bolsonaro, diz leitor

Leitor acha que PIB de 2020 será muito pior do que 0,02%

Moro e o vírus
Fugir diante de perguntas embaraçosas que envolvem seu chefe mostra qual é a preocupação de Sergio Moro: evitar se indispor com quem pode lhe assegurar emprego atual ou futuro ("Não podemos soltar presos e pôr em risco população, diz Moro sobre crise do coronavírus", Saúde, 20/3).
José Felipe Ledur (Porto Alegre, RS)

O ministro da Justiça Sergio Moro durante entrevista exclusiva à Folha em seu gabinete - Pedro Ladeira/Folhapress


A imprensa aponta com razão a infantilidade do presidente, mas se comporta da mesma forma. Insistência patológica em picuinhas em nada relevantes ou atinentes ao entrevistado. Moro, como de costume, saiu-se bem.
Mateus Veloso Rodrigues Filho (Tremembé, SP)

Coronavírus
Puro egoísmo, egocentrismo e desprezo pela vida alheia ("Promotoria investiga socialite ligada a pelo menos 44 casos de coronavírus no Uruguai", Mundo, 19/3).
Mara Passos (São Paulo, SP)

Carmela Hontou, designer e empresária uruguaia - Carmela Hontou no Instagram


Sugiro aqui manchetes otimistas para a edição da Folha desta segunda-feira (23/3), início de uma nova semana. É preciso renovar nossa esperança e colaborar com a saúde emocional de seus leitores: 1) 81% dos casos de coronavírus são leves; 2) Na China, onde tudo começou, o número de casos diminui a cada dia; 3) Há 13 vezes mais pacientes curados do que mortes; 4) O vírus é facilmente inativado com distanciamento social e lavagem de mãos. São fatos conhecidos, mas que não são divulgados pela grande imprensa na mesma proporção que as notícias negativas.
Maria de Lourdes Mancilha Nunes Matos (Itajubá, MG)

PIB
Se em março já estão projetando 0,02% apenas para efeito psicológico, temos que torcer para não dar mais de 5% negativo ("Governo corta projeção do PIB em 2020 de 2,10% para 0,02% após coronavírus", Mercado, 20/3).
João Jaime de C. Almeida Filho (São Paulo, SP)

Por que será que o governo e a imprensa ainda têm coragem de fazer previsões? Hello!
José Joacir dos Santos (Porto Alegre, RS)

Na última semana, a previsão pessimista do governo para o crescimento do PIB era de 2%. O que foi que houve? O coronavírus, invenção da mídia, afetou a economia?
Dirceu Alves da Mota (Natal, RN)

China
O deputado Eduardo Bolsonaro se elegeu por causa do seu sobrenome. Tira-se-lhe o sobrenome e ninguém conhece esse rapaz, a não ser pelas frases infelizes e vexaminosas que dispara ("Mourão diz que crítica de Eduardo Bolsonaro à China não representa posição do governo", Mundo, 19/3).
Andrea Rodrigues (Campo Grande, MS)

Luiz Henrique Mandetta, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro, Osmar Terra e Hamilton Mourão - Pedro Ladeira/Folhapress


O vice, Mourão, e o ministro Mandetta são os únicos sensatos neste desgoverno. A família Bolsonaro só sabe gerar crises para os outros resolverem. Eles realmente não servem para nada.
Alberico Fernandes da Cruz (Goiânia, GO)

Quem tem que se manifestar e dizer que a fala de Eduardo não representa a posição do governo é o seu pai. Ele é o presidente. Mas, pelo caráter do presidente a respeito do "comunismo", dá a impressão de que Eduardo fala com a cabeça e a língua do pai.
Javier Arana (Santos, SP)


Olimpíada
O presidente do COI, de triste memória por conta da Olimpíada aqui no Brasil, é um tremendo desqualificado ("Consideramos muitos cenários, diz presidente do COI sobre Olimpíada", Esporte, 20/3). Só pensa em dinheiro e não está nem aí para a saúde dos atletas e do público em geral.
Carlos Alberto Siciliano (São Paulo, SP)


Doméstica
História muito triste a dessa senhora ("Doméstica idosa que morreu no Rio cuidava da patroa contagiada pelo coronavírus", Ilustrada, 19/3). E ganha um tom ainda pior por nem sequer ter tido direito a um nome, mas apenas ser chamada de doméstica. A empregadora deve, sim, ser responsabilizada por essa morte. Djamila Ribeiro mais uma vez nos faz refletir sobre a terrível herança escravocrata que ainda molda os comportamentos em nossa sociedade.
Simone Rodrigues (Cascavel, PR)

Foi impossível ler Djamila Ribeiro sem me emocionar. Nesta sexta (20), li um post que questionava: quantas pessoas negras ao seu redor estão de quarentena? É isso. É circular pelas ruas e ver que os mortos por essa pandemia neste país também terão cor. Obrigada, Djamila!
Carolina de Souza Leal (Brasília, DF)

A não publicação do nome da senhora que morreu visa preservar sua identidade e livrar a família de possível preconceito. Tal cuidado é observado seja a vítima rica, seja ela pobre. A articulista precisa se informar melhor antes de escrever.
Carlos Marques (Barueri, SP)


Felicidade
Vou passar para todos os meus amigos a crônica "Você era infeliz e não sabia", de Tati Bernardi (Cotidiano, 20/3). Sensacional!
Maria Lucia Teixeira (Belo Horizonte, MG)

Tati Bernardi está meio certa: a maioria das pessoas tem a vida infeliz e vazia como a dela. Que haja alguns que não sejam assim, a amargurada não pode conceber. Ela tem que acreditar que todo mundo está na mesma catástrofe existencial que ela. Realmente, quando a pessoa se despreza, não adianta marido, filha e cantinho das plantas. Sorte aí para Tati na busca sem fim de algo que ela nem sabe o que é.
Barbara Maidel (São Paulo, SP)

Fora da bolha
O artigo de Demétrio Magnoli ("Nós, esclarecidos, precisamos pensar fora da bolha da alta classe média") é um dos mais lúcidos que li sobre a Covid-19 e suas consequências. Como agir em relação aos mais humildes e aos milhões que têm trabalho informal? Não haverá resposta para esses irmãos se as autoridades não agirem de forma urgente.
Adauto Levi Cardoso (Sorocaba, SP)

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