Editorial 'Saúde militarizada' soa como alarme, diz leitor

Leitores comentam fala de Lula sobre coronavírus

Militares na Saúde
O editorial "Saúde militarizada" (Opinião, 21/5) soa como um alarme. O setor da sociedade, equipado, armado e pago para protegê-la, vem, ao longo da história republicana, atropelando a sua missão constitucional --incentivados, é bem verdade, por civis irresponsáveis. Para prevenir definitivamente o fator militar de instabilidade política, urge que se faça uma reforma militar.
César Augusto da Conceição Reis (Belo Horizonte, MG)

General Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde - Wallace Martins/Futura Press/Folhapress


Será que os médicos vão seguir o ditado que prega "Manda quem pode, obedece quem tem juízo"? O grande cientista do século, Jair Bolsonaro, manda que esses profissionais ministrem cloroquina para seus pacientes atingidos pela Covid-19. É lamentável!
Rita Lopes (São Paulo, SP)


Mainstream
Tudo o que a professora Marília Bassetti Marcato disse sobre a economia enquanto disciplina acadêmica serve em igual medida aos cursos de direito ("A economia mainstream sobreviverá à pandemia?", "Tendências / Debates", 20/5). Formam técnicos aptos à aplicação da lei, mas incapazes de relacionar as normas à vida concreta das pessoas.
Marcos Brito (Cruzeiro do Oeste, PR)


R$ 500 mil
Salvo melhor juízo, se o fundo partidário é dinheiro público e foi desviado, o Ministério Público Federal deve entrar com ação penal e por improbidade administrativa ("PSL diz que vai cobrar de Flávio R$ 500 mil pagos a advogado investigado" Poder, 21/5). Já a Comissão de Ética do Senado deve sair do seu sono profundo.
Gilberto Ricardi (Campo Grande, MS)

Funcionalismo
"O desfuncionalismo público brasileiro" (Opinião, 21/5). Um artigo assim, atacando parte considerável do funcionalismo que neste momento arrisca a vida no SUS e na segurança pública, denota o caráter do articulista. Quando vem o meteoro? Tristeza fazer parte de um país onde até articulista de um grande jornal representa o que há de mais atrasado.
Cacilda Lopes dos Santos (São Paulo, SP)

É preciso ressaltar que não foram todos os funcionários que receberam aumento, apenas os do alto clero.
Andreia Buttner Ciani (Cascavel, PR)

Por que não passa pela cabeça do brilhante articulista taxar as grandes fortunas?
Daniel Guedes (Rio de Janeiro, RJ)

É verdade que o serviço público paga mal certas categorias, mas não se pode negar que as categorias privilegiadas não merecem o que ganham. O resultado, porém, é um gasto absurdo da nação . Como resultado, temos um país sem infraestrutura, saúde, educação e segurança. A história do Brasil tem sido escrita com h minúsculo pelos gastos indevidos com essas categorias de funcionários.
João Chaves Neto (Salvador, BA)


Bolsonaro
Agora que a verdade está aparecendo, Bolsonaro foge da imprensa ("Bolsonaro muda rotina e evita imprensa após revelação de suposto vazamento da PF a Flávio", Poder, 21/5). Penso que o caldo esteja começando a ferver, ainda mais quando Celso de Mello liberar a íntegra do texto da reunião ministerial. Os 30% que o apoiam vão minguar. Fala, Bolsonaro, estou aguardando.
Ana Maria Marques (Jundiaí, SP)

Lula
Pobre Brasil. Tem dois trogloditas, inescrupulosos e mesquinhos, como "lideranças políticas" ("Ainda bem que natureza criou esse monstro do coronavírus, diz Lula ao atacar Bolsonaro", Poder, 20/5). Belzebu é brasileiro.
Sebastião Corrêa (Goiânia, GO)

Lula se desculpou nesta quarta-feira (20) pela frase sobre coronavírus - Lula no Twitter


A fala de Lula expõe sua falta de caráter. Dizer que fica satisfeito com o aparecimento do vírus porque lhe deu oportunidade para criticar um adversário é um absurdo total.
Jonas de Barros Penteado (Santos, SP)

É tremendamente injusto querer comparar a "piada" do capitão com a fala de Lula. O que Lula diz está no contexto econômico, e o que ele quis dizer foi que precisou um vírus para os neoliberais de plantão verem que o Estado mínimo não existe. Foi, sim, um ato falho, pela colocação, mas querer comparar com as sandices do Jair já é ofensa.
Rogério Soares (Santo André, SP)

"Lula pede desculpas após ter enaltecido a natureza pela criação do 'monstro coronavírus'" (Poder, 20/5). Não há que pedir desculpas, pois é exatamente isso o que ele pensa. Além do genocida Bolsonaro, a Saúde em frangalhos é herança maldita de anos e anos dos governos petistas. Mas Bolsonaro é, sem dúvida, o seu maior legado.
Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, MG)


Cloroquina
O Conselho Federal de Medicina justifica o endosso ao novo protocolo do MS sobre o uso da cloroquina referindo que não existe um tratamento disponível. Não seria menos danoso que indicassem água de coco? Como médico, envergonho-me da posição tomada por essa instituição, que tem objetivos maiores que o alinhamento com a insensatez dos maus políticos.
Ronaldo José Melo da Silva (Florianópolis, SC)


Contas públicas
Congelamento de salário até dezembro de 2021, mas auxílio para os pobres que dele precisam por apenas três meses ("Congelar salário de servidor é o remédio menos amargo, diz Bolsonaro ao pedir apoio a veto a reajustes", Mercado, 21/5). Congelem o salário dos servidores e prorroguem o auxílio emergencial até dezembro de 2021 também. Senão qual é o motivo de congelar salários depois da pandemia sem contrapartida?
Marcia Cristina Polon (Lins, SP)


Santander
Absurdo um diretor de banco chamar os funcionários de oportunistas e dizer que querem ser mandados embora para receber indenização ("Tem gente que quer ser mandada embora do Santander, diz diretor do banco", Painel S.A., 20/5). A era da pandemia e das redes sociais tem mostrado que as pessoas perderam o bom senso e o respeito pelo outro. O slogan dessa instituição, "o que a gente pode fazer por você hoje?" poderia ser trocado para "o que a gente pode falar de você hoje?".
Anselmo Antonio da Silva (São Bernardo do Campo, SP)

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