'Não dá mais para aguentar tanta ladroeira', diz leitora

Quando chegaremos ao final deste pesadelo?, pergunta leitora

Flávio Bolsonaro
O que estão esperando para detonar essa gente? O país se desmanchando e não vemos nenhum movimento concreto. Não dá mais para aguentar tanta ladroeira ("Flávio Bolsonaro repassou R$ 500 mil do fundo público partidário a advogado investigado no caso Queiroz", Poder, 19/5).
Maria Luísa Beltrao Lemos (São Paulo, SP)

Flávio Bolsonaro e o pai, Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress


Esta é a nova política da família que está no poder. Quando chegaremos ao final deste pesadelo?
Jane Santos (Rio de Janeiro, RJ)

E daí? Quer que eu faça o quê? Sou filho do Messias, mas não sou nada santo.
Ancelmo Anacleto Júnior (Mamanguape, PB)


Arma de oportunistas
Absolutamente irretocável a coluna de Helio Schwartsman desta terça-feira ("O dever do impeachment", Opinião). Se o impeachment foi usado em situações dúbias e polêmicas, o fato de existirem inquestionáveis motivos para sua instauração não deve ser afastado por eventual cálculo político. Ou aprendemos a usar os instrumentos democráticos que temos, de forma consciente e responsável, ou eles se tornam apenas armas de oportunistas.
Francis Augusto Medeiros-Logeay (Oslo, Noruega)

Marcha para a ditadura
Embora a realidade da marcha para a ditadura esteja bem descrita na Folha, obviamente há uma falta de consciência de que não é mais possível parar esse movimento político ao abismo com argumentos. Como alemão, não entendo por que não ouvi um argumento da oposição que possa motivar um movimento novo a lutar com vontade de ferro por um estado humano, que respeite a vida e seja capaz de criar uma economia dinâmica. Se essa "encarnação do diabo" sobreviver com a ajuda do centrão, ao qual falta inteligência e responsabilidade política, o Brasil estará perdido para o mundo democrático por muitos anos.
Günther Kirchner (Mannheim, Alemanha)


O Flávio pediu
Surpreendente a presteza do MPF em instaurar procedimento para investigar a notícia de supernotificação de mortes por Covid-19 no estado de São Paulo, formulada em representação do senador Flávio Bolsonaro, notadamente por não constar a instauração de procedimento similar pelo referido órgão para apuração de subnotificação de casos da doença em razão de insuficiência de testagem, não só em São Paulo como no resto do país, a despeito das inúmeras notícias nesse sentido.
Maria Claudia Nardy Pereira, promotora de Justiça aposentada (São Paulo, SP)


Militares no governo
Militar deveria estar montando hospital de campanha e recebendo ordens de infectologistas. Militar deveria estar executando operação logística para distribuir alimentos às populações carentes e recebendo ordens do Executivo ("Pazuello nomeia coronel como número 2 na Saúde e amplia militares em cargos", Saúde, 19/5). Basta lembrar do fiasco que foi a atuação das Forças Armadas no Rio.
Gabriel Nogueira (Niterói, RJ)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello - Pedro Ladeira/Folhapress


Quando tiver passado a pandemia, com os resultados que se podem esperar de um ministro não técnico, os militares vão terminar por serem culpados pelo estrago feito.
Leonardo Poli (São Paulo, SP)


Enem
Em "Doping na educação" (Saúde, 19/5), Vera Iaconelli põe o dedo na ferida: entre nós, a meritocracia é a face hipócrita da mais cruel desigualdade racista. Num ano como este, cercado de morte, de luto, de desemprego e de fome, a realização do Enem só contribuiria para reforçar a crueldade. Florestan estaria orgulhoso de participar de um movimento contra a realização do exame. Mais ainda, cercado dos jovens excluídos pelos quais tanto batalhou.
Heloisa Fernandes (São Paulo, SP)

Florestan Fernandes, em 1995 - Éder Luiz Medeiros/Folhapress

Psicanálise
Janaina Paschoal se tornou uma das personagens políticas mais interessantes deste período histórico. Ouvindo-a ("Janaina pede renúncia de Bolsonaro e critica burrice", Poder, 19/05), parece que ela acredita mesmo ter sido a responsável pela queda do PT. E sua visão desse partido, legalmente constituído no Brasil, me parece mais religiosa do que política. De um lado, a eleita; de outro, o demônio. Torço pela psicanálise.
Marcelo Silva Souza (São Vicente, SP)


Corte de salários
Está aí o retorno que dão aos nossos "heróis da saúde" que arriscam a vida atendendo as vítimas da Covid-19 e ficam horas sem nem poder beber água com tanto EPI ("Einstein e Sírio-Libanês fazem corte de salários", Saúde, 19/5). Os cortes prejudicam sempre os mais pobres, que não têm opções.
Adriana Ramos (São Paulo, SP)


Suécia
Muito boa a coluna de Marcelo Leite de 18/5 ("Vai pra Suécia, pô", Saúde). O último parágrafo resume os tantos dilemas existenciais de sempre (e sempre humanamente atuais). Só está difícil, pendendo para lá ou para cá, manter-se "cândido"...
Leonardo Nahoum (São Paulo, SP)


Agressões
"Equipes de testagem são detidas e agredidas" (Saúde, 17/5). É lamentável. Pesquisa de igual complexidade foi realizada em 1974 pelo Ministério da Saúde em associação com o IBGE (Endef - Estudo Nacional de Despesa Familiar). Fator de sucesso foi, sem dúvida, a propaganda protagonizada na TV pela "namoradinha do Brasil", Regina Duarte. Dizia: "Abra a porta para o IBGE".
José da Rocha Carvalheiro, professor titular aposentado da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, médico e assessor do Ministério da Saúde à época da pesquisa (São Paulo, SP)


Prefeitura de São Paulo
Em relação à reportagem "Candidato do PT em SP, Tatto quer tarifa zero e vê Covas sem liderança" (Poder, 18/5), pergunto: como instituir cesta básica para todos e um vale transporte sem desconto para os trabalhadores? Quanto custariam a tarifa zero e a renda básica? Tatto propõe aumentar o ISS e criar a Cide municipal? O candidato disse ter feito mais de 40 terminais —mas a cidade tem 32. Os governos do PT implantaram 78,2 km de corredores, dos quais apenas 17,7 km na gestão Haddad. Começa "bem" a disputa eleitoral.
Soninha Francine, vereadora pelo Cidadania (São Paulo, SP)

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