Leitores comentam operação da PF contra fake news

'Racista. O homem estava rendido', diz leitora sobre negro morto pela polícia nos EUA

Fake news
"Roberto Jefferson, Luciano Hang e ativistas bolsonaristas são alvos de operação contra fake news" (Poder, 27/5). Claro que é atípico um inquérito iniciado de ofício pelo órgão jurisdicional, mas essa investigação é extremamente urgente e necessária. A liberdade de manifestação deve ser respeitada, como sugere Augusto Aras, mas isso tem limites. Manifestações de calúnia, difamação, contra a ordem democrática e financiadas sistematicamente não estão amparadas pela Constituição: são condutas criminosas.
Maria Louzada (Brasília, DF)

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Alvos da operação da Polícia Federal sobre fake news - Reuters, Divulgacao e Folhapress

Pau que bate em Chico bate em Francisco.
Eliane Placido de Almeida (Santos, SP)

Esse pessoal do Supremo Tribunal Federal atrapalha, e muito, o andamento das coisas no país, metendo-se em tudo e legislando em total afronta à Constituição. São pessoas que se acham acima do bem e do mal e pensam que não podem ser criticadas.
Willians Cesar Turco (São Paulo, SP)

Pobre Brasil. Depois de 13 anos governado pela esquerda incompetente e corrupta, elege um representante da extrema direita. Não podia dar em outra coisa.
Otilio Rodrigues da Silva Neto (São Paulo, SP)

Finalmente essa turma será responsabilizada por toda a instabilidade que deseja levar o Brasil ao limite. Parabéns, ministro Alexandre Moraes, siga firme ("Decisão de Moraes para operação contra fake news cita 'gabinete do ódio' e assessores de Bolsonaro", Poder, 27/5).
Paula Cunha Canto de Miranda (Brasília, DF)
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Acham que estão jogando pedras e escondendo a mão. Enganam-se: crimes na internet deixam rastros.
Murilo Alencar Alves (Araxá, MG)

Sem respirar

Já vivemos um vale-tudo da brutalidade policial contra negros e pobres. A mensagem que tal episódio nos EUA repercute aqui é um "liberou geral" ("Morte de homem negro filmado com policial branco com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA", Mundo, 27/5). No Rio de Janeiro de tempos de pandemia, a polícia já matou 43% a mais de favelados. Estão aproveitando para "passar a boiada".
Ugo Maia Andrade (Aracaju, SE)

Racista. O homem estava rendido.
Lucilene Pizoquero (São Paulo, SP)

O racismo é filho da covardia.
Eduardo Benedito (São Paulo, SP)


Mais sustentável
"Agricultura lança plano de bioinsumos para reduzir dependência de importações" (Mercado, 26/5). No rumo certo! O incentivo a esses insumos é estratégico para a sustentabilidade da agricultura. brasileira.
Marcelo Bressan, engenheiro agrônomo (Curitiba, PR)


Datafolha
"61% dos que viram reunião ministerial acham que Bolsonaro quis interferir na Polícia Federal, diz Datafolha" (Poder, 27/5). Há coisas que não são questão de opinião. Essa é uma delas. Não cabe à população discutir se o vídeo da reunião mostrou se houve ou não tentativa de interferência na Polícia Federal. Cabe às autoridades competentes tirarem tal conclusão, e está muito clara qual deve ser.
Gabriel Floriano Costa (Campinas, SP)

Este governo disse que vinha para destruir tudo o que estava aí. Infelizmente, ele está conseguindo: cultura, meio ambiente, saúde, direitos humanos e as instituições republicanas, entre elas a Polícia Federal.
Denise Furlan Silva (Ribeirão Preto, SP)


Ameaça
A ameaça do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional merece o mais veemente repúdio público ("General Heleno fala em 'consequências imprevisíveis' se celular de Bolsonaro for apreendido", Poder, 24/5). A nação não se deixará intimidar pelas palavras proferidas por alguém que se contaminou moral e escatologicamente pelo desatino psicótico que acometeu Bolsonaro. Ultrajou, o senhor Augusto Heleno, os seus cabelos brancos e enxovalhou a farda que um dia vestiu.
Paulo E. de Mello Baptista (Rio de Janeiro, RJ)

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno - Wallace Martins/Futura Press/Folhapress

Operação Placebo
Tirando toda a espetacularização e o uso político da Polícia Federal na operação no Rio de Janeiro, não ouvimos nenhuma palavra da mídia a respeito do modelo capenga das Organizações Sociais em Saúde (OSS), que são verdadeiros antros de corrupção e má administração pública. Vale lembrar que o Iabas (também conhecido como Diabas por essas bandas) estava impedido de participar de licitações na cidade do Rio de Janeiro por dois anos, como informado em reportagem desta Folha no dia 8 de abril de 2020, e só participou por ser em caráter emergencial, em uma "seleção relâmpago" de R$ 835,8 milhões. Saúde não é mercadoria.
Marcelo Ryngelblum (São Paulo, SP)

O governador Wilson Witzel em coletiva após a operação da PF - Agência O Globo

Constitución
Em seu artigo desta quarta-feira (27), o colunista Conrado Hübner Mendes se superou ("La Constitución soy yo", Poder). Foi fantástico. Coloca de forma muito clara o oportunismo, o cinismo e a incompetência desses inúteis que se acham a última bolacha do pacote. Dispensamos, nós civis, a tutela deles, pois já sabemos do que são (in)capazes.
Nicola Granato (Santos, SP)


Solidão
É sempre prazeroso ler a coluna de Vera Iaconelli. A desta terça-feira ("Solidão, modo de usar", Saúde) foi muito instrutiva, lúcida e nos colocou a refletir. O que sabemos de nós mesmos, por vezes, nos assusta. A cada um resta encontrar o caminho de si e trabalhar para melhorar por dentro. Muito obrigada, Vera, por essa maravilhosa contribuição para o nosso autoconhecimento.
Ivone Maria de Lima Jaime (Ourinhos, SP)


Pueril
Artigo pueril o do secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República ("Em 500 dias, ninguém ficou para trás", "Tendência / Debates", 24/6). Faz lembrar os textos de escolares incentivados a falar sobre a riqueza, a beleza e a pujança do Brasil.
Sonja de Carvalho Dias de Andrade (São José dos Campos, SP)

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