Leitor critica e diz que governo dissimula sobre recriar a CPMF

Quarentena para juízes, desoneração de salários e amiga de Pazuello são temas de comentários dos leitores do jornal

CPMF
Xô, CPMF! Não adianta dissimular e tergiversar. É o tipo de imposto de efeito cascata, que onera toda a cadeia de produção, de forma cumulativa. E, acima de tudo, é um imposto regressivo, que pesa mais para quem ganha menos (“Daqui a pouco vão dar nome em inglês à CPMF para enrolar sociedade, ironiza Maia”, Mercado, 30/7).
Fabio Bezerra de Brito (São Paulo, SP)

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Fique tranquilo, Maia. Ninguém jamais vai enrolar a sociedade igual você faz —e você nem fala inglês.
Reinaldo Lepsch Neto (Itu, SP)

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Senhor Maia, de onde o governo vai alocar dinheiro para pagar as contas? A pandemia criou grande problema. Veja os EUA. O déficit foi brutal. O nosso país é pobre. Precisamos ajudar as pessoas neste momento tão triste. De onde vai sair o dinheiro para ajudar os necessitados? Da arrecadação. Não adianta votar contra. Estará prejudicando os mais necessitados. Pense melhor.
Osvaldo Missiato (Pirassununga, SP)

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Paulo Guedes, o baluarte da razão e do pensamento do governo, é um liberal de meia tigela. Esse seu liberalismo é tão antigo e ultrapassado que remonta ao ministro da Economia Joaquim Murtinho, do presidente Campos Salles (1898-1902). Sua percepção de economia remontava até ao “darwinismo econômico” para situar o quão errada e ultrapassada são essas concepções do superliberal que temos hoje.
Lourenço Faria Costa (Quirinópolis, GO)

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Cadê o pacote de reforma que disseram que estava pronto? Essa gente não tem e nunca teve nada pronto em termos de governo. Estão governando na base da gambiarra. Se colar, colou, se der certo, deu.
Adenilson Rosa Valerio (Uberaba, MG)


Desoneração
Estranho. Querem novo tributo para bancar o futuro Renda Brasil, que só mudará o seu nome (“Governo estuda desonerar todos os salários em até 25% em troca de imposto digital”, Mercado, 29/7). O Bolsa Família existe desde o governo FHC, quando era pulverizado em diversos benefícios, o PT os uniu e nunca houve a necessidade de imposto para bancar o programa social. Esse governo é incompetente demais!
Alberto Kiess (Passo Fundo, RS)

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Aula de economia básica: quem gera emprego é a demanda. Mesmo sem grande carga tributária, o que garante o aumento de contratações com a economia em declínio?
Christiane de Souza (São Caetano do Sul, SP)
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No governo Dilma, para estimular a geração de empregos, houve a desoneração da folha de pagamentos de 56 setores da cadeia produtiva (da indústria automotiva ao serviço de call center), e os efeitos sobre o emprego foram muito aquém da expectativa. Em vez de criar postos de trabalho, os empresários usaram a desoneração para aumentar lucros. Essa política foi, depois, criticada pelos que agora a defendem.
Laercio Correa de Barros (Conselheiro Lafaiete, MG)
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No início, foi a reforma trabalhista, depois, a previdenciária e agora a tributária. Narrativa em defesa do emprego, mas condizente apenas com o aumento da precarização do trabalho.
Alisson Assunção (Fortaleza, CE)
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Parece que a intenção é tirar imposto do patrão e dividir o prejuízo com todos. Este governo, na parte tributária, é a continuidade de PSDB/PT, só que mais radical. Querem sugestão? Por que não imitam o farol deste governo, os EUA? Comecem criando mais faixas de alíquotas para o Imposto de Renda, indo até os 37%.
Raphael Machuca (Curitiba, PR)


Quarentena para juízes
Ótima medida, se for ampliada para todas figuras públicas que podem se valer de seus cargos para influenciar eleitores (“Maia, Toffoli e Mourão se unem em crítica contra politização do Judiciário”, Poder, 30/7). Assim políticos, cantores, apresentadores, humorista, esportistas e outros deveriam se afastar por oito anos de suas atividades para não se beneficiarem da sua visibilidade nas eleições. E, no caso do Judiciário, se as pessoas estão tomando decisões contra a lei, que sejam punidas.
Antônio Carlos Rossatti Schimitd (São Paulo, SP)

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A democracia brasileira se veste apenas com a parte frontal do black tie. Os fatos têm necessariamente de alterar as regras, para ganhar os contornos convenientes à classe que se pretende dominante. Direto ao ponto: alguém está com medo do Moro?
Getúlio Moura de Siqueira (Goiânia, GO)

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E para ser juiz do STF? Não deveriam ser juízes de carreira? Não deveria haver um período máximo de prestação de serviço?
Alexandre Braga Coli (Vitória, ES)


Pazuello e a amiga
Não temos Ministério da Saúde há muito tempo, desde a saída do Mandetta. Virou ministério do Bolsonaro, comandado por militar que cumpre ordens do chefe. Não estão nem aí para a pandemia. Agora virou cabide para amigos (“Pazuello dá cargo de chefia no Ministério da Saúde a amiga”, Cotidiano, 30/7). Vergonha.
Maria José dos Santos (São João de Meriti, RJ)

A nova representante do Ministério da Saúde em Pernambuco, Paula Amorim, indicada no mês passado, posa em escada
A nova representante do Ministério da Saúde em Pernambuco, Paula Amorim, indicada no mês passado - Paula Amorim no WhatsApp

Nota de R$ 200
Enquanto há países que procuram eliminar o dinheiro de papel, para facilitar o combate à corrupção, no Brasil vai-se lançar a nota de R$ 200! Os corruptos agradecem, porque reduzirão a quantidade de malas para carregar o dinheiro sujo! Além disso, essa medida passará mensagem ruim ao mercado: de que se espera aumento da inflação (“BC vê alta na demanda por papel-moeda e lança nota de R$ 200”, Mercado, 30/7)!
Edson Shindi Yamada (Londrina, PR)

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Em tempos de cartões de crédito e débito, a quem interessa cédulas de R$ 200? Obviamente, não é ao cidadão comum, que já tem dificuldade para trocar as de R$ 100, que vê raramente, no comércio. Já para quem precisa lavar dinheiro é mão na roda, no mínimo dobra a capacidade das malas. Talvez fosse ideal, até pela afinidade, perguntar à quadrilha das rachadinhas ou aos ungidos das igrejas caça-níqueis que bicho eles gostariam que as notas que vão facilitar a sua vida estampassem.
Celso Balloti (São Paulo, SP)


Bolsonaro e Marcelinho

Jair Bolsonaro e Marcelinho Carioca vestem a camisa do Corinthians
Jair Bolsonaro e Marcelinho Carioca vestem a camisa do Corinthians - Reprodução


Jesus, perdoai-vos, eles não sabem o que fazem (Painel, 30/7).
Pedro Botan (Brasília, DF)

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Dois fanfarrões!
Eliane Placido de Almeida (Santos, SP)

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Cena patética.
Maikon Wanderley Vieira (Sertãozinho, SP)

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