Leitor lamenta a morte de Alfredo Sirkis

Bolsonaro infectado continua a gerar comentários

Alfredo Sirkis
Lamentável perda ("Ex-deputado Alfredo Sirkis morre no Rio em acidente de trânsito", Poder, 10/7). Sirkis nos deixou o excelente "Os Carbonários" e anos de militância em prol do meio ambiente, entre outras contribuições. Que descanse em paz!
Marcelo Souza (Belo Horizonte, MG)

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Alfredo Sirkis em entrevista à Folha em 2018 - Pedro Ladeira/Folhapress

Lamento, mas...
Lamento a infecção do presidente pelo coronavírus, mas... e daí? Se nem ele, que tem messias no nome, saiu impune, imagine os brasileiros que estão à mercê das políticas de saúde (aliás, com um ministério ainda sem um ministro)?
Flavia Arm Romanek (São Paulo, Sp)

O responsável pela propaganda de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, novamente apresentou argumentos contra o seu chefe ("O ódio e a liberdade de expressão", Tendências / Debates, 8/7). Ao criticar discursos de ódio, atinge o âmago da atuação de Bolsonaro. Lembra bem a posição dos defensores de Aristóteles contra Galileu em relação à queda dos corpos. Segundo aqueles, um objeto cem vezes mais pesado que outro cairia cem vezes mais depressa. Ao testar, de uma altura de 100 "braças", a mais pesada precede a outra por apenas duas polegadas. Segundo Galileu, "por trás dessas duas polegadas vocês querem esconder 99 braças de Aristóteles e, ao falar apenas de meu pequeno erro, fazem silêncio sobre o enorme erro dele".
Paulo A. Nussenzveig, professor do Instituto de Física da USP (São Paulo, SP)

Não sou tão radical quanto Hélio Schwartsman. Conformo-me com o impeachment ou com a cassação da chapa, contanto que seja na velocidade com que a Covid-19 se espalha.
Juan Vera (Piracicaba, SP)

Reinaldo Azevedo ("Torço para Bolsonaro viver e pagar por seus crimes", Poder, 10/7) é muito polido quando afirma que "Mendonça não sabe a diferença entre crime e liberdade de expressão ou vice versa". E só por isso que ele é ministro.
Ruy Humberto Godoy de Mesquita (Jaboatão dos Guararapes, PE)

#Use Amarelo pela Democracia

O caiaque democrático em São Vicente (SP) - Edson Domingues

No caiaque amarelo em São Vicente (SP), pela democracia. E como disse Fernando Pessoa: navegar é preciso, viver não é preciso.
Edson Domingues (São Paulo, SP)


De pernas pro ar
Infelizmente, descobri que a lógica também falha. Como um candidato pode ser eleito presidente de uma nação se defende o mais bárbaro dos atos, a tortura? Como pode usar da democracia para ser eleito e logo em seguida fomentar um golpe de estado? Como pode afrontar o mundo e o seu povo oferecendo um remédio que não é remédio e que até pode matar? Some-se a isso a indiferença em relação ao morticínio pela Covid-19 do povo que o elegeu. Vivi para ver a lógica de pernas pro ar e uma parcela da chamada "elite" aplaudir diariamente esse mundo que, se alguém imaginasse há dez anos, seria chamado de "o inferno na Terra". Bem -vindos!
Robson Silveira (São Paulo, SP)


Covid e HIV
Como escreveu Julio Abramczyk em seu blog em 9/7 ("As pandemias de Aids e de Covid-19"), parece que não houve tanto empenho dos poderes econômicos em incentivar a busca de uma vacina contra o HIV quanto houve para a Covid. Talvez porque a primeira retira da sociedade os transviados e a segunda corrói o consumo e a produção do capital tresloucado.
Jorge Zacharias (São Paulo, SP)


Enem e formação
Como mais de 80% dos estudantes que farão o próximo Enem são oriundos de escolas públicas —e em sua maioria estão em condições desfavoráveis de preparação para esse exame, principalmente em relação aos demais das escolas particulares—, uma alternativa para minimizar essa desigualdade seria reservar 80% das vagas das instituições federais para esses estudantes. Hoje, 50% das vagas são para alunos de escolas públicas. Se o MEC for nessa direção dará uma resposta positiva à sociedade, reconhecendo que os mais vulneráveis estariam disputando as vagas com seus pares, e não com alunos mais bem preparados.
Oscar Hipólito, professor titular da USP (São Paulo, SP)

A partir de qualquer avaliação séria, o ano escolar de 2020 está perdido. Temos isolamento social, aulas interrompidas, aprendizado prejudicado e, mais importante, a brutal diferença de acesso à internet para aulas online, com grande prejuízo para a educação pública. Sou médico cirurgião do serviço público do município de São Paulo e sei muito bem o que esta pandemia causou na formação de nossos médicos residentes, com ambulatórios fechados, cirurgias eletivas suspensas... Então por que não estabelecer como regra que 2020 seja repetido em 2021? Para que todos os que estejam nessa situação possam ter uma formação adequada. É preciso criar um ano a mais na educação básica para não prejudicar os novos alunos do curso fundamental e, ao mesmo tempo, impedir que haja privilégios para alguns em detrimento do coletivo.
Eduardo Passos (São Paulo, SP)


Queiroz
É muito curioso saber que, há poucos dias, o senhor Fabrício Queiroz vivia sozinho em Atibaia (SP), onde cozinhava, fazia churrasco, participava de confraternização de Ano-Novo, se deslocava para o hospital local e frequentava a loja de conveniência de amigos enquanto sua mulher se escondia sabe-se lá onde. Agora, o STJ entendeu por bem que ambos devem permanecer em prisão domiciliar, com pequeno adorno no tornozelo, sendo indispensável o acompanhamento da mulher ao combalido senhor Queiroz.
Carlos Carmelo Balaró (São Paulo, SP)

O Brasil lá fora
Tão boa foi —há coisa de uns dez anos— a reputação do Brasil aqui na Holanda que, segundo uma pesquisa bastante representativa, 74% dos entrevistados consideravam o país o destino turístico ideal, mesmo que a grande maioria deles nunca o tenha conhecido. Os holandeses gastam anualmente R$ 54,6 bilhões em férias longas em outros países. Como pontos positivos do Brasil, foram mencionados a natureza, a música, as artes, a pacificidade e amabilidade das pessoas, a comida e as praias. Hoje em dia, essa boa imagem ficou destruída, e por aqui já não se fala mais no Brasil.
Bart Brouwer (Amsterdam, Holanda)

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