'Tudo pensado para dar nisso', diz leitor sobre incêndios

Leitores comentam disputas entre Bolsonaro e Guedes

Incêndios
É uma atitude criminosa e deliberada. O desmonte do aparato fiscalizatório estatal teve a finalidade de permitir o desmatamento e o fogo criminoso. Tudo pensado para dar nessa destruição. Um crime contra a humanidade. Mais um ("Fotógrafo passa por áreas com fogo sem ver ações contra as chamas", Ambiente, 16/9).
José Padilha Siqueira Neto (São Paulo, SP)

Fogo no assentamento 12 de Outubro, em Cláudia (MT) - Victor Moriyama/Rainforest Foundation


"No Triângulo Mineiro, fogo neste ano está 'desanormal'" (Ambiente, 16/9). Não sem razão, é o nosso maior jornalista vivo. Foi o melhor texto que li neste ano. Louvores a José Hamilton Ribeiro.
Mateus Veloso Rodrigues Filho (Tremembé, SP)


Economia
"Bolsonaro veta desindexação e sinaliza novo golpe à agenda de Guedes" (Mercado, 16/9). Guedes virou o saco de pancadas de Bolsonaro. Como o governo é incapaz de produzir alguma notícia, algo que mostre governança ou capacidade de gestão, fica nesse morde e assopra entre o presidente e os ministros. Acabou, Bolsonaro.
Vilmar Dimas Nicolau (Curitiba, PR)

Falar em congelar aposentadorias --que já são ridículas e, em sua maior parte, insuficientes para custear os medicamentos do dia a dia-- e não falar em taxar lucros e dividendos é uma grande piada.
Willians Cesar Turco (São Paulo, SP)

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"A demofobia da ekipekonômika" (Elio Gaspari, 16/9). Fala-se muito dos altos salários dos funcionários públicos, mas quando fazem a reforma administrativa a mordida é sempre no andar de baixo, não no Judiciário nem no Legislativo, onde estão os mais altos salários. É para professores, policiais e outros servidores. Dos militares, então, nem se fala.
Angélica Francesca Maris (Florianópolis, SC)


Mamata
Acabou a mamata! Ou não... ("Amigo dos Bolsonaros demitido da Casa Civil por uso de avião da FAB ganha cargo no Meio Ambiente", Poder, 16/9).
Flávia Fonseca (São Paulo, SP)


Erros
Todos podemos cometer erros. O que nos diferencia é a coragem para corrigi-los. Por exemplo, Sergio Moro. Acreditou em Bolsonaro e, quando viu que cometera um erro, teve coragem para se afastar dele. Já Paulo Guedes parece não se preocupar com isso. Leu Keynes três vezes, no original, para aprender a ser capacho.
Luiz Carlos de Souza (São Paulo, SP)


Síria
Em nome da comissão da Organização das Nações Unidas que presido, gostaria de cumprimentar a Folha e o jornalista de Adriano de Maneo pela reportagem "Crimes de guerra seguem na Síria", (Mundo, 15/9). Extremamente precisa e rigorosa, é uma ótima contribuição para que os leitores do jornal se lembrem das vítimas e das graves violações contra os sobreviventes da guerra na Síria, que entra no décimo ano.
Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Internacional de Inquérito da ONU para a Síria (Genebra, Suíça)


Educação
"Está claro que a reabertura das escolas não agrava a pandemia, diz Viviane Senna" (Educação, 15/9). É preciso comparar a estrutura dessas escolas que voltaram na pandemia em outros países com a da nossa escola pública. No nosso contexto é, sim, ainda muito perigoso, e os professores precisam ser ouvidos.
Lilian Lúcia Felix de Sá (São Paulo, SP)

Quantos argumentos para que as aulas não retornem, mas não vejo isso em relação ao transporte público, à realização de eventos, à abertura dos shoppings. Viviane está certa. As escolas particulares querem retornar, sim, inclusive seus professores, que estão perdendo os empregos, diferentemente do que ocorre na rede pública.
José Luiz Amarante (Mairiporã, SP)

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Interessante que quando se fala em escola se pense só nos alunos. E os adultos, que ensinam, limpam, servem a merenda? Garantir a segurança de todos da comunidade escolar é dever das escolas privadas e dos governos, no caso das públicas.
Adriana Justi Monti (São Paulo, SP)

Viviane apresenta estudos científicos para fundamentar seus argumentos. As crianças podem andar em grupo perdidas pelas ruas, à mercê das drogas. Shoppings e bares podem abrir, políticos podem fazer tudo também, mas só as crianças não têm direito à educação.
Solange Caleira (Marataízes, ES)

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A empresária Viviane Senna falou por grupos empresariais e desprezou professores e funcionários de escolas ao discorrer ingenuamente sobre a volta às aulas. Inquérito sorológico da própria prefeitura mostrou que 64,4% das crianças são assintomáticas. E, se elas irão à escola um dia por semana, o professor será obrigado a estar lá todos os dias, exposto em ambiente perigoso. Ninguém até agora ouviu os educadores sobre protocolos de retorno --e ela demonstra isso.
Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)


Vacina e política
Parabenizo o jornalista Marcelo Leite pelo artigo "Vacinas políticas" (Ambiente, 13/9), preciso, contundente e elegante. Não é fácil reunir tais qualidades num só texto curto.
Mariluce Moura, coordenadora do site ciencianarua.net (São Paulo, SP)


Paulo Mendes da Rocha
O Instituto de Estudos Brasileiros da USP esclarece que nunca foi procurado por Paulo Mendes da Rocha para tratar da doação de seu acervo ("Acervo de 9.000 itens de Paulo Mendes da Rocha sai do Brasil sob protestos", Ilustrada, 10/9) e se une às manifestações que lamentam a decisão soberana do arquiteto em optar por instituição estrangeira quando há no Brasil instituições capazes de guarda responsável e qualificada de acervos, como o próprio IEB e a FAU-USP.
Diana Gonçalves Vidal, diretora do IEB-USP (São Paulo, SP)

Resposta do repórter Bruno Molinero - A reportagem confirmou com pessoas envolvidas em diferentes fases da negociação do acervo do arquiteto que a opção por doar os objetos para o IEB-USP foi levantada, mas não foi levada adiante.

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