Leitores comentam o dinheiro na cueca

Violência contra mulher é tema de comentários

Sobre dinheiro e cuecas
O deputado Barreto Pinto foi cassado em 1949 por ter se deixado fotografar de cuecas. Agora um senador é pego com a cueca cheia de dinheiro e duvido que algo de mau vá lhe acontecer além de ter de aguentar as piadas.
Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

Esse tipo de tipo de transporte de dinheiro era "genoíno" do PT, mas agora se DEMocratizou. Ou seja, a desonestidade é endêmica entre os políticos brasileiros, sem distinção de credo, cor, raça, partido ou marca de cueca.
João Manuel Maio (São José dos Campos, SP)

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"Barroso afasta senador pego com dinheiro na cueca" (Poder, 16/10). Ótimo, excelente! E quem investiga ou afasta ministro do STF que solta traficante?
Paulo Escobar de Carvalho (São Paulo, SP)

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Não existe explicação que justifique esconder dinheiro na cueca; tal ato já demonstra que sua obtenção foi de modo reprovável ("Senadores criticam Supremo e veem afastamento de Chico Rodrigues como decisão precipitada", Poder, 16/10). Até quando teremos de suportar o odioso corporativismo entre os senadores, que protegem seus pares quando pegos em situações como essa? Não limpam a casa e depois reclamam da interferência do STF.
Edson Shindi Yamada (Londrina, PR)

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Instinto de preservação. Verdade. São capazes de qualquer coisa, inclusive tentar legitimar o malfeito com todo o descaramento, marca registrada desses tipos indecorosos. É vergonhoso. O alívio cômico gerado pela situação parece suficiente, mas definitivamente não o é.
Adalto Fonseca Júnior (Vitória, ES)

Exército na Amazônia
"Exército gasta R$ 8,9 milhões em exercício militar sem precedentes na Amazônia" (Mundo, 16/10). O exercício militar sem precedentes em termos operacionais e de custo na Amazônia, com simulação de invasão de território, faz-me lembrar aquele célebre exemplo das escolhas econômicas de uma sociedade, descrito em livro do Nobel de Economia Paul Samuelson: manteiga ou canhões?
Francisco Pedro Reis Júnior (Santos, SP)

Exército gasta R$ 8,9 mi em exercício militar sem precedentes na Amazônia. - Reprodução

Uma operação "sem precedentes", porém que deveria ter sido efetuada de forma efetiva na época das queimadas, inclusive combatendo o fogo e efetuando a prisão dos incendiários. Muito boa a reportagem com as fotos na Folha.
Arnaldo Macedo Caron (Curitiba, PR)

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Dinheiro pra torrar com isso tem, mas para combater os incêndios e o desmatamento não. Que desperdício de recursos. E precisam de um inimigo imaginário para tentar justificar a sua desimportância.
Luciano Neder Serafini (Ribeirão Preto, SP)


Violência política
"As ameaças à deputada Talíria Petrone" (Silvio Almeida, Poder, 16/10). Mais um artigo certeiro do colunista, embora nos encha de desesperança e de tristeza com os rumos desse país. No entanto, absolutamente necessário.
José Roberto F. Reis (Rio de Janeiro, RJ)


Violência contra a mulher
"Covas diz que violência doméstica é inaceitável e que seu vice precisa esclarecer acusação de esposa" (Cotidiano, 16/10). Não se vota em homem com histórico de violência contra mulheres, para que não se esqueça, para que não mais aconteça. Não há perdão, justificativas ou explicações. É preciso condenar esse tipo de gente a ser apenas um nada.
Rachel Matos (Belo Horizonte, MG)

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"Homem sai livre de delegacia após ser filmado dando soco em mulher na BA" (Cotidiano, 16/10). Como assim? O homem não ficou preso em flagrante por quê? E o vídeo, que foi visto por milhares de pessoas, não vale como prova? E por que em uma delegacia de mulheres quem atende é um delegado homem, que libera o acusado de uma violência brutal contra uma mulher?
Vera Queiroz (Rio de Janeiro, RJ)

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"Reportagem revela gravações que embasaram condenação de Robinho na Itália" (Esporte, 16/10). O fato de a mulher estar bêbada não altera o fato de ter havido estupro. Pelo contrário, piora a situação daqueles que cometeram a violência, porque sabiam que ela estava numa posição de vulnerabilidade. Estupro coletivo é algo de uma perversão atroz. Sem justificava, pelo amor de Deus!
Verônica Alves de Souza Medeiros (Belo Horizonte, MG)

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"Santos e Robinho anunciam suspensão de contrato" (Esporte, 16/10). Fez muito bem o Santos ao tomar essa decisão.
Orlando Augusto Pinto (São Paulo, SP)


André do Rap
"Doria diz que quer mandar conta das buscas por André do Rap a Marco Aurélio" (Cotidiano, 16/10). Gosto de Doria, e creio que Marco Aurélio tenha errado. Mas, ao criticar ofensivamente o ministro do STF, Doria se iguala ao bolsopetismo, que sempre critica as instituição democráticas e para o qual a culpa é do Supremo, do Congresso, da imprensa, da Globo... Doria erra ao entrar nesse discurso. As instituições devem ser protegidas pelos democratas, pois já são muito pisoteadas por militâncias fanáticas e inconsequentes.
Ricardo Arantes Martins (São Paulo, SP)


STF
"Gilmar cita 'telhado de vidro' e chama de 'demagogia' movimento de Fux contra decisões individuais no STF" (Poder, 16/10). Que bola dentro do ministro Luiz Fux! Vai acabar com as decisões suspeitas de Gilmar Cachoeira e de Marco Aurélio do Rap.
Arnaldo Nogueira Ferreira (Rio de Janeiro, RJ)

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Tem muita coisa para ser acertada em todos os Poderes. Demorou, mas finalmente estamos com um bom presidente do Supremo Tribunal Federal, e agora as coisas devem melhorar no Poder Judiciário. Perde-se o respeito na sociedade quando vemos certas decisões monocráticas --mas que pelo menos são revistas no colegiado depois.
Altair Moraes (Cotia, SP)

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As decisões individuais no STF deveriam ser restritas a um mínimo. Não faz o menor sentido que um órgão coletivo por natureza ainda não tenha resolvido adequadamente esse sério problema.
Rivaldo Otero (Santos, SP)

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Até que se consiga implementar concurso público para quem quiser a função de ministro do Supremo Tribunal Federal, essa medida de Luiz Fux pode ajudar a diminuir um pouco a vaidade, o personalismo e as verdadeiras aberrações que temos visto naquela casa.
Almir Juppe (Paulo Lopes, SC)

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