Leitor pede reativação do transporte ferroviário

Leitor critica ministro da Justiça

A Ford e os trens
Façamos o seguinte: deixamos a montadora ir embora, reativamos a Mafersa (Caçapava/SP), que fabricava eixos e rodas, e a Maxion (Cruzeiro/SP), que fabricava partes de vagões de trens, e investimos na nossa falecida malha ferroviária, colocando trens decentes de passageiros no eixo Rio-São Paulo. Com certeza algumas centenas de empregos seriam criados e não dependeríamos mais só de rodovias.
Juarez Leite (Tremembé, SP)


Quem precisa ir embora é Guedes e seu chefe, não a Ford. Mesmo após dois anos de uma política econômica desastrosa —com desemprego recorde e alta da inflação e do dólar—, grande parte da imprensa continua isentando o ministro e o presidente desse retumbante fiasco, só comparável às barbeiragens dos governos Collor e Dilma. A saída da Ford do Brasil é o ápice desse modelo econômico caótico, sem previsibilidade nem credibilidade. O governo "da retomada em V", "da vacinação no dia D e na hora H", está nos levando, a passos largos, à mais terrível M...
Sandro Ferreira (Ponta Grossa, PR)

Aposta
Quanto vocês querem apostar que Bolsonaro viaja domingo para Manaus e faz a encenação do primeiro vacinado no Brasil ao vivo e em cores com a vacina da AstraZeneca-Fiocruz? Tudo armado com a Anvisa, que solta a aprovação no domingo. Dia D: domingo; Hora H: a primeira hora logo após a liberação da Anvisa, no domingo.
Antonio Carlos de Almeida Campos (São Paulo, SP)

A pandemia sustenta o desgoverno Bolsonaro. A ele interessa que esta situação perdure pelo maior tempo possível. Numa situação de normalidade, milhões estariam nas ruas protestando e exigindo seu impeachment.
Teotimo Júnior Lara (Belo Horizonte, MG)


Sem limite
Se temos limitação de inteligência, a ignorância não tem barreiras. Ontem, a pista de pouso de Trancoso lotada por jatinhos; hoje, a mesma classe congestiona as UTIs do hospital Albert Einstein.
Jairo Geraldo Guimarães (Santo André, SP)


Nó górdio
Marcelo Coelho ("Não venham dizer que não avisei", Ilustrada, 13/1)) revelou o nó górdio do século 21: coronavírus, aquecimento global e o fim da democracia. Dizem que nó górdio é metáfora de um problema que se nos apresenta insolúvel, mas que podemos resolver facilmente bastando pensar com astúcia e fora da caixa. É o que Marcelo faz quando afirma ser necessário defender, nós brasileiros, o que é prioritário: a democracia. Concordo! E pergunto: como, onde, quando? Só não vale dizer, dentro da caixa, que será no dia D e na hora H.
Heloísa Fernandes (São Paulo, SP)

Subserviência
Prefiro não acreditar que o ministro da Justiça, André Mendonça, seja tão ignorante em direito penal. É sua subserviência incondicional ao presidente, declarada às escâncaras no dia de sua posse, que o levou a pedir a abertura de inquérito contra Hélio Schwartsman, Ruy Castro e Ricardo Noblat.
Oney Oliveira Leite (Ribeirão Preto, SP)

Voto aberto
Os dois principais candidatos à presidência da mesa executiva da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e Baleia Rossi, estão em guerra por causa do processo de escolha. Brigam por tudo, menos pela lisura completa do processo eleitoral, ou seja, pelo voto aberto e nominal. Senhores candidatos, anotem: democracia só existe com eleições verdadeiras. Parem de fingir.
Ronan Wielewski Botelho (Londrina, PR)


Trumponaro
Espécie em extinção: o Trumponaro. Apenas um espécime sobrevive, no Brasil. Características: topete, desequilíbrio mental, agressividade, incapacidade de agir racionalmente, desprezo pela educação, cultura, saúde e meio ambiente, arrogância, centralização, desrespeito a normas... A sobrevida do último espécime não deve passar de 2022.
Renato Botelho (Niterói, RJ)


Creches
A reportagem "Matrículas em creches em SP recuam em 100 mil" (Educação, 8/1) está errada. A resposta encaminhada pela Secretaria da Educação, cortada pelo jornal, responde o questionamento sobre ampliação das vagas e atendimento total, sem permitir retorno das filas. A jornalista desconsidera data base da educação para cálculo, causando interpretação equivocada dos dados.
Patricia de Souza Lopes, coordenadora de comunicação da Secretaria da Educação (São Paulo, SP)

Resposta da repórter Aline Mazzo - Todas as informações contidas na nota enviada pela Secretaria Municipal da Educação estão contempladas na reportagem.


ICMS
A nota "Fiscal", publicada na coluna Painel S.A. (Mercado, 13/1) está incorreta. O governo de São Paulo manteve a isenção do ICMS em todos os medicamentos, incluindo os oncológicos, na venda para hospitais públicos, de forma que não haverá aumento de gastos públicos com a saúde em decorrência das alterações do ICMS.
Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do governo estadual (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Paula Soprana - O fim do benefício fiscal ao setor privado terá efeito sobre a compra de medicamentos por hospitais particulares que também atendem pacientes do SUS.

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