Eleitores de Lula não querem plano B, só 'plano L', e apontam falhas na esquerda

Folha convidou dez moradores de SP, de evangélica a ateu, dos 21 aos 62 anos, para falarem sobre por que apostam no PT

Anna Virginia Balloussier Thaiza Pauluze
São Paulo

Não existe plano B ou C. Só existe “plano L”. L de Lula.

No último dia 12, cinco após a prisão do ex-presidente, a Folha reuniu dez eleitores do petista em São Paulo para debater perspectivas para a eleição e o futuro do lulismo. Todos dizem que não arredam pé de apoiar Lula naquela que, se a Justiça permitir sua candidatura, será sua tentativa de reaver a faixa presidencial —conquistou-a em 2002 e 2006 depois de três tentativas frustradas.

Admitir uma alternativa ao ex-presidente, diz o advogado Geovani Doratiotto, 28, “é acreditar que o que aconteceu com Lula é o correto, o justo”. E isso o grupo não está disposto a tolerar —fiel depositário do slogan esquerdista “eleição sem Lula é fraude”, ainda que a cúpula do PT discuta nos bastidores o que fazer caso ele seja impedido de disputar o pleito em outubro.

Mas o campo progressista precisa ficar esperto, “pois tem um pouco de dificuldade de sintetizar seu discurso e não conversa com o grande público”, afirma a educadora social Rachel Daniel, 22. A direita é boa de bordões que colam no povo, vide “bandido bom é bandido morto”, exemplifica a evangélica da zona leste paulistana. “A esquerda, quando vai rebater, não tem uma frase midiática.”

Encontro com eleitores de Lula na Redação da Folha
Encontro com eleitores de Lula na Redação da Folha - Karime Xavier/Folhapress

Os dois maiores espinhos judiciais contra Lula, o sítio em Atibaia (ainda em julgamento) e o tríplex no Guarujá (que lhe rendeu, na segunda instância, 12 anos de prisão) são tratados como “falhas mínimas” perto do que se vê em Brasília. Se Lula tombar por conta deles, a Justiça vestirá de vez a carapuça política, mandando a isenção que se requer dos togados às favas, afirmam seus apoiadores.

É uma turma heterogênea. O caçula Alexandre Leone, 21, sequer trocou o DDD para o 11 paulistano no número de celular: o soteropolitano já bacharel em Humanidades chegou há um mês à capital do estado para estudar na Faculdade de Direito da USP, por onde já passaram 13 presidentes (Michel Temer entre eles) e petistas como Fernando Haddad.

Decano, o servidor público Paulo Giovanetti, 62, se introduz como “um caipira de Mariápolis [SP]”. Sua formação política coincide com a de Lula: os dois trabalharam na Aço Villares, em São Bernardo do Campo. 

Em entrevista à revista Veja em 1979, o torneiro mecânico de 33 anos apostava que a fábrica o demitiria por desgostar de sua ascensão como líder sindical, e sua esposa, Marisa Letícia (1950-2017), o acalmava: “Se for preciso, eu trabalho de faxineira. Nós não temos medo do futuro”.

A exaltação de programas sociais como o Bolsa Família é unânime. No grupo, tem os que de fato recorreram a eles em algum momento da vida. Caso da engenheira agrônoma Mariana Martins, 33. Primeira universitária de sua família, ela conta que sempre precisou de assistência do governo, até para ir ao dentista. 

Os parentes, diz, não deram crédito a Lula, e sim “à meritocracia” por suas conquistas. “Hoje são viúvas de Aécio Neves” (o tucano derrotado pela petista Dilma em 2014). 

E tem também o estudante de direito Gabriel Berê Motta, 23, “típico paulistano de classe média”, que estudou no “ultratradicional Dante Alighieri” (hoje, a mensalidade beira os R$ 3.600 para o ensino médio).

“A minha percepção veio da minha criação. Meu pai tem origem mais humilde, é do interior de Minas, uma cidade muito pobre.” Ao contrário da família de Mariana, a sua associa a bonança social ao lulismo, diz. 

O temor pelo futuro do PT e de seu ícone encarcerado é um cálice que eles tentam afastar. “Dá pra sentir que [a prisão de Lula] poderia ter sido a última pá, mas jogaram uma pedra na colmeia”, diz a professora da rede municipal Luciana Nascimento, 39. “Deu sangue no olho da esquerda, foi até bom para unificar.”

O que também os uniu: quase todos fizeram a mesma piada ao ver na mesa os sanduíches à disposição. Lembraram de uma certa iguaria atribuída à militância vermelha. “Não tem de mortadela?”

A Folha ficou devendo essa.

Lula até o fim

O grupo se nega a discutir um substituto caso o nome do ex-presidente fique de fora das urnas. “Falar agora que tem plano B só tem duas consequências”, afirma Gabriel.

Uma delas seria “naturalizar a condenação de Lula”, vista por ele como injusta.

A segunda: colocar na linha de fogo outros quadros do partido. Mais visíveis, os candidatos estariam vulneráveis a pedradas político-judiciais dos oponentes. Chegada a hora, Lula mostrará seu capital político, seja livre ou atrás das grades, aposta Paulo. “Mesmo preso, ele elege até poste.”

Herdeiros 

Seria bom ter uma frente de esquerda para não fragmentar o voto em outubro —mas desde que o partido de Lula encabece a chapa presidencial, dizem os eleitores. “O PT é estruturado, tem proposta”, afirma a funcionária pública Sandra Birman, 56. 

Ato com Lula, Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila
Ato com Lula, Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila - Marlene Bergamo - 28.mar.2018/Folhapress

A questão posta: para 2018 ou depois, quem melhor cuidaria do espólio lulista? O líder do MTST e presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos, é benquisto —mas calma que a hora dele ainda vai chegar.
Ao discursar horas antes de ser preso, o ex-presidente afagou o “companheiro da mais alta qualidade”. “Eu digo ‘menino’ porque ele só tem 35 anos, e, quando eu fiz a greve de 1978, eu tinha 33 anos e consegui chegar a criar um partido e virar presidente. Você tem futuro, é só não desistir.”

Para Mariana, Lula foi claro sobre Boulos: “Ele é o que mais representa o Lula. Mas igual o Lula não existe. A sinalização é: você comece, mas a sua hora não é agora”.

O grupo discutiu dois petistas ventilados como possíveis candidatos caso o “plano L” caia. Citado pela Folha, o ex-governador Jaques Wagner foi virtualmente ignorado. Só o conterrâneo Alexandre se manifestou, para reconhecê-lo como “Lula da Bahia”, tamanha sua influência local.

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, foi recebido com frieza. Ótimo gestor, vários na mesa reconhecem. Mas não teria o que é preciso para uma eleição nacional, sobretudo uma tão imprevisível quanto a de 2018. “É um intelectual à frente do seu tempo, só que tem limitações de todo intelectual”, diz Geovani.

Sandra pega carona: ela gosta de Haddad, mas acha que ele “não está onde o povo está”. Ela menciona um amigo —assessor de um influente petista— que dizia: “[o Haddad] não se reelege, não faz o que tem que fazer em termos de política. Mas talvez mude, é um cara novo”.

Ciro

“Ciro Gomes aposta que PT correrá para seus braços para evitar fiasco eleitoral”, dizia a notícia da colunista da Folha Mônica Bergamo no mesmo dia em que os eleitores de Lula foram à Redação. Bom, se depender deles, o presidenciável do PDT está em apuros. 

Ciro Gomes em encontro de presidenciáveis em Porto Alegre
Ciro Gomes em encontro de presidenciáveis em Porto Alegre - André Feltes - 9.abr.2018/Folhapress

Primeiro porque Ciro nem é tão de esquerda assim, dizem. “Não consigo confiar que é de esquerda. Por que não quer se associar [a Lula]?”, questiona Mariana. Ela sintetiza um incômodo do grupo: a distância que o pedetista vem mantendo do ex-presidente —ao se recusar, por exemplo, a assinar manifesto em seu favor. Boulos e Manuela D’Ávila (PC do B), outros candidatos no espectro canhoto, o fizeram.

Paulo vê um movimento pragmático: se quiser ser competitivo, Ciro precisa alcançar também aqueles avessos ao ex-presidente. “Ele é raposa velha, não ia se queimar.”

Para Luciana, “não dá pra ficar em cima do muro”. O que o ex-ministro de Lula faz, diz, “é um pouco abraçar o discurso da direita, de que de repente não foi golpe, que Lula preso é justo”. Mas uma bola dentro Ciro deu, afirma o estudante de administração Nicholas Novaes, 22. “Gostei dele a partir da última semana…” Refere-se ao “pescotapa” que o pedetista deu, em Porto Alegre, num blogueiro do MBL conhecido pelo canal “Mamãe Falei”. 

Efeito Bolsonaro

O segundo turno, para o grupo, reprisará o embate que se repete desde 1994: o candidato do PT vs. o do PSDB (Geraldo Alckmin, no caso).  

Mas Jair Bolsonaro assusta. Pode ser “um acidente de percurso”, tal qual Donald Trump nos EUA, diz Paulo. Para Alexandre, “a candidatura dele é um termômetro de como está o protofascismo no país”. 

“Imagina ele num debate com Ciro”, propõe Mariana, prevendo um duelo trovejante, dado o temperamento dos dois. “Bolsonaro é alguém que não podemos desprezar”, afirma Luciana. Ela conta que muitos amigos evangélicos vão marcá-lo nas urnas, pois olham da direita de Alckmin à esquerda de Lula e só veem candidatos chamuscados por denúncias de corrupção. 

Avistam uma exceção no capitão da reserva —católico que aceitou o batismo evangélico nas águas do israelense rio Jordão enquanto o Senado decidia o prosseguimento do impeachment de Dilma, em 2016. “Tenho uma amiga evangélica que é ‘coach’ em comunicação não violenta e vai votar no Bolsonaro”, diz Luciana.

Preconceito

Vestir a camisa do PT, literal ou figurativamente, não é fácil em tempos de antipetismo. A maioria se diz hostilizada pela predileção partidária. 

Rachel, por exemplo, vem de “uma família de direita”. O avô foi secretário numa gestão tucana em Santo André. “Cresci num ambiente em que petista é vagabundo, bandido, tem que morrer. Na igreja, fui pendendo para esquerda, enquanto aprendia sobre moral cristã. Para mim, o que mais se aproxima da ideologia da Bíblia é o movimento de esquerda”, afirma a evangélica.

Quando entrou no partido, “foi uma treta enorme na família”. Ouvia da parentada: “Deixa ela, ela sabe o que acontece com quem se filia ao PT na família’”. Rachel é prima de segundo grau de Celso Daniel, ex-prefeito petista de Santo André assassinado em 2002.

“Sou massacrada no Facebook diariamente, é incrível o ódio das pessoas”, conta a psicóloga Nádia Martins, 55. E revida? “Brigo [nas redes sociais] no sentido de informar as pessoas”, diz ela, que se afeiçoou ao PT na adolescência, após “cair na minha mão ‘A Queda para o Alto’”. O livro narra a história de uma interna da Febem (atual Fundação Casa) protegida pelo petista Eduardo Suplicy. 

Em casa, só Nádia é PT. O marido anula o voto, e os filhos “são em cima do muro”. O voto da prole em 2014, diz em tom de lamento, “acho que foi na direita, infelizmente”.

Carrascos do PT

Revezando-se como carrascos do lulismo: o juiz Sergio Moro, a elite brasileira, a mídia golpista, o mercado. 

Todos acham que existe uma conspiração americana que influencia a política brasileira. Gabriel exemplifica: o WikiLeaks, conhecido por vazar documentos secretos, divulgou em 2015 como a Agência Nacional de Segurança dos EUA grampeou telefones da então presidente Dilma.

O grupo reclama que a mão da Justiça tem peso de chumbo para o PT e de pena para seus opositores. A Lava Jato é tudo menos imparcial, concorda a turma. “Todo combate à corrupção é bom, mas quando usa artifícios para perseguir politicamente, aí as coisas se desvirtuam”, diz Geovani. 

Alexandre questiona se a “ideologização [do combate à] corrupção” não acaba relegando a segundo plano “o maior problema do Brasil, que é a desigualdade social”. A lógica seria: dê um boi de piranha para passar a falsa ideia de faxina ética. “Demoniza-se alguém e fica por isso mesmo”.

“Tem até aquela brincadeira: para [o tucano José] Serra ser investigado, tem que se filiar ao PT”, afirma Gabriel. 

Prisões de caciques do MDB, como Sergio Cabral e Eduardo Cunha, não apaziguam a desconfiança com a Lava Jato. “Tenho minhas dúvidas de que Cunha está mesmo preso”, diz Mariana, levantando a suspeita de que o encarceramento no Paraná do ex-presidente da Câmara é uma farsa.

Luciana diz que a mesma elite que hoje parece ter criado alergia a Lula já lhe foi muito grata quando recebia benesses econômicas do governo do PT. Ela lembra do momento em que o próprio ex-presidente falou disso, em seu discurso pré-cadeia: “Os de gravatinha, que iam atrás de mim, agora desapareceram. Estão comigo aqueles [...] que comiam rabada aqui no Zelão”.

Mídia

Uníssono é o desprezo pela mídia tradicional —veículos como Folha, O Estado de S. Paulo, o Grupo Globo—, embora alguns até admitam se informar por meio dela. Outros só acessam “sites amigos”. Sandra cita seus favoritos, o Diário do Centro do Mundo e o GGN. Elogiada por todos: a revista Carta Capital, que fez uma edição especial após a prisão de Lula, com o título “o mártir e os bons amigos” e uma chamada dizendo que o petista foi “preso pela inquisição”.

A grande mídia é vilã aos olhos de Sandra, que vê seletividade na escolha de fotos e manchetes antipáticas ao PT. 

“Quando é o pato [da Fiesp] lá”, num ato da direita, o destaque é maior, diz. “Aí mostram a avenida Paulista lotada.” Se for manifestação da esquerda, “uma Paulista meio assim, fotografada de um ângulo” pouco favorável, afirma ela.

Se a direita tem se mostrado mais apta em lotar ruas, não foi um movimento espontâneo, diz Mariana. “A mídia teve um papel grande nisso, tinha chamada na Globo [dizendo que os atos aconteceriam]. Muita gente ia pro oba-oba. Nos protestos de esquerda tem menos gente, mas com mais palavra de ordem.”

Julgamento

Ok, eles reconhecem: Lula cometeu “falhas mínimas”, como diz Sandra. Mas nada justifica, para seus eleitores, o escarcéu judiciário feito em torno dele. Ainda em julgamento, a reforma no sítio de Atibaia, que o Ministério Público diz ter sido paga pelas construtoras Odebrecht e OAS, é apontada como um caso mais sólido do que o tríplex no Guarujá —que já rendeu dupla condenação para Lula (por Moro e ratificada, com ampliação em dois anos e sete meses da sentença, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região). 

“De quantos presidentes a gente conhece o patrimônio? A gente sabe que o FHC tem um apartamento em Paris”, diz Geovani. Em recente entrevista à Folha, o tucano falou sobre seu suposto endereço francês: “Fiquei no apartamento de uma amiga que dizem que é meu até hoje”.


Lula não é tão santo assim, pondera Paulo, contemporâneo do petista em seus tempos de metalúrgico do ABC. “O sonho de um operário da indústria automobilística é uma casa no campo, na praia. Acredito piamente que ele cedeu a esse desejo. Acho que ele deixou se seduzir, sim.” 

Para Sandra, não dá para comparar os pecados de Lula com os da maioria da classe política. “No PSDB, no MDB, a pessoa tropeça e cai numa conta, numa mala de dinheiro. Mas por que [o ex-presidente] faria isso, uma besteirinha, sabendo que é tão visado?” 

Rachel indaga o porquê de “ficar discutindo uma coisa que não tem importância”, o sítio. “O que vem ao caso é que não tem base nenhuma para o julgamento [do petista]. O Moro conseguiu o trofeuzinho dele: prender o Lula.”

Falhas do PT

O PT errou? Errou, aceita o grupo. Mas não pelos motivos que o levaram ao cárcere. O maior tropeço, segundo Gabriel, “foi Lula não ter aproveitado uma aprovação de mais de 80%”, a certa altura de seu duplo mandato, para fazer reformas como a tributária, elevar impostos para mais ricos. A mesa levanta mais desperdícios, como não ampliar a reforma agrária e regulamentar a mídia. 

“O problema foi não terem se voltado à militância, à educação política. Hoje viramos reféns da Escola sem Partido, com professores sendo atacados porque qualquer coisa acham que estão difundindo o comunismo”, diz Sandra. “Só encontro um pouco de sanidade na esquerda. Ela tem ética, não é fábrica de ‘fake news’. A direita usa qualquer arma. Se eu vir ‘fake news’ de esquerda, vou ficar revoltada.”

A guerra das narrativas, para Luciana, vem favorecendo a direita. “Não sei se eles usam melhor as redes sociais, mas  a esquerda nunca está pronta pra rebater. Eles estão unidos. Quando pensa na esquerda é diferente: PT aqui, PSOL ali... Não consegue ver um bloco.”

Só que o momento não é de focar na autocrítica, dizem. “Tenho críticas ao Lula, ao PT, mas, com essa realidade tão polarizada, virei defensora, até me filiei ao partido, no ano passado”, afirma Sandra. Emenda Mariana: “Estamos tomando lenha lá em cima, mas aqui embaixo só cresce”.

Por que eles querem Lula

1 Lula é visto como o político que mais fez pelos pobres e minorias no país; seus programas sociais são exaltados pelos eleitores

2 O petista é, segundo eles, a resposta para o crescimento do fascismo no país, representado na figura de Bolsonaro, mas também em Alckmin, considerado maior adversário de Lula na disputa

3 O endurecimento do discurso de Lula é, para os eleitores, uma sinalização de que, se eleito, o petista não fará novamente um pacto 
político com as elites

4 As denúncias contra o ex-presidente são minimizadas como sendo um pequeno descuido comparado aos milhões atribuídos a outros políticos

Os discursos de que a Lava Jato, Justiça e a mídia perseguem Lula foram inflados com a sua prisão. Para os eleitores, o sentimento de injustiça deu novo fôlego à pressão para que o petista possa ser eleito

6 A guerra de discursos na internet também reacendeu a defesa da candidatura do ex-presidente e tirou o foco da autocrítica, apontam os eleitores 

7 Seus admiradores negam que o PT deva adotar um plano B. Para eles, a candidatura deve ser mantida mesmo com Lula preso e com poucas chances de estar nas urnas em outubro

Admitir outro nome para disputar o pleito seria aceitar a condenação de Lula e colocar outro petista na mira de uma perseguição político-judicial, afirmam os eleitores

Próximo encontro será com eleitores de Geraldo Alckmin

Após conversar com quem declara voto em Jair Bolsonaro (PSL) e em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o jornal continuará debatendo nos próximos meses com os eleitores dos principais presidenciáveis da eleição de 2018. A próxima edição, que acontecerá em maio, será com os que dizem preferir o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) nas urnas.

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