Candidatos à Prefeitura de BH erram sobre pandemia e educação em sabatinas Folha/UOL

Agência Lupa checou afirmações feitas por Alexandre Kalil (PSD), João Vítor Xavier (Cidadania), Áurea Carolina (PSOL) e Bruno Engler (PRTB) nas entrevistas

Ígor Passarini Marcela Duarte Maurício Moraes
São Paulo | Agência Lupa

A pandemia da Covid-19, a qualidade da educação e o combate às enchentes foram os principais temas discutidos nas sabatinas realizadas pela Folha, em parceria com o UOL, com os quatro candidatos mais bem colocados na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte. As entrevistas ocorreram entre os dias 5 e 9 de outubro.

A Lupa checou algumas falas ditas pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), que tenta se reeleger, e pelos candidatos João Vítor Xavier (Cidadania), Áurea Carolina (PSOL) e Bruno Engler (PRTB). Confira, a seguir, o resultado.


“Entre as cidades maiores (sic) que 2 milhões de habitantes, Belo Horizonte é a que tem menor [taxa de] morte por cada 100 mil habitantes [por Covid-19]”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 7 de outubro de 2020

VERDADEIRO Entre os dias 5 e 7 de outubro, Belo Horizonte tinha 51,04 óbitos por Covid-19 para cada 100 mil habitantes, segundo dados das secretarias estaduais compilados pelo Brasil.io. Essa é a menor taxa entre as cidades com mais de 2 milhões de habitantes no Brasil no mesmo período. As demais, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são o Rio de Janeiro — taxa de 165,94 (com 6.747.815 moradores) —, Fortaleza — 144,08, com 2.686.612 habitantes —, Manaus, taxa 119,93 e 2.219.580 habitantes, São Paulo, índice de 105,17, com 12.325.232 pessoas, Brasília, taxa de 101,66 e 3.055.149 moradores e Salvador, índice de 95,82 e 2.886.698 habitantes.


“[Belo Horizonte foi] a primeira cidade do Brasil a fechar. (...) Em 18 de março, eu dispensei os funcionários públicos”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 7 de outubro de 2020

EXAGERADO A Prefeitura de Belo Horizonte esteve entre as primeiras do Brasil a adotarem medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus, mas não é possível afirmar que foi a primeira a fechar. No dia 17 de março, o prefeito Alexandre Kalil determinou a interrupção de todos os serviços considerados não essenciais do Executivo municipal, com escala mínima, fazendo os servidores trabalharem de casa a partir do dia 18. Em São Paulo, no entanto, o prefeito Bruno Covas (PSDB) já havia determinado, em 16 de março, o trabalho de casa para servidores públicos acima de 60 anos e para os integrantes do grupo de risco.

Não apenas o home office foi adotado em BH a partir do dia 18. Kalil também determinou o cancelamento das férias de profissionais da saúde, o fechamento de clubes e parques, a suspensão das aulas nas escolas municipais e o cancelamento das feiras populares. Na capital mineira, bares, restaurantes, shopping centers e outros estabelecimentos foram fechados a partir do dia 20, mesma data de São Paulo. Na cidade do Rio de Janeiro, o comércio foi fechado a partir do dia 24 de março.

Procurado, Kalil não respondeu.


"Somos a terceira capital melhor avaliada [no Ideb]"
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 7 de outubro de 2020

FALSO Com nota 6, Belo Horizonte ocupa a sexta posição no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das capitais brasileiras para os anos iniciais do ensino fundamental, levando-se em conta apenas a rede municipal. Em primeiro lugar aparece Teresina (PI), com 7,4. Em seguida vêm Rio Branco (AC) com 6,7; Palmas (TO) com 6,6; Curitiba (PR) com 6,5; e Fortaleza (CE), com 6,2.

Nos anos finais do ensino fundamental, o desempenho do ensino municipal da capital mineira foi pior. A cidade ficou na 12ª posição, com nota 4,7, empatada com Recife (PE). O primeiro lugar também ficou com a rede escolar mantida pela prefeitura de Teresina, que obteve 6,3.

A assessoria de imprensa da campanha de Kalil afirmou, em nota, que ele se referia apenas às capitais com mais de 1 milhão de habitantes.


“Belo Horizonte gastou aproximadamente R$ 200 milhões para reconstruir a cidade [após as enchentes de janeiro de 2020]”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 7 de outubro de 2020

EXAGERADO As enchentes que atingiram Belo Horizonte em janeiro deste ano, após fortes chuvas, provocaram mortes e destruíram centenas de pontos da capital. A assessoria de imprensa da prefeitura informou, em nota, que o custo estimado dos trabalhos de reconstrução da cidade é de cerca de R$ 150 milhões, sendo que a maior parte dos recursos viria do próprio município, por meio dos contratos de manutenção da cidade. Kalil citou, portanto, um número 33,3% maior do que o total estimado para reconstruir a capital mineira.

A prefeitura declarou ainda que a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) já concluiu 281 intervenções e que as últimas obras previstas no plano estão em andamento. Questionada, a assessoria de imprensa da administração municipal não informou quanto foi gasto até o momento. Dentre os serviços realizados desde fevereiro estão o restabelecimento de pavimentação e recuperação de vias, contenções, recuperação de praças e canteiros, desobstrução de redes de drenagem, limpeza urbana, implantação de sarjeta e limpeza de bocas de lobo.

Procurado, Kalil não respondeu.


"Esses dados da maior quarentena do mundo [ter sido em Belo Horizonte] vieram da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, de um estudo que foi encomendado por eles e que foi apresentado para todos nós"
João Vítor Xavier (Cidadania), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 6 de outubro de 2020

FALSO Não há nenhum estudo publicado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) que compare o tempo de quarentena da capital mineira com o de outros países.

Em junho, o presidente executivo da entidade, Paulo Solmucci, chegou a dizer que a cidade era a única do mundo com bares e restaurantes fechados por tanto tempo. Não apresentou dados na ocasião, nem fez referência a qualquer pesquisa.

Procurada, a assessoria de imprensa da entidade encaminhou duas planilhas comparativas. A primeira mostra o fechamento do setor em diferentes capitais. A segunda, indica a duração da quarentena em outras cidades do mundo. Essa mostra que o fechamento do setor em Buenos Aires, capital argentina, chegou a 163 dias.

O período é, portanto, maior do que os 155 dias de fechamento em Belo Horizonte, apontados pela própria Abrasel. Antes da reabertura, ocorrida em agosto, a entidade conseguiu autorização para a reabertura dos estabelecimentos, mas o pedido foi suspenso dois dias depois.

A assessoria de imprensa de Xavier respondeu, pelo WhatsApp, que o próprio Kalil teria reconhecido que Belo Horizonte teve a maior quarentena do mundo. A assessoria também citou o presidente da Abrasel como fonte da informação e disse que a entidade mostrou um banner com esse dado em uma manifestação.

João Vitor Xavier aparece sorrindo com um microfone na mão
João Vitor Xavier (Cidadania), candidato à prefeitura de Belo Horizonte - Reprodução/Facebook

"Ele [Alexandre Kalil] deu uma entrevista dizendo que colocaria 7 mil respiradores em Belo Horizonte. Não colocou"
João Vítor Xavier (Cidadania), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 6 de outubro de 2020

FALSO Em março, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse que a capital mineira teria capacidade de colocar simultaneamente 7 mil pacientes nos respiradores, não que iria adquirir essa quantidade de equipamentos.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Belo Horizonte informou, em nota, que no Hospital Municipal Dr. Célio de Castro, em 2019, eram 111 respiradores e atualmente são 125 equipamentos. Já o hospital Odilon Behrens contava com 108 respiradores no passado e agora tem 128.

Segundo dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), de agosto de 2020, a capital mineira tem 1.783 respiradores disponíveis, nas redes pública e privada. Em março, o secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, declarou que a capital precisaria adquirir mais 300 unidades.

A assessoria de imprensa de Xavier respondeu, pelo WhatsApp, que o prefeito Kalil anunciou a compra dos respiradores em reportagem do jornal O Tempo de 25 de março. O texto, contudo, é o que fala sobre a capacidade de colocar 7 mil pacientes nos aparelhos.


"Na última eleição, o Romeu Zema tinha 4% uma semana antes da eleição e ganhou"
João Vítor Xavier (Cidadania), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 6 de outubro de 2020

EXAGERADO Cinco dias antes das eleições de 2018, de acordo com o Datafolha e o Ibope, Romeu Zema (Novo), atual governador de Minas Gerais, tinha 9% e 10% das intenções de voto, respectivamente. Mesmo considerada a margem de erro, de 3 pontos percentuais para mais ou para menos no Datafolha e de 2 pontos no Ibope, Zema teria 6% e 8% das intenções de voto. Mais, portanto, do que os 4% citados por Xavier durante a sabatina. Nas duas pesquisas, Zema ocupava a terceira posição, atrás do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) e do então governador Fernando Pimentel (PT).

O empresário alcançou 42,74% dos votos no primeiro turno da disputa, superando Pimentel, que teve 23,12%. O segundo lugar ficou com Anastasia, que teve 29,05%. Três semanas depois, no dia 28 de outubro de 2018, Zema foi eleito governador de Minas Gerais com 71,8% dos votos válidos contra 28,2% do tucano.

A assessoria de imprensa de Xavier respondeu, pelo WhatsApp, que a frase do candidato ilustra "um modo de dizer" e que a margem de erro de pesquisas desse tipo costuma ser de 3 pontos porcentuais.


"Percentualmente, a pior avaliação [do Ideb] nas 26 capitais do Brasil fora o Distrito Federal, foi a de Belo Horizonte. A nossa nota foi a que percentualmente oscilou de maneira pior nos últimos quatro anos"
João Vítor Xavier (Cidadania), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 6 de outubro de 2020

VERDADEIRO, MAS O Ideb da rede municipal de Belo Horizonte teve a pior variação entre as capitais nos últimos quatro anos, mas apenas se forem considerados os anos iniciais do ensino fundamental. A cidade obteve nota 6 em 2019, contra 6,1 em 2015 – o que indica uma queda de 1,6% no período. O desempenho foi igualmente ruim em Florianópolis (SC), que também apresentou redução de 1,6% (de 6,1 para 6).

Nos anos finais do ensino fundamental, contudo, Belo Horizonte foi a terceira capital com pior variação no Ideb. A nota da rede municipal foi de 4,8, em 2015, para 4,7, em 2019 – uma queda de 2,1%. O resultado foi pior em Natal (RN), que caiu 2,8% – de 3,6 para 3,5 – e Porto Alegre (RS), com redução de 2,6% – de 3,8 para 3,7.


"O número de mortes e de contágio [da Covid-19] foi menor aqui em Belo Horizonte [na comparação com outras capitais]"
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 9 de outubro de 2020

FALSO De acordo com dados obtidos pelo projeto Brasil.io sobre Covid-19, Belo Horizonte é a décima capital com mais óbitos (1.287) e a sétima com mais casos confirmados (43.143).

No ranking de óbitos, a capital mineira está atrás São Paulo (12.962), Rio de Janeiro (11.197), Fortaleza (3.871), Brasília (3.106), Salvador (2.766), Manaus (2.662), Recife (2.417), Belém (2.210) e Curitiba (1.315).

Já na lista de casos confirmados, Belo Horizonte está atrás de São Paulo (296.593), Brasília (172.123), Rio de Janeiro (108.704), Salvador (86.551), Manaus (54.292) e Fortaleza (51.710).

Procurada, Carolina não respondeu.

Áurea Carolina (PSOL), então candidata a deputada federal por Minas Gerais, no Teatro Oficina
Áurea Carolina (PSOL), então candidata a deputada federal por Minas Gerais, no Teatro Oficina - Zanone Fraissat - 07.jul.2018/Folhapress

“Nós tivemos redução do quadro de horários da circulação de ônibus [durante a pandemia]”
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 9 de outubro de 2020

VERDADEIRO Em março, a prefeitura de Belo Horizonte reduziu a circulação dos ônibus da capital em 5%, como uma das medidas de enfrentamento à propagação da Covid-19. A redução no número de viagens, contudo, chegou à 30% por causa de uma decisão unilateral das empresas responsáveis pelas linhas. A medida causou aglomeração de pessoas nos veículos e foi alvo de críticas do prefeito Kalil, que pediu desculpas à população.


"[Antes da pandemia, Belo Horizonte apresentava] Alta no desemprego"
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 9 de outubro de 2020

VERDADEIRO De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Trimestral, do IBGE, Belo Horizonte registrou um aumento de 35 mil pessoas desempregadas no primeiro trimestre de 2020 (janeiro, fevereiro e março), em relação ao último trimestre de 2019. Segundo os dados, no 4º trimestre do ano passado havia 149 mil pessoas desempregadas na capital mineira, enquanto no 1º trimestre deste ano eram 184 mil. A taxa de desocupação passou de 10,2% para 12,8% no período.

Os números também são superiores aos do 1º trimestre de 2019, quando havia 178 mil pessoas desempregadas na capital mineira. Na época, a taxa de desocupação era de 12,5% na cidade, segundo a Pnad Contínua Trimestral.


"Foi prometido [pela prefeitura] que nós teríamos uma estrutura, com hospitais de campanha, mas os únicos hospitais de campanha que surgiram em Belo Horizonte foram do governo do estado e do terceiro setor"
Bruno Engler (PRTB), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 5 de outubro de 2020

VERDADEIRO Em abril, a prefeitura de Belo Horizonte informou que estava negociando a instalação de um hospital de campanha no estádio Mineirão, na Pampulha. Entretanto, dias depois, Kalil desistiu do projeto após uma disputa política com o governador Zema. Depois, Kalil afirmou que foi uma boa escolha não ter aberto hospitais de campanha na capital.

A única estrutura em Belo Horizonte foi instalada pelo governo do estado, em julho, com apoio de doações da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e de empresários. A unidade de saúde foi desativada, sem nunca ter sido usada.

Bruno Engler, candidato do PRTB a prefeito de Belo Horizonte
Bruno Engler, candidato do PRTB a prefeito de Belo Horizonte - Assembleia Legislativa de Minas Gerais

“Aqui em Belo Horizonte, os cinco melhores colégios estaduais são colégios da Polícia Militar”
Bruno Engler (PRTB), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 5 de outubro de 2020

FALSO De acordo com dados do Ideb de 2019, apenas dois colégios da Polícia Militar (PM) de Minas Gerais estão entre os cinco melhores colocados no ranking dos anos iniciais do ensino fundamental em Belo Horizonte. São eles: o Colégio Tiradentes Minas Caixa, com nota 7,6, em terceiro lugar, e o Colégio Tiradentes Argentino Madeira, com 7,4, em quinto lugar.

O ranking é liderado pela Escola Estadual Duque de Caxias, com nota 8,2, que não é da PM. As escolas estaduais Madre Carmelita (7,8) e Marechal Deodoro da Fonseca (7,6) completam.

Nos anos finais do ensino fundamental, apenas o Colégio Tiradentes Minas Caixa aparece entre as cinco melhores instituições. A escola, que é da PM, teve nota 5,8 no Ideb em 2019 e ocupa o quinto lugar. A primeira é a Escola Estadual Pedro II (6,1), seguida por Ordem e Progresso (6,0), Getúlio Vargas (5,9) e Margarida Brochado (5,9).

No ranking do ensino médio das escolas estaduais, a média mais alta do Ideb foi a do Colégio Tiradentes Nossa Senhora das Vitórias, que é da PM (5,5). Em seguida aparecem a E. E. Maestro Villa Lobos (5,4), a E. E. Isabel da Silva Polck (5,0), a E. E. Padre João Botelho (5,0) e a E. E. Pedro II (4,8)

Procurado, Engler não respondeu.


“(...) Na avenida Bandeirantes (...) um vendedor foi preso mesmo seguindo todos os protocolos de segurança do Ministério da Saúde (...) porque estava vendendo espetinho"
Bruno Engler (PRTB), candidato a prefeito de Belo Horizonte, na sabatina feita pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, em 5 de outubro de 2020

FALSO​ O comerciante filmado em um tumulto com a Guarda Municipal de Belo Horizonte na porta de um bar, em julho, foi preso por não seguir os protocolos de segurança estabelecidos pela prefeitura. De acordo com a Guarda, os proprietários do estabelecimento vendiam cerveja e outros produtos a clientes que se aglomeravam em sua porta sem o uso de máscaras, que é obrigatório.

O comerciante foi detido e encaminhado à Ceflan 3 (Central de Flagrantes da Polícia Civil), na região do Barreiro. Segundo a Guarda Municipal, ele havia sido orientado outras quatro vezes sobre as regras de funcionamento do decreto do prefeito Kalil em meio à pandemia do novo coronavírus. Por causa da reincidência, os alvarás de funcionamento e localização foram recolhidos.

Procurado, Engler não respondeu.

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