Descrição de chapéu São Paulo

São Paulo apresenta Daniel Alves com recado de Messi e superprodução

Festa lotou o Morumbi e teve ídolos do clube como Raí, Lugano, Luis Fabiano e Kaká

Toni Assis
São Paulo

Um clima de superprodução, com direito a telão, estádio lotado com 44.268 torcedores e gritos de incentivo marcou a apresentação do jogador Daniel Alves, 36, no São Paulo. Queima de fogos, fumaça no gramado e canhões de luz compuseram o cenário para a entrada do reforço são-paulino no gramado do Morumbi.

Empolgada, a torcida fez a sua parte nas arquibancadas. Entoou, entre outros gritos, o "olê lê, olá, lá, Dani Alves vem aí e o bicho vai pegar". Depois, emendou o hino do clube e ainda gritou o nome de RaÍ, diretor de futebol que foi um dos responsáveis pela aquisição. Antes de o jogador entrar em campo, foi exibido ainda no telão depoimento de atletas do elenco atual dando as boas-vindas ao novo reforço.

No gramado, Daniel Alves entrou iluminado por um canhão de luz e muita festa. Ele recebeu a camisa 10 de Kaká e, quando a vestiu, levou novamente a torcida são-paulina ao delírio. "Eu sonhei com esse momento e o momento chegou. Essa é a primeira camisa que eu visto de um clube que eu sou torcedor", disse Daniel Alves. Outro ex-ídolo a pisar no gramado para participar da festa foi Luis Fabiano, que teve o seu nome cantado pela torcida. 

Daniel Alves em apresentação no São Paulo
Daniel Alves em apresentação no São Paulo - Rubens Cavallari/Folhapress

As mensagens de boas-vindas, no entanto, não tinham acabado. A diretoria preparou vídeos com atletas de calibre internacional que foram exibidos no telão. O volante Casemiro e o zagueiro Miranda, companheiros de Dani Alves na seleção brasileira não foram os únicos. O argentino Lionel Messi e o uruguaio Luis Suárez também deram seu recado. Por fim, a atacante Cristiane, da seleção brasileira feminina e do time feminino do Tricolor, desejou sorte ao jogador. Assim como Juanfran, recém-contratado, que deu seu recado ao lateral.

Após as homenagens, Daniel foi fazer a festa com a torcida e chutou algumas bolas da beira do gramado para as arquibancadas, sendo festejado a cada bola alçada para a galera. 

Antes, na coletiva realizada no salão nobre do Morumbi, Dani Alves deu o tom do que estava por vir ao declarar seu amor pelo São Paulo.

"Realizando um sonho de criança. Esse momento chegou. O que tenho a dizer é que hoje eles não estão contratando um jogador, mas um torcedor do clube. Aquele que se emocionou com o Raí e outros nomes. Müller, Cafu e por aí vai. Muitas emoções", afirmou o jogador.

Apesar da condição de ídolo internacional, Daniel Alves pregou simplicidade para seu início no São Paulo. "Não quero o rótulo de maior contratação da década. Outros jogadores maiores do que eu voltaram para o Brasil. O Romário foi maior do que eu. Não quero criar uma expectativa que eu não possa cumprir. O que eu quero é oferecer", falou o atleta.

A camisa 10, que vai ser usada pelo jogador, também entrou na pauta. "Claro que é uma referência. Foi do Raí. Mas cheguei aqui e o número estava solto. Não quero tomar o lugar de ninguém, mas quero ajudar muito esse clube", disse Daniel Alves.

A Copa do Mundo de 2022 também foi assunto na coletiva. Segundo o atleta, que tem 40 títulos no currículo, ele ainda tem muito o que fazer no futebol.

"Tenho o objetivo de jogar a próxima Copa. E isso passa por estar em um clube que acredita em mim. O clube apostou num jogador de uma certa idade. Venho para o São Paulo para dar resultado. Não estou aqui para encerrar a carreira", afirmou.

Sobre o poderio financeiro de Palmeiras e Flamengo, Dani Alves fez questão de falar que isso não faz muita diferença. "Dinheiro é uma coisa e clube é outra. O São Paulo está vivendo um momento de transição para cima. Venho para ajudar e acho que o clube deve sempre ser considerado candidato aos títulos."

No final, ele ainda cogitou a sua participação no clássico de sábado contra o Santos, líder do Campeonato Brasileiro. "Olha, eu queria participar uns minutinhos sim, mas aí depende deles. Seria bom, sim".

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