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18/10/2006 - 02h30

Eleições



"Causa-me indignação ver que o presidente da República, que exerce o maior cargo de autoridade do país, pode exercer sua função, e, ao mesmo tempo, se dar ao luxo de fazer campanha. Assim como o Serra, e também o seu próprio adversário, o Alckmin, o presidente deveria passar o cargo ao seu sucessor para poder disputar a reeleição.
Como podemos ter a certeza de que o presidente, no seu horário de trabalho, está realmente trabalhando, e não negociando com partidos, ou mesmo gravando programas eleitorais para o rádio e para a TV?"

MARIA CRISTINA FONTANELLI (São Paulo, SP)



"Os partidos de oposição erram ao atacar a Polícia Federal e o ministro Márcio Thomaz Bastos sobre esse famigerado dossiê, quando deveriam mostrar as propostas de seu candidato ao governo. Mostram desespero e dão munição a Lula. Focaram sua estratégia nos escândalos, demonstrando que não possuem realmente um plano para desenvolver o país. O pior de tudo é ver a imprensa fazer o jogo da oposição."

MARA FERNANDES DA SILVA (São Paulo, SP)




Aborto



"Parabéns à Folha pela série 'Candidatos em 20 pontos', com a discussão de temas tão importantes para a sociedade brasileira. Em relação ao aborto, a quem interessa mantê-lo criminalizado, contribuindo para manter a hipocrisia da sociedade em relação à questão? Às clínicas clandestinas? Aos políticos que têm medo de enfrentar a discussão do tema e perder votos?
Educação sexual e planejamento familiar efetivo são vitais para enfrentar a problemática e garantir a vivência saudável da sexualidade, mas uma gravidez inesperada sempre pode acontecer. Cabe ao Estado garantir o direito de mulheres e casais de fazerem suas escolhas. Manter o aborto criminalizado só contribui para aumentar o número de mortes de mulheres _na sua maioria, pobres e negras_ que se submetem a um aborto de forma insegura e ainda são maltratadas nos serviços de saúde."

GILBERTA SANTOS SOARES, secretária-executiva das Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro (João Pessoa, PB)



"Luiz Inácio Lula da Silva não diz toda a verdade ao seu eleitor quando declara que é contra o aborto. Se ele é pessoalmente contra o aborto, o governo dele não é. Segundo diretrizes fixadas pelo PT para o segundo mandato, Lula se compromete a lutar pela 'descriminalização do aborto' no Brasil.
A proposta de liberação do aborto não é novidade no governo Lula. Em 2005, a secretária especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, diretamente subordinada ao presidente da República, encaminhou à Câmara dos Deputados um anteprojeto que estabelecia que 'toda mulher tem o direito à interrupção voluntária de sua gravidez' por ser esse 'um direito inalienável de toda mulher'.
Esse anteprojeto foi anexado pela relatora, deputada Jandira Feghali (PC do B - RJ), a diversas propostas sobre aborto que tramitavam na Casa (de autoria dos petistas José Genoino, Marta Suplicy, Eduardo Jorge e Sandra Starling) e apresentou um substitutivo que, ao revogar os artigos 124, 126, 127 e 128 do Código Penal, passa a permitir o aborto até nove meses de gravidez, ou seja, libera totalmente o aborto! É esse projeto que o PT quer aprovar."

MÍRIAN MACEDO (São Paulo, SP)




Amazônia



"A continuar o sofrível e destruidor cuidado que a equipe do atual governo vem dispensando à Amazônia e ao Pantanal, em breve, o país não terá o que vender, nem doar ('A Amazônia não está à venda', 'Tendências/Debates', 17/10). Pois ninguém irá querer uma terra devastada pelo atual modelo auto-sustentável de exploração desenvolvido pela 'intelligentsia do PT', que, segundo dados do Inpe, vem contribuindo para uma brutal devastação da região, ao ritmo de uma Bélgica por ano, por concessões de exploração a garimpos, madeireiras e empresas marítimas."

EDVALDO ANGELO MILANO (Limeira, SP)




Privatizações



"Li com interesse o texto do sr. Benjamin Steinbruch, 'Discussão envergonhada' (Dinheiro, 17/10). Interessantes esses defensores das privatizações. Não discuto os resultados operacionais nas empresas que foram privatizadas, mas questiono alguns itens que nunca são abordados por esses senhores. São eles: a) a dívida pública explodiu na época FHC. Foi de uns R$ 134 bilhões a cerca de R$ 700 bilhões ao fim de oito anos. As privatizações, nesse contexto, só foram usadas para diminuir esse rombo causado por uma política monetária e cambial desastrosa; b) os contratos de privatização foram, em alguns casos, um desastre. Permitiram um aumento de tarifas absurdo _é só olhar os aumentos nos setores de telefonia, eletricidade, água e nos pedágios das rodovias.
Esses senhores também não costumam citar os efeitos negativos na balança de pagamentos do país, uma vez que, como várias empresas foram vendidas para grupos estrangeiros (muitas com benesses do BNDES), aumentou o envio de lucro para o exterior."

FELÍCIO LIMEIRA DE FRANÇA FILHO (Campinas, SP)




Médicos



"No texto 'As Profissões: 3 - Os médicos', João Sayad conseguiu sintetizar a função do médico na sociedade brasileira: cuidar de doentes. Dos ricos, com todos os recursos que a moderna medicina oferece. Dos pobres, com toda a angústia e sofrimento de quem se vê impotente perante a problemática social que teima em interferir em sua prática profissional. De qualquer maneira, constatamos que ainda não invertemos o modelo assistencial neste país, centrado na doença, e não na saúde.
Só poderemos 'comemorar' o Dia do Médico quando a sociedade passar a nos enxergar como aqueles que ajudam as pessoas a não adoecerem, e não os que precisam de doentes para ganhar dinheiro. Cuidar de doentes é inerente à nossa profissão, porém, cuidar de pessoas é muito mais gratificante, principalmente quando as ensinamos a evitar a dor e o sofrimento."

JOSÉ ELIAS AIEX NETO, médico (Foz do Iguaçu, PR)




Inclusão



"A reportagem ' Juiz decide que escola privada pode vetar criança com Down' (Cotidiano, 17/10) deixa clara a idéia do nível de desinformação de educadores, pessoas ligadas à área jurídica e outros profissionais. A alegação de 'falta de preparo' por parte de educadores para receber alunos com deficiências é inconsistente - buscar informação é dever de todos e obrigação em algumas profissões, especialmente aquelas que têm como material de trabalho o ser humano.
O dia em que todos estiverem abertos à diversidade, aí, sim, poderemos falar em real inclusão."

TÂNIA REGINA LEVADA NEVES, doutora em educação especial pela Universidade Federal de São Carlos (Ribeirão Preto, SP)




Nobel da Paz



"Em um mundo cada vez mais capitalista, onde não existem postos de trabalho para todos, que tal se as nossas instituições - públicas e privadas - seguissem o exemplo do Banco Grameen, o 'banco dos pobres', incentivando a produção na tentativa de diminuir as altas taxas de juros dos bancos e os programas paternalistas do Estado, ou seja, ensinando a pescar em vez de dar o peixe?"

ALEXANDRE PONTIERI, advogado (São Paulo, SP)
 

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