China deve liberar exportação de carne processada do Brasil

Protocolo de farelo de algodão também pode ser assinado por Bolsonaro e Xi Jinping

Raquel Landim
Pequim

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o dirigente chinês Xi Jinping devem assinar nesta sexta-feira (25) protocolos sanitários para liberar a exportação de farelo de algodão e de carne termo processada (carne cozida congelada, enlatada e "beef jerky", que é semelhante ao charque).

Outros temas que estavam em negociação pelas delegações brasileira e chinesa ainda não foram solucionados: farelo de soja e frutas (melão brasileiro e pera chinesa).

Carnes do açougue De Betti, em São Paulo - Keiny Andrade - 20.ago.19/Folhapress

O mais provável é que os protocolos sanitários desses outros produtos só sejam firmados no início de novembro, quando Xi Jinping estará em Brasília para o encontro dos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O farelo de soja —um dos produtos de maior interesse do Brasil— é o assunto mais complicado. Segundo apurou a reportagem, o governo chinês está fazendo exigências superiores aquelas previstas na legislação brasileira em controles de insetos e pragas.

“Foi um bom resultado. Eu não tinha expectativa maior nem menor do que isso”, disse à Folha a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Desde o início da viagem, havia uma expectativa de que os “ganhos” no setor agrícola fossem divididos entre as visitas de Bolsonaro a China e Xi Jinping ao Brasil.

A ministra também entregou ao governo chinês os documentos necessários para a habilitação de mais 22 plantas frigoríficas, o que deve ocorrer ao longo das próximas semanas. “Agora estabelecemos um canal direto”, afirmou.

O setor de carnes é um dos que tem mais ganhos na exportação para a China. Os preços estão muito altos por causa da peste suína, que dizimou cerca de 40% do rebanho de porcos. 

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