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Ex-agente de modelos ligado a Jeffrey Epstein é encontrado enforcado na prisão

Francês Jean-Luc Brunel era acusado de estupro e agressão sexual

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Paris | AFP e Reuters

Jean-Luc Brunel, um ex-agente de modelos francês detido em dezembro de 2020 acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual, foi encontrado enforcado em sua cela em Paris nesta sexta-feira (18).

O nome de Brunel apareceu em um inquérito dos Estados Unidos sobre o caso do bilionário americano Jeffrey Epstein, acusado em julho de 2019 de organizar uma rede de exploração sexual de mulheres. Um mês depois, o empresário também foi encontrado morto em sua cela –de acordo com a autópsia, ele se suicidou.

Brunel, que era amigo de Epstein e fundou uma agência de modelos com o bilionário americano, foi preso em dezembro de 2020 no aeroporto Charles de Gaulle, quando estava prestes a voar para Dacar, no Senegal. Ele foi acusado de assédio sexual e estupro de menores de 15 a 18 anos na França –o que ele sempre negou.

A promotoria de Paris abriu uma investigação sobre a causa da morte.

Documentos da Justiça americana sugerem que Brunel agenciava garotas para a rede de exploração sexual de Epstein, enviando-as da França para os EUA e prometendo a elas, em troca, contratos como modelo.

Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes no processo de Epstein e pivô no escândalo envolvendo o príncipe britânico Andrew, disse que foi forçada a fazer sexo com Brunel.

O francês também foi considerado testemunha de atos de "tráfico de pessoas agravado, em prejuízo de vítimas menores para fins de exploração sexual".

Meninas de 14 anos

Jeffrey Epstein trabalhou no banco de investimento Bear Stearns por seis anos, antes de abrir sua empresa, em 1982, para administrar o patrimônio de clientes muito ricos.

Seu círculo de amigos e conhecidos incluía figuras de destaque, entre as quais os ex-presidentes americanos Donald Trump e Bill Clinton, o príncipe Andrew, do Reino Unido, e Leslie Wexner, magnata dos negócios e dono da Victoria's Secret e outras marcas de varejo.

O empresário era acusado de tráfico sexual de menores e de conspiração criminosa para traficar menores para explorá-los sexualmente, duas acusações passíveis de punição com um total de 45 anos de prisão.

Segundo a acusação, ele teria levado adolescentes, algumas delas com apenas 14 anos, para suas residências em Manhattan e em Palm Beach, na Flórida, entre 2002 e 2005, "para participar de atos sexuais com ele, depois dos quais lhes dava centenas de dólares em dinheiro".

"Também pagava algumas de suas vítimas para recrutarem mais meninas para serem abusadas", apontou a promotoria. Epstein negava as acusações.

Sua namorada, a socialite britânica Ghislaine Maxwell, foi condenada pela Justiça dos EUA em dezembro do ano passado por ajudar Epstein a abusar sexualmente das adolescentes.

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