Leitores repercutem texto da Ilustríssima sobre Olavo de Carvalho, ideólogo de Bolsonaro

Manipulação genética de bebês na China também gera cartas; debate é considerado relevante, mas improvável

Ilustríssima

Excelente o artigo de Ruy Fausto “Desconstruindo Olavo de Carvalho” (Ilustríssima, 2/12). Só conhecia o dito “filósofo” de nome, sabendo de sua vertente ideológica. Mas ao ler a entrevista concedida à Folha, fiquei impactado pelo seu desvario.

Paulo Cesar Ribeiro Galliez (Rio de Janeiro, RJ)

 

Ruy Fausto inventariou fitos do astrólogo, influenciador e líder do empreendedorismo ideológico. Ao citar membros de um dos monopólios do poder coonestando o macartismo-olaviano, constata algo estarrecedor: a contaminação em instâncias estatais. Tempos tenebrosos se descortinam.

Marcelo Pedro de Arruda (São Paulo, SP)

 

Gostaria de ler na próxima Ilustríssima o professor Olavo de Carvalho; tenho certeza que será mais divertido do que o texto deste domingo.

Claudir José Mandelli (Tupã, SP)


WhatsApp

Pensei que a Folha jamais conseguiria provar que houve as tais mensagens forçadas a favor e contra candidatos no WhatsApp, mas parece que me enganei. Chama a atenção como os bandidos conseguem tão facilmente o cadastro de idosos.

Ademir Valezi (São Paulo, SP)

 

Celulares usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa
Celulares usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa - Reprodução

 

Com todas as provas documentais e evidências de fraudes da empresa Kiplix no disparo de mensagens antes da eleição, a Polícia Federal e o Ministério Público já providenciaram busca e apreensão naquela empresa e nas suas congêneres?

Antonio Carlos Orselli (Araraquara, SP)


Coreia do Norte

Parabéns à Folha pela reportagem sobre a Coreia do Norte. Muitas perguntas que eu sempre quis fazer me foram agora respondidas. Obrigada.

Cynthia Taliberti (São Paulo, SP)

 

Parabéns à grande reportagem e fotos de Ana Estela de Sousa Pinto sobre a enigmática Coreia do Norte. A tristeza fica evidente nas imagens, pois nelas o único a sorrir sempre é o ditador Kim Jong-un.

André Pedreschi Aluisi (Rio Claro, SP)


Tendências / Debates

Ao ler o artigo de Onyx Lorenzoni, um moralista seletivo implicado em esquemas de caixa dois, lembrei-me da caneta arguta de George Orwell. Seguindo o enredo de 1984, o próximo passo do governo eleito será criar o Ministério da Verdade.

Cesar B Rocha (Woods Hole, Massachusetts, EUA)

 

Vejo com apreensão o emprego exaustivo do termo “verdade” nos discursos do presidente eleito e dos que o assessoram. Onyx Lorenzoni a coloca como fio condutor das mudanças necessárias ao Brasil, como se fosse possível emoldurá-la, subjetiva que é, a partir de uma só perspectiva. Sempre que se tentou custodiar a verdade, resultados foram desastrosos. Que o Estado não pretenda tutelar minhas verdades.

Felipe Novaes (Rio de Janeiro, RJ)


Indulto

Num país onde crime e impunidade são considerados os maiores problemas da nação, como um presidente ousa escancarar as portas das cadeias para que os criminosos saiam às ruas depois de ter cumprido apenas um quinto de suas penas?

Jorge Alberto Nurkin (São Paulo, SP)


Violência

São Paulo deveria, a exemplo de Bogotá, na Colômbia, baixar lei que torne obrigatória a inscrição da placa da motocicleta na parte traseira do capacete do condutor e também do carona. Ajudaria na fiscalização de infrações e na identificação de casos de violência.

Luis Antonio Leite Arruda (Sorocaba, SP)


Colunistas

Cristovão Tezza nos conta que nas férias entre um romance e outro, conversando com amigos e ajudado por uma boa cerveja, cria “teorias de boteco”, como a separação de ficcionistas entre fabuladores e reflexivos, assunto deste domingo. Torço para que não lhe faltem amigos nem cerveja, a fim de que nós continuemos a ser brindados com suas crônicas.

Márcio Augustus Ribeiro (Vinhedo, SP)

 

Concordo com Hélio Schwartsman em “Neofrankenstein”, sobre o experimento do chinês He Jiankui, que anunciou o nascimento de gêmeas com DNAs modificados. A ciência deve ser usada para o benefício dos seres vivos e não há significado em sermos reféns da natureza, caso esta possa nos abrir portas para efeitos prejudiciais que podemos evitar.

Durayd El Droubi (Colina, SP)

 

A discussão ético-científica trazida por Hélio Schwartsman é pertinente, como sói ser a este colunista. A separação entre fé e fato e entre crença e ciência ficará cada vez mais difícil, especialmente sob o império da ignorância que se forma. Se não conseguimos tratar questões como drogas e aborto à luz da saúde pública, o que se dirá de técnicas genéticas avançadas?

Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)


Judiciário

É estranha a comparação entre o juiz brasileiro e o sueco (“A modesta vida dos juízes do Supremo da Suécia, sem auxílio-moradia nem carro com motorista”, Mundo, 2/12). Na Suécia, todos os serviços são pagos pelo Estado, como escola do filho e assistência médica. No Brasil, se um juiz for ao fórum criminal de bicicleta, poderá ser morto por uma facção.

Carlos Henrique Abrão (São Paulo, SP)

 

Excelente o artigo de André Singer (“Sem Limites?”, Opinião, 1º/12) chamando a atenção à prisão midiática do governador do RJ. Faltou dizer que a prisão de políticos constitui, nos dias de hoje, mercadoria preciosa aos profissionais de polícia, Ministério Público e Judiciário.

Oscar Mellim Filho (Campinas, SP)


PT

Interessante e desafiadora a postura do PT (“Cúpula do PT recua e exclui autocrítica de texto sobre rumos da sigla”, Poder, 2/12): erra, persiste no erro e se convence de que está certo, em que pese a dura realidade que o conduz ao tronco do abate político. Em que mundo vivem Lula, Gleisi Hoffmann e os acólitos da seita “Eu sou uma ideia”?

Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, BH)

 

Ao conquistar o poder, o PT embarcou nas velhas práticas reinantes, por não resistir à ganância de se perpetuar. Daí o ódio avassalador que fez surgir e que nos fez rumar a um governo extremista e temerário. Que Haddad tenha a capacidade de se desvencilhar dos desusados discursos petistas, apresente proposta inovadora e vá além.

Anete Araujo Guedes (Belo Horizonte, MG)

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