'Nem azul nem rosa, a esquerda quer 50 tons de cinza', diz leitor

Ministra Damares Alves afirmou ter iniciado uma 'nova era no Brasil'

Ideologia

Muitos “desse governo aí” falam em acabar com a doutrinação ideológica (“Discurso de posse foi pura ideologia, dizem intelectuais”). Alguém precisa explicar para eles o significado de ideologia. E que não existe governo sem ideologia.

Luiz Siqueira (Palmas, PR)

 

O iliberalismo do PT e aliados patrimonialistas, para ficar só no campo ideológico, estava destruindo o Brasil em plena luz do dia. Além disso, Jair Bolsonaro venceu a eleição e é natural que queira moldar as instituições a partir de sua visão de mundo, que se filia à tradição judaico-cristã (“Mito ideológico”, de Marcos Augusto Gonçalves). A direita conservadora ganhou nas urnas —qual é o galho?

André Oliveira (Belém, PA)


Religiões

Jair Bolsonaro disse em seu discurso que devemos cultuar nossa tradição religiosa, que, em sua opinião, é judaico-cristã. Isso é absolutamente preconceituoso. Esqueceu-se de dizer que precisamos continuar vendendo carne e outros produtos de nossa pauta de exportações para muçulmanos, budistas e tantos outros tradicionais clientes. 

Humberto Mendes (São Paulo, SP)

Azul e rosa

Acredito que, se os meninos vestirem azul e as meninas vestirem rosa, os problemas brasileiros serão reduzidos a níveis finlandeses (“‘Menino veste azul e menina veste rosa’, diz ministra Damares Alves”).

Camila Lopes (São Paulo, SP)

 

Ridícula a “polêmica” criada por causa de uma frase simbólica. O que se quer dizer é que, para este governo e para a maioria que o elegeu, acabou a ideologia de gênero, ou seja, menino é menino e menina é menina. A cor é simbólica. Não necessariamente se está impondo um matiz cromático. Atualmente, não é mais importante o que se fala, porém quem fala. A mediocridade está imperando.

Fernando Jorge Nunes (Salvador, BA)

 

O que a esquerda quer não é nem azul nem rosa, mas 50 tons de cinza para ambos.

Alexandre Matone (São Paulo, SP)

Discurso de Ernesto Araújo

Raul Seixas deve ter se levantado do túmulo (“Novo chanceler cita Raul Seixas e diz que não vai trabalhar por ordem global”). O seu fantasma aparecerá para o ministro para dizer que não é essa a sociedade alternativa que ele queria. 

Fauzi Salmem (Rio de Janeiro, RJ)

 

Amor, amor e mais amor. Se isso der casa, comida, educação e saúde, milhões de brasileiros vão saltar de contentes.

Pedro José Barbosa Monteiro (Acaraú, CE)


Sistema S

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do governo Bolsonaro, confia que os empresários aplicarão em geração de empregos os recursos obtidos com a redução de alíquotas do Sistema S (“Por empregos, é preciso queimar gorduras, diz futuro secretário”). Não há, portanto, motivo de ânimo para os desempregados. Uma política de geração de empregos deve ser baseada não em crenças, mas em experiências anteriores concretas.

Paulo Roberto Kiyoto Matsushita, servidor federal (Jundiaí, SP)


Mudanças na educação

O discurso de posse do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez,  lembrou-me de um filme dublado em que um oficial da SS faz uma pregação com tons persecutórios, com aquele sotaque arrevesado que os dubladores gostam de inventar. Assustador (“Vélez nomeia ex-alunos para cargos de chefia na Educação”).

Flávio Madureira Padula (São Paulo, SP)

 

É preciso reconhecer que a educação no Brasil é um desastre. Não funciona, não educa. Os que criticam as iniciativas do novo governo estiveram em posição de resolver o problema, mas apenas provaram que são parte dele: as ideias que têm guiado a educação brasileira não funcionam para educar, só servem para criar militantes lobotomizados (“Ministro desmonta secretaria de diversidade e cria a de alfabetização”).

Flávio Rezende de Carvalho (Rio de Janeiro, RJ)

 

Lendo o Painel do Leitor desta sexta, pergunto-me: se alguém que se apresenta como professor diz “chega de utopia”, o que moverá a educação do país? Ou, dito de outra forma, em que país do mundo a educação abre mão da utopia?

José Arnaldo Favaretto, médico e professor (Ribeirão Preto, SP)


Posse e porte de armas

Armas são feitas para matar. Com isso, logicamente, se há maior quantidade de armas, haverá maior quantidade de mortes. É isso que se apresenta, em prol dos lucros da indústria armamentista (“Além da posse, Bolsonaro quer porte mais fácil e limite de arma por pessoa”).

Alexandre Miquelino Levanteze (Campinas, SP)

 

A arma do cidadão de bem é para sua defesa pessoal. Resolver questões de segurança pública é problema do Estado. Dizer que o cidadão não precisa de arma para sua defesa porque há a polícia é o mesmo que sustentar que extintores em prédios e veículos são dispensáveis porque existe o Corpo de Bombeiros.

Waldyr Velloso Almeida Filho (Anápolis, GO)


Woody Allen e Kevin Spacey

Extremamente correto e atual o texto de “Kevin Spacey e Woody Allen não merecem ser jogados no limbo”, de Miguel de Almeida. Perseguições oportunas misturadas à obliteração de talentos só prejudicam a arte. O mundo estará pior sem Woody Allen e Kevin Space, vide o último episódio de “House of Cards”. 

Persio Pisani (São Paulo, SP)


Metrô

Tratada com sensacionalismo, a reportagem prima pela contradição entre título e texto (“Metrô leva 
1h até autorizar busca de Luan em túnel da linha 1-azul”
). A informação principal está errada. A ocorrência foi informada e as buscas pela estação e proximidades se iniciaram um minuto depois. Foi adotado um conjunto de providências para desernegização das vias e parada dos trens com segurança viabilizando a entrada das equipes no túnel, o que não é imediato. Portanto, não houve demora de 61 minutos e sim uma sequência de ações previstas em protocolo de segurança.

Paulo Menezes, presidente do Metrô 

Resposta do jornalista Fabrício Lobel Não há erro nem contradição. A partir do momento em que foi informado sobre a perda do menino de seus familiares, o Metrô de SP levou 61 minutos até autorizar as buscas no túnel.


PARTICIPAÇÃO

Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para leitor@grupofolha.com.br.​​

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.