Grandes tragédias têm raiz em descaso de autoridades, comenta leitor

Pra leitores, tragédias no centro de treinamento do Flamengo e em Brumadinho poderiam ter sido evitadas

Candidata laranja

Nenhuma denúncia contra Bolsonaro foi tão grave como a apresentada neste domingo (10) pela Folha. É contra seu partido, que fez campanha montada na honestidade; envolve o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno; envolve o presidente do PSL, Luciano Bivar. A reportagem é documentada e ajuda a derreter a imagem ética.

Silvio de Barros Pinheiro (Santos, SP)


Incêndio no Ninho do Urubu

Mais um absurdo inenarrável no Brasil, vitimando crianças e seus sonhos de serem ídolos no país do futebol e das tragédias. Curioso notar que o caderno Esporte saiu do seu já conhecido apequenamento para noticiar algo triste e funesto.

Gustavo Lorenzi de Castro (São Paulo, SP)

 

Um anjo esperando os outros dez para iniciar a pelada... Meus olhos estão úmidos, meu coração está na garganta. Mil palavras não passariam essa mensagem. Jean Galvão se superou (cartum, Opinião, 10/2).

Sérgio Aparecido Nardelli (São Paulo, SP)


Tragédias

As grandes tragédias, como acidente da TAM, boate Kiss, Mariana, Brumadinho e Flamengo, têm as mesmas raízes: descaso das autoridades; conivência do poder Judiciário com corrupção e crime; ganância de empresas; banalização da violência; desvalorização da vida.

André Luis Coutinho (Campinas, SP)

 

O culpado nessa série de tragédias é o “Deus dinheiro”. É o pobre que acaba morando nas encostas dos morros, nas várzeas, nas margens inundáveis de rios ou em outros locais perigosos. E aqueles que detêm o vil metal tendem a fazer tudo que propicie o rápido acúmulo, subornando fiscais, burlando o Fisco, comprando dirigentes.

Carlos Gonçalves de Faria (São Paulo, SP)


Colunistas

André Singer apelou em seu último artigo (“De mãos amarradas”, Opinião, 9/2). Se tivesse apenas se restringido à defesa de Lula, não teríamos nossa inteligência insultada, mesmo discordando. Mas, ao dizer que Lula é inocente porque há suposta parcialidade em caso sem relação com o dele (o de Flávio Bolsonaro, sem discutir aqui o mérito), aí já é demais. Perde a razão.

Luiz Daniel de Campos (São Paulo, SP)

 

Sempre admirei a inteligência e a cultura do professor Singer. Mesmo contrário à sua filosofia política. Mas, na coluna, faz comparação absurda tentando diminuir um erro com outro. Infantil, decepcionante. Mal comparando: “quebrei o prato, mas Joãozinho quebrou o copo”. A oposição precisa se reestruturar. Pelo bem da democracia.

Érico Pampado Di Santis (Taubaté, SP)


Ciro Gomes

O Ciro tem conteúdo e é bem articulado. Pena que seja desequilibrado. Se tivesse o botão vermelho da bomba atômica, o planeta já teria explodido.

Mário Rubial Monteiro (São Paulo, SP)


Visitas

Ao contrário do que sugere o leitor Werner Mitteregger, entendo que a divulgação das visitas recebidas pelo jornal deva ser mantida, pois é um exercício de transparência através do qual nós somos informados dos contatos mantidos pela Folha, possibilitando que avaliemos sua efetiva pluralidade.

Márcio Augustus Ribeiro (Vinhedo, SP)


Previdência

A reforma da Previdência está sendo mal conduzida. A cada dia há uma nova versão ou discordância entre o presidente e seus mentores. O mais grave é que está sendo feita para agradar o mercado. Vemos a cada dia movimentos especulativos ao sabor das notícias. Os grandes perdedores são o governo e a população.

Iria de Sá Dodde (Rio de Janeiro, RJ)


Receita x Judiciário

O ministro Gilmar Mendes deve estar preocupado com as investigações em expectativa de que localizem os motivos de tantos habeas corpus deferidos. Se nada tem a temer, por que solicitar intervenção do presidente do STF?

Arnaldo Vieira da Silva (Aracaju, SE)

 

O ministro Gilmar Mendes arvora-se contra procedimentos rotineiros da Receita. Profissionais do direito, tanto do setor público como do privado, são refratários a verificações de órgãos de controle, em um corporativismo absurdo.

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

 

Algo a ser feito para ontem é uma reforma do Judiciário. Acabar com a vitaliciedade —juiz deve ser eleito pela comunidade e ter mandato certo— e com as benesses absurdas. Essa gente ganha uma fortuna e tem seu trabalho feito por assessores. A massa do funcionalismo público ganha uma miséria, e só se fala no custo dessa parcela.

Paulo Alves (Rio de Janeiro, RJ)


Viadutos paulistanos

A respeito da reportagem “Prefeitura impõe sigilo à inspeção de pontes e viadutos sob risco em São Paulo”, a prefeitura reitera que não há decretação de sigilo de informação; nunca houve e nunca haverá nesta gestão, que tem a transparência como um de seus princípios basilares. O termo de confidencialidade refere-se à relação entre empresas contratadas e prefeitura. Ao receber informações, a prefeitura irá imediatamente tomar providências, de acordo com o resultado do laudo, e tornará a informação pública. Não há sigilo. Apenas cautela para evitar divulgação de informações incorretas.

Marco Antonio Sabino, secretário de Comunicação da Prefeitura de SP

Resposta da repórter Mariana Zylberkan: Ao impor termo de confidencialidade às empresas que farão as vistorias, a prefeitura fere a transparência à qual se refere em carta. Uma vez que a divulgação de informações sobre pontes e viadutos é restringida pelo viés da fala dos gestores municipais, a fiscalização das obras é prejudicada. 

 

As pontes por onde trafego algumas vezes por semana correm “risco de colapso” e essa informação está sendo colocada sob sigilo pela prefeitura? Escondida, escamoteada dos munícipes? Quem nos protegerá de nossos protetores?

Fernando Knijnik (São Paulo, SP)

 

Três meses antes do acidente, a prefeitura foi avisada pelo DER das fissuras no viaduto de Pinheiros. A marquise do Ibirapuera está ameaçando cair. O Minhocão, com centenas de infiltrações, foi excluído da lista de viadutos a serem vistoriados. A prefeitura, agora, impõe sigilo à inspeção. E a transparência? E a democracia? Os munícipes estão perplexos e consternados.

Marlene Klaiom da Silveira (São Paulo, SP)

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