'Quem perdeu foi o Brasil, não Moro', diz leitor

Câmara tirou da pasta da Justiça o Coaf, que volta para o Ministério da Economia

Protestos neste domingo

As manifestações são essenciais, sejam a favor sejam contra, pois refletem um despertar democrático. Na minha visão, os protestos dos estudantes foram um aviso aos saudosistas que pregam, aos quatro ventos, em tom de ameaça, que “1964 pode voltar”. Pode até voltar, mas a atitude e o sentimento de 1984, com o movimento das Diretas-Já, continuam vivos e fortes nas mentes e corações dos democratas do Brasil (“Qual é o tamanho do exército golpista?”, de Reinaldo Azevedo).

Flávio Vinícius de C. Campos (Rio de Janeiro, RJ)

Fui às megamanifestações na av. Paulista para exigir a saída de Dilma. Votei em Bolsonaro porque sou contra o PT, que, para mim, era e é o mal maior. Sou a favor das reformas e sou contra aqueles que querem fechar o Congresso e o STF, que querem destruir as instituições. Lamento sempre a morosidade de nossa Justiça, que falha porque tarda, e lamento o fato de termos um Congresso com um nível tão baixo, mas a democracia é isso. 

Max Morel (São Paulo, SP)


‘Reforma de japonês’ 

Mais uma demonstração da grosseria que permeia e constitui esse indivíduo (“Bolsonaro diz que Guedes tem que ir à praia se for aprovada uma ‘reforma de japonês’”). E pensar que tem gente que diz que irá sair às ruas para apoiá-lo. Pior são essas pessoas, que não querem abrir os olhos e ver a realidade!

Marcelo Faria (Brasília, DF)


Comparações

Excelente texto (“Medo”, de Demétrio Magnoli)! A comparação entre os medos de FHC, de Lula e de Bolsonaro no exercício do mandato expõe como o atual presidente não entende a grandeza do cargo que ocupa.

Rafael Petermann (São Carlos do Ivaí, PR)


Escolhas no passado

Texto lúcido e racional (“Antes tarde do que nunca”, de Mariliz Pereira Jorge)! É difícil se conter, mas é hora de acolher os arrependidos e segurar a ânsia da crítica, afinal, pior do que ter Jair Bolsonaro no poder uma vez, seria tê-lo duas vezes. Minha única preocupação tem sido exatamente essa: até a próxima eleição, daria tempo de cair a ficha do brasileiro? Espero que sim. E mesmo que isso aconteça, quem tem o mínimo de bom senso sairá dessa com uma mágoa grande por ter conhecido a pior faceta de seu povo.

Adriana Matiuzo (São Paulo, SP)

Alguns leitores têm se manifestado neste espaço argumentando que um provável governo petista seria ainda pior que o atual governo Bolsonaro. Eu já penso de forma diferente. Entre um professor da USP e um candidato que passou décadas como parlamentar sem apresentar nenhum serviço à população e com sinistras relações com a milícia carioca, sempre optarei pela primeira opção.

Alexandre Santos Gonçalves, publicitário (São Paulo, SP)


Combate a notícias falsas

O único antídoto para o problema das fake news é o mesmo que livrava os mais velhos dos efeitos dos boatos, a educação (“Especialistas discutem efeito das redes sociais para a democracia”). Promover melhorias na educação e incentivar a leitura vão ajudar as pessoas a se protegerem dos seus efeitos.

José Dieguez (São Carlos, SP)


‘Youtubers’

Não penso que deputados preocupados com lives em momentos de discussão e votação de projetos estejam colaborando com o país (“Deputados ‘youtubers’ irritam colegas e escancaram desordem de base aliada”). Concordo com quem diz que eles deveriam se concentrar no que está ocorrendo naquele momento e deixar as redes sociais para momentos mais oportunos, quando, com calma e serenidade, poderiam demonstrar, de forma mais analítica, o que aconteceu em cada discussão e votação. Assim, com mais análise e menos oba-oba, contribuiriam mais.

Nilo Nogueira (Belo Horizonte, MG)

Moro sem Coaf

O ministro Sergio Moro não perdeu nada (“Câmara vota a favor de MP de Bolsonaro, mas derrota Moro ao tirar Coaf da Justiça”). Quem perdeu foi o Brasil. O exibicionismo e o corporativismo da maioria dos políticos e dos escalões superiores do Judiciário e do poder público é que atrapalham o desenvolvimento do país.

José Franzini Netto (Araras, SP)

Currículo de Joana D’Arc

Na defesa da professora Joana D’Arc, Paulo A. Ramos nos lembra de outra, de pele branca, que falseou seu currículo, mas não mereceu tal destaque (“Joana D’Arc, a pesquisadora química”). De fato, pode haver grande carga de preconceito neste caso; entretanto me parece ser outro o principal motivo da atual exasperação. A brilhante professora é uma heroína e, de heróis, esperam-se ações nobres e nenhuma falta. Dos demais relembrados pela Folha, suas mentiras curriculares não nos surpreenderam porque deles nada diferente poderíamos esperar.

Agostinho Sebastião Spínola (São Paulo, SP)

Universidade pública

É sempre Vladimir Safatle quem diz a palavra certa (“Uma velha má ideia”). O Brasil tem o péssimo hábito de querer acabar com as poucas coisas que funcionam. As universidades públicas são exemplos de bom funcionamento. A cobrança de mensalidade como solução para o seu financiamento é uma mera falácia. Alguns embarcam nessa onda desprovidos de dados. Podemos fazer um paralelo com os atuais governantes quando dizem que devem fazer a reforma da Previdência para “combater privilégios”. Chegam a dar canseira tais platitudes!

Geraldo Magela Maia (Belo Horizonte, MG)


Homofobia

No meio de tantas barbaridades, finalmente uma boa notícia (“STF tem votos para enquadrar homofobia em lei de racismo”). Quem tem entre os seus valores a ética, a justiça e a fraternidade sabe que essa decisão faz justiça a minorias tão massacradas como a população LGBT.

Luan Nascimento (Natal, RN)


​​PARTICIPAÇÃO

Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para leitor@grupofolha.com.br.​

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.