A cada reportagem piora o cheiro do bastidores da Lava Jato, diz leitor

Reportagem revelou mensagens que apontam que Deltan Dallagnol montou plano para lucrar com fama da operação

Lava Jato

A cada reportagem, como a desta Folha em 14 de julho ("Deltan montou plano para lucrar com fama da Lava Jato, apontam mensagens", Poder), piora o cheiro exalado pelos bastidores da Lava Jato. Não importa se há muitos fãs ou se não se "lembram" do que escreveram: ou Deltan, Moro e companhia se explicam de forma coerente, ou deverão ser investigados e afastados. 

Alex Fabiano Nogueira (São Paulo, SP)

Deltan, o religioso, se curva ao deus dinheiro e esquece de que seu cargo público seria somente para promover justiça, e nada mais. Infelizmente, apesar dos altos vencimentos pagos em diversos cargos públicos, muitos os utilizam como trampolim para multiplicar ainda mais a renda, mesmo se afastando da ética inerente à função ocupada.

Edvaldo de Souza Almeida Junior (Rancharia, SP)

Não estavam (e não estão) preocupados com o bem-estar do Brasil, só com seus bolsos, suas ambições e com ganhar dinheiro às custas dessa operação, que está se mostrando bem fraudulenta.

Indi Almeida (Rio de Janeiro, RJ)

O jornal, em manchete, destacou que "Deltan fez plano de lucrar". Se o fez, não vejo nada de ilegal em apreciar ser convidado a fazer palestras, em decorrência do prestígio conquistado na Operação Lava Jato. Oxalá tantas outras autoridades pudessem ser igualmente convidadas a fazer o mesmo em decorrência de um eventual prestígio que tenham conquistado em função de seus respectivos trabalhos de relevante interesse público.

Rivalldo Otero (Santos, SP)

Tudo o que conseguiram garimpar foi isso? Só? Não há algo realmente mais grave nos diálogos? A cada vazamento, mais me convenço da competência e do patriotismo destes garotos da força-tarefa.

Colombo Melo (Aracaju, SE)

Quanto mais vejo manchetes da Folha contra personalidades da Lava Jato, mais tenho vontade de cancelar minha assinatura de muitos anos.

Alroger Luiz Gomes (Cotia, SP)

Congresso Nacional

Rodrigo Maia tem razão ("Parlamento está mais forte pela forma com que Bolsonaro faz política", Poder, 14/7). Sem Congresso forte, livre, produtivo e plural, inexiste a democracia. Winston Churchill pensava dessa forma: a democracia é ruim, mas é muito pior sem ela.

Ricardo Pedreira Desio (São Paulo, SP)


Gestão Covas

O editorial sobre Bruno Covas traça o perfil da administração de um político que, por falta de tempo, competência, aptidão ou tudo isso, ainda não mostrou a que veio ("O ultimato de Covas", Opinião, 13/7). Poderia ter sido menos incisivo em sua posição sobre Aécio e não ter caído em sua própria armadilha infantil: "Ou eu ou ele." O eleitorado, em situações assim, responde: nenhum dos dois.

Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)


Tabata Amaral

O essencial é que Tabata Amaral traiu o seu partido ("Rebeldes dão nó na lógica da polarização, diz grupo que lançou deputados", Poder, 13/7). Se fosse outra pessoa, não causaria essa celeuma. Ela se apresenta com uma imagem de nova na política que não é real. Não discutiu sua posição e votou contra o partido que a hospedou. Traição. O que isso tem de novo? É velho.

Barbarella Duran (São Paulo, SP)

Filho embaixador

Sinceramente, não consigo identificar se Eduardo Bolsonaro está sendo irônico ou sendo sincero e querendo se fazer de engraçadinho ("'Já fritei hambúrguer nos EUA', diz Eduardo sobre embaixada", Mundo, 13/7). Nem como apoiador do governo tem como defender esse tipo de declaração. Na verdade, o eleitor, como eu, apesar de defender a ideia de direita, nunca apoiou as declarações do governo. 

Michael Charlles (Belo Horizonte, MG)

Jair Bolsonaro parece cada vez mais não ter noção da responsabilidade de seu cargo e da situação terrível que o Brasil atravessa ao se preocupar com assuntos que não são urgentes. A indicação de Eduardo para a embaixada nos Estados Unidos é a prova que a família Bolsonaro acredita participar de algum reality show que necessita criar novidades todos os dias para manter audiência.

André Pedreschi Aluisi (Rio Claro, SP)

No ano que vem, tem eleição nos Estados Unidos. E se um candidato do Partido Democrata ganhar? O governo brasileiro não pode ficar puxando o saco de um governante do partido X, porque na eleição seguinte pode ganhar o candidato do partido Y e tudo cair por terra.

Rogério Barbosa (São Paulo, SP)

Rio Pinheiros

Ao contrário do que afirma o título da matéria "Rio Pinheiros terá desassoreamento sem plano de despoluição" (Cotidiano, 13/7), o governo do estado de São Paulo informa que tem como prioridade a despoluição do rio em um projeto que integra diversas empresas, ações e atores. Conforme explicado durante a coletiva de imprensa na última sexta-feira (12), as próximas etapas contemplam serviços de saneamento e monitoramento da qualidade da água. Para dar transparência ao processo, o governo vai divulgar os avanços à medida que os contratos forem assinados.

Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo


Flip

Estando na Flip, reconheço que as discussões políticas (e em certos momentos partidárias) têm um direcionamento e não muita diversidade de ideias ("Flip está para a esquerda como um cobertor está para o inverno", Ilustrada, 13/7). Apesar de ser acalentador encontrar um grupo de pessoas que pensam de forma semelhante a você, não dá pra não pensar que algo fica ausente. Apesar de ser um evento literário, é normal que a discussão política aconteça, mas sendo esse o caso, uma discussão com maior pluralidade de ideias talvez fosse mais saudável para todos.

Diego Evan Gracioso (Rio de Janeiro, RJ)

A Folha tem chamado a morte de Euclides da Cunha de assassinato. Não é correto. Assassinato supõe dolo. Dilermando de Assis matou-o em legítima defesa. Por mais que admiremos o grande escritor, quem sacou a arma foi ele, dizendo que aquele dia ia "matar ou morrer". Não foi assassinado.

Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação


Trabalho infantil

Parabenizo a ministra Kátia Magalhães Arruda pelo artigo "Trabalho infantil é entrave ao desenvolvimento" (Tendências / Debates, 14/7). Em meio a declarações absurdas deste governo, o texto ressalta a necessidade de respeito às nossas crianças e suas vidas.

Elizabete Lisbôa Ribeiro (Juiz de Fora, MG) 

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