Leitor diz que Deltan não tem desculpa por palestrar para empresa citada na Lava Jato

Sergio Moro também é criticado por leitores por falar em destruir mensagens

Palestra de Deltan
Lembro-me de que ele mesmo acusou Lula de receber propina através de palestras contratadas pelas empresas envolvidos na Lava Jato. E olha que o Lula, com toda sua fama, cobrava em média R$ 100 mil pelas palestras. Em que situação você se enquadra, Dallagnol? Não me venha com desculpa de que não sabia que a empresa era investigada (“Deltan foi pago para dar palestra a empresa citada na Lava Jato”, Poder, 26/7). Esse consórcio de acusação da Lava Jato ainda vai dar muito que falar.
Elton Goulart (Porto Alegre, RS)

O procurador Deltan Dallagnol vê seu celular em evento da Lava Jato, em Curitiba
O procurador Deltan Dallagnol vê seu celular em evento da Lava Jato, em Curitiba - Rodolfo Buhrer - 25.jul.2019/Reuters

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Preparar uma palestra, uma apresentação, consome tempo e empenho do profissional. Divulgar informações e conhecimentos úteis à sociedade é de interesse público, inclusive para empresas que se relacionam com o Estado. Se a legislação permite a atividade e sua remuneração, questionem a legislação. Deltan certamente não foi o primeiro nem será o último, se houver regras estabelecidas para isso.
Leo Ribas (Brasília, DF)

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É inacreditável a cara de pau desses procuradores e do juiz de província alçado a ministro. Transformaram a operação, um sucesso de mídia pelas circunstâncias, em um grande negócio particular. 
Realmente é de causar indignação. Não há previsão legal para enquadrar esses senhores com pelo menos a perda dos cargos? Temos até a mulher do ministro dando palestras. Lembram mesmo vendedores ansiosos por faturar. Vergonhoso!
Felicio Antonio Siqueira Filho (São José do Rio Preto, SP)
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O mago do PowerPoint e sua trupe têm projeto de poder. Raposa zelando pelo galinheiro!
José Guilherme Soares Silva (Uberaba, MG)
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Em um país sério, tanto o ministro da Justiça como todos os procuradores envolvidos já teriam sido afastados e estariam sendo investigados.
Ricardo Prado (São Paulo, SP)
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Realmente... triste!
Raul Agrela (Fortaleza, CE)


Moro e as mensagens
Diz o ditado popular “Quem não deve não teme” (“Moro fala em destruir mensagens, mas PF e ministro do STF contestam”, Poder, 26/7). Por que o ministro Moro tem tanta urgência em destruir as provas? Seria interessante compará-las com as conversas divulgadas pelo The Intercept. Uma forma de passar o Brasil a limpo.
Moacyr da Silva (São Paulo, SP)

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A euforia de Moro com a prisão dos hackers não apaga, não deleta e menos ainda esclarece para a opinião pública a gravidade do teor dos vazamentos de conversas dele com procuradores da Lava Jato.
Vicente Limongi Netto (Brasília, DF)
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Ao dizer que o ministro da Justiça é um “chefe de quadrilha”, o presidente da OAB desmerece seus filiados mais sérios e esquece que o próprio PT já foi chamado por vários promotores de “organização criminal”. A Ordem dos Advogados do Brasil já votou melhor, já elegeu melhor e também já defendeu melhores causas.
Paulo Boccato (São Carlos, SP)


Ouro roubado
Na Folha, a sequência fotográfica mostra uma picape que entrou em Cumbica pelo portão certo, foi carregada com 720 kg de ouro no lugar certo e uma câmera no lugar certo filma a empilhadeira carregando a picape certa. Tudo visto por seis seguranças da quadrilha (“Ladrões clonam viaturas da polícia e roubam 720 kg de ouro em Cumbica”, Cotidiano, 267). Só o operador da câmera e os seguranças do aeroporto não estavam no lugar certo. Aí tem.
João Henrique Rieder (São Paulo, SP)
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La Casa de Papel Brasil.
Marco Souza (Belo Horizonte, MG)
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Será que a PF vai ser tão eficiente em elucidar o roubo do “gold metal” como o foi para encontrar os hackers de Araraquara? Há de ser um bom treinamento para, em seguida, descobrir quem mandou matar Marielle, o dono da coca do avião presidencial e encontrar o blindado Queiroz.
Adriana Queiroz (Belo Horizonte, MG)


Tendências / Debates
Fiquei feliz ao ler o resumão que o secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, fez na Folha (“O governo e seus 200 dias”, 26/7). Estava faltando isso, alguém dizer o que o novo governo vem fazendo para melhorar o país. Vamos torcer para que daqui a mais 200 dias ele nos traga outras boas notícias. Criticar é fácil, fazer é muito difícil. A Bolsonaro peço que fale menos e deixe seus ministros trabalharem em paz.
Jaime Pereira da Silva (São Paulo, SP)

Fabio Wajngarten durante audiência pública no Senado, em maio deste ano
Fabio Wajngarten durante audiência pública no Senado, em maio deste ano - Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Este senhor, calado, é um poeta.
Marcos Zeitoune (São Paulo, SP)


Coluna
Parabéns, Reinaldo Azevedo, pela crônica “Hackers da Operação Uruguai-Tabajara” (26/7). A Revolução Brasileira será feita se, e quando, nos convencermos de que o caminho adequado é o cumprimento da lei. Pena que sejamos profundamente reacionários quanto a isso.
Vanderlei Vazelesk, professor de história da América Latina da Unirio (Rio de Janeiro, RJ)


Nós contra eles
A propósito do editorial “Agora, o Nordeste” (26/7), que considera a esquerda ter lançado o “nós contra eles”, o jornal esquece que, após a eleição de Lula na Presidência, Fernando Henrique Cardoso antecipou o tratamento pejorativo ao dizer que o petista havia ganho significativamente no Nordeste, caracterizado por eleitores menos cultos ou menos alfabetizados (creio que em outros termos, mas com esse sentido).
Antonio Carlos Pacheco (Curitiba, PR)

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