Bolsonaro muda de opinião a cada dia?, questiona leitor

Na sexta (30), presidente agradeceu chanceler alemã e disse que serviço europeu vai monitorar queimadas

Amazônia

Se até a França e outros países longínquos estão preocupados com a Amazônia, a capital paulista, muito importante no cenário mundial, não pode ficar indiferente às dores da nossa floresta maior. São Paulo, abrace a Amazônia!

Devanir Amâncio (São Paulo, SP)

Talvez, um dia, a cúpula do Poder venha a descobrir que existem missões evangélicas na região amazônica e que algumas delas são constituídas por estrangeiros ("Em carta, clero católico diz estar sendo criminalizado por defender a Amazônia", Poder, 30/8).

José Joacir dos Santos (Porto Alegre, RS)

Não entendi ("Bolsonaro agradece Merkel e diz que serviço europeu vai monitorar queimadas", Ambiente, 30/8). Os malvados alemães não estavam "comprando" a Amazônia? O mito muda de opinião a cada dia? E quanto aos malvados chineses, que estão "comprando" o Nordeste ("Nordeste vira palco de guerra fria tecnológica entre EUA e China", Mundo, 30/8)?

Marcos Fernando Dauner (Joinville, SC)

A notícia é auspiciosa e mostra uma mudança de tom do presidente ("Bolsonaro agradece Merkel e diz que serviço europeu vai monitorar queimadas"). A Folha cumpriu seu papel, mas poderia ter deixado de lado a parte final do texto, que, embora tenha relação com a notícia, rememora acontecimento com a intenção de macular, me parece, a mudança de atitude do presidente e carrega um tom tendencioso.

Angelo Mário Campos Francischetti (São Paulo, SP)

Modos e princípios

Aos 59 anos de idade, cansado de ver na Folha —que leio desde que eu tinha 18-- apenas críticas ao atual presidente, me deparo, para a minha grande surpresa, com o artigo do deputado federal Marco Feliciano "'Maus modos', mas bons princípios" (Tendências / Debates, 30/8), de extrema sobriedade. Parabéns pela publicação, o leitor precisa ver os dois lados.

Antonio Augusto Gavazza (Pirassununga, SP)

É de se estranhar que o deputado federal Marco Feliciano considere que racismo, misoginia, truculência, agressividade gratuita e grosserias acima de qualquer limite sejam exemplos de bons princípios ou de "franca objetividade". O pior cego é o que não quer ver.

José Francisco Toledo (São Carlos, SP)


Abuso de autoridade

O projeto da Lei de Abuso de Autoridade tem como único defeito o fato de ter demorado muito para ter sido elaborado. Já é hora de dar um basta ao que há de mais abjeto na conduta humana, que é subjugar o próximo, ao arrepio da lei, e com arrogância fundamentada no cargo que uma pessoa ocupa. Ao repudiar o projeto, autoridades confessam abertamente que agem de forma arbitrária.

José Antonio Romeiro, professor (Lorena, SP)


Orçamento

"Governo apresenta Orçamento que pode travar máquina pública em 2020" (Mercado, 30/8). Acho justo. Estamos nos moldando à realidade. Simples assim. Anos e anos de gastos desenfreados e agora chegou a hora de pagar a conta. Surpreendente mesmo é ter que surgir um governo de extrema direita, quase fascista, para fazer o que é óbvio e ululante.

Raul Gonçalves de Neto (São Paulo, SP)


Ciência

A interrupção dos pagamentos de bolsas do CNPq e da Capes a alunos de mestrado e doutorado é mais terrível do que a paralisação de obra pública. Cessam investimentos que vêm desde a década de 1950 e que passaram por vários governos, independentemente de ideologias. Os valores estão congelados há seis anos, e são muito inferiores aos auxílios-moradia ou auxílios-paletó pagos a políticos e juízes. Tenho certeza de que os poderes constituídos terão a responsabilidade de manter os investimentos.

Luis E. S. Netto, professor titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP 


Ministério do Meio Ambiente

A defesa enfática do ministro Ricardo Salles feita pelo líder do partido Novo na Câmara dos Deputados, Marcel van Hattem, deixa clara a ligação umbilical dessa sigla com o atual (des)governo ("Membros do partido Novo pedem suspensão de Salles em meio à crise ambiental", Poder, 27/8). Ou será que já estão desembarcando?

Luiz Leal (Florianópolis, SC)

O partido Novo não merece como representante o que há de mais velho. A expulsão do ministro mostrará que não há disposição para isso no partido.

Maria do Carmo Britto (Rio de Janeiro, RJ)

O partido Novo vendeu a alma ao diabo e vai receber o pagamento nas urnas. É só aguardarmos as próximas eleições.

Ana Paula Rusinas (São Paulo, SP)

Maitê Proença teve sorte --ou ajuda divina-- ao não se tornar ministra do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, senão já teria caído em desgraça e jogado na lata do lixo toda a sua história como artista e escritora --assim como vem acontecendo com o ex-juiz Sergio Moro.

Honório Rocha de Alencar (Arujá, SP)

Emprego x trabalho

O cara vira microempreendedor individual (MEI) porque não consegue emprego ("Mundo não suporta mais código de trabalho feito há 70 anos, diz secretário", Mercado, 30/8). Simples assim. Ele não tem outra opção. Cadê os milhares de empregos que a reforma trabalhista iria gerar? Será que a reforma da Previdência vai gerar empregos e salvar a economia?

Antonio Carlos Barriviera (Jundiaí, SP)

Parece que a ficha não cai para quem defende uma legislação trabalhista totalmente ultrapassada. Não enxergam o nosso país. Quais países possuem tantas garantias para o trabalhador? O cenário mudou faz tempo. Sugiro alguém tentar abrir qualquer negócio e começar a contratar funcionários. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Glabson Coelho (Recife, PE)

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