Para leitor Luthero Maynard, Bolsonaro protagonizou um dos momentos mais vergonhosos da diplomacia brasileira

Discurso seria só vergonha alheia se Bolsonaro não estivesse representando nosso país, diz Adilson Roberto Gonçalves

Bolsonaro na ONU
Bolsonaro protagonizou na ONU um dos momentos mais vergonhosos da diplomacia brasileira. Com uma amazônica falta de cultura e um vocabulário raso e primário, negou as críticas à criminosa política ambiental de seu governo e investiu contra os moinhos de vento habituais --imprensa, ONGs, Cuba e Venezuela. Em seus delírios, a floresta amazônica não está sendo devastada, e o Brasil esteve "à beira do socialismo".
Luthero Maynard (São Paulo, SP)

Segundo a Agência Lupa, que conferiu a veracidade de 13 afirmações de Bolsonaro na ONU, seis são falsas, duas são exageradas e uma é subestimada. Restaram quatro dadas como verdadeiras e duas com ressalvas. Discurso descartável.
Regina Célia Souza Campos (Itapetininga, SP)

Seria só vergonha alheia se não estivesse ele representando nosso país. Sua fala foi cheia de mentiras, pois, segundo ele, vivíamos no socialismo, os médicos cubanos não tinham competência e o Brasil não está desmatando. E foi de uma construção ingênua, sem lógica, mostrando que os ghost writers estão sendo mal remunerados.
Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)

Ao referir-se a Raoni em seu discurso, Bolsonaro disse que "a visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros". E será que todos os brasileiros se sentiram representados na visão dele sobre o Brasil? Quanto a indígenas serem usados como "peça de manobra por governos estrangeiros", a índia aculturada que ele levou na comitiva não foi "peça de manobra"?
Fidelis Marteleto (Rio de Janeiro, RJ)

"Após discurso de Bolsonaro, deputados dos EUA lançam resolução para dificultar apoio de Trump ao Brasil" (Mundo, 25/9). Alguém duvidava da repercussão negativa do discurso? O Brasil começa a ser retaliado pela comunidade mundial exatamente por querer atacar tão estupidamente seus inimigos imaginários: o socialismo, o antinacionalismo, o desrespeito à família e a corrupção (exceto a do clã dele... Cadê o Queiroz?).
Luiz Roberto Curia König (Curitiba, PR)

Bolsonaro discursa na Assembleia Geral da ONU - Lucas Jackson/Reuters

Augusto Aras
"Senado aprova Augusto Aras com folga para assumir a PGR". Aras jogou com todos e fez o discurso para agradar a cada grupo que precisava convencer para alcançar o cargo. Não veremos boa coisa.
Magali Barbosa de Abreu (Belo Horizonte, MG)

Se o Ministério Público Federal não gostou, o cara deve ser bom. Se Deltan, Moro e cia. também não gostaram, o cara deve ser ótimo. Simples assim.
Antonio Oliveira (Vila Velha, ES)

Não havia dúvidas de que Augusto Aras seria aprovado, pois a escolha atende perfeitamente aos anseios dos congressistas, a maioria dos quais enrolados até o pescoço com corrupção. Justiça seletiva é tudo o que eles querem, e o escolhido prometeu entregar.
Luiz Leal (Florianópolis, SC)

Saúde
Parabenizo a Folha pelo editorial "Carências da saúde". O fato de as pessoas poderem deduzir os seus gastos com saúde do Imposto de Renda representa um golpe para o financiamento do Sistema Único de Saúde, que continua recebendo aportes cada vez mais insuficientes para a manutenção de suas atividades. Se formos falar em investimento para melhorar o sistema, então, veremos que estamos ainda mais defasados É urgente rever tal política.
José Elias Aiex Neto, médico psiquiatra (Foz do Iguaçu, PR)

Funcionários em maca no corredor no Hospital do Mandaqui, em São Paulo - Elaine Granconato/Folhapress

Medo, surpresa e emoção
O texto legal do ministro Sergio Moro declara e admite que o policial brasileiro é medroso ("escusável medo"), despreparado ("surpresa") e emotivo ("violenta emoção"), quando, ao contrário, para ser policial, o agente precisa ser corajoso, preparado e controlador de suas emoções. Tais características estendem-se, em menor grau, a algumas outras profissões, como juiz, advogado, médico, jornalista, motorista... Senão, é amador ou miliciano.
Sérgio Luiz Zandoná, advogado (Cascavel, PR)

"Grupo de trabalho da Câmara rejeita proposta de Moro para excludente de ilicitude". Daqui para diante, é só derrota para essa trupe que corrompeu as instituições jurídicas e democráticas e tomou de assalto o poder. Está escrito nas cartas e nas estrelas.
Raimundo Carvalho (Vitória, ES)

Parte do pacote anticrime do ministro Sergio Moro já foi retirada do projeto por uma comissão parlamentar, mas pode ser recolocada no texto quando passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário. Os parlamentares não podem, por razões políticas, pessoais ou quaisquer outras que não as de Estado, eliminar itens de um projeto elaborado por meio do conhecimento técnico em confronto com os problemas vividos pelo país. Legislativo, Executivo e Judiciário são definidos pela Constituição como os Poderes da República e têm de ser "independentes e harmônicos entre si". Cumpra-se.
Dirceu Cardoso Gonçalves, tenente, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo (São Paulo, SP)

Estatal
"Weintraub elogia estatal de hospitais e omite que ela foi criada por Haddad". Fernando Haddad foi o melhor ministro da Educação que este país já teve. Graças à sua gestão no MEC, tive oportunidade de entrar em uma das melhores escolas públicas de engenharia do país, com instalações modernas, amplas e adequadas, construídas com recursos do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).
Cristian Silvano (Belo Horizonte, MG)

Esse modelo de estatal não foi "criado" por Fernando Haddad. O modelo já existe em vários países do mundo e já existia em alguns governos estaduais e municipais do Brasil. Mesmo assim, o ministro Weintraub teve a grandeza de elogiar o modelo, o que um petista jamais faria se um não petista o tivesse usado. Valeu, ministro Abraham Weintraub.
Colombo Melo (Aracaju, SE)


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