Para leitor, nossa desigualdade é resultado do legado patrimonialista-estatista

PT criou curral eleitoral de 30 milhões de miseráveis, diz leitor

Desigualdade
"Diferença de rendimentos entre pobres e ricos é recorde, aponta IBGE" (Mercado, 16/10). Nada que o ultraliberalismo fundamentalista do ministro Paulo Guedes não resolva. É só completar a extinção da legislação trabalhista e acabar com os sindicatos e as aposentadorias dos pobres que os ricaços vão investir pesado e assistiremos, enfim, ao espetáculo do crescimento. Se sobrar algum pobre, o excludente de ilicitude dará um jeito. 
José Padilha Siqueira Neto (São Paulo, SP)

Essas desigualdades entre pobres e ricos são resultado do nosso legado patrimonialista-estatista. Apenas o liberalismo pode reduzir essa chaga social.
André Oliveira (Belém, PA)

 
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Comunidade em Perus, na zona norte de São Paulo - Jardiel Carvalho/Folhapress

O PT ficou 14 anos no poder para acabar com a desigualdade. Conseguiu criar um curral eleitoral de 30 milhões de miseráveis.
Nacib Hetti (Belo Horizonte, MG)

Eu fico me perguntando se essa tragédia social que está sendo aprofundada por isso que chamam de governo não causará uma revolta popular. É muito esmagamento e opressão sem que haja reação. Quando iremos tomar as rédeas do nosso destino?
Simone Rodrigues (Cascavel, PR)

Moradia
Carmen da Silva Ferreira e sua filha Janice Ferreira Silva, a Preta Ferreira, demonstram muito mais lucidez sobre a questão da moradia do que todo o governo Bolsonaro e muitos outros políticos. Muito esclarecedora a reportagem "Mulher preta quando ganha voz ou leva tiro ou vai presa" (Cotidiano, 16/10). Parabéns também ao repórter Paulo Gomes e à repórter Marlene Bergamo.
Luiz Fernando Schmidt (Goiânia, GO)

Preta Ferreira, líder do Movimento Sem Teto do Centro - Marlene Bergamo/Folhapress

STF
Muito bom o artigo "Quem vigia o STF" (Mercado, 16/10), de Hélio Beltrão. É fundamental que a imprensa bata incessantemente nessa tecla até que se consiga afrontar esse poder inimputável. Urge emendar a Constituição Federal. Mas quem há de colocar o guizo no gato?
Albino Bonomi (Ribeirão Preto, SP)

O Supremo Tribunal Federal deveria estar acima dos humores políticos, da importância dos réus, das preferências ideológicas e até de parâmetros fisiológicos. Por considerar-se um Supremo, deveria ser também um farol a aclarar os caminhos dos navegantes (operadores do direito), tornando a navegação iluminada e segura. No entanto, age como uma "biruta" desvairada, mudando ao sabor dos ventos políticos e deixando os navegantes igualmente atordoados.
Ângela Luiza S. Bonacci (Pindamonhangaba, SP)


Segunda instância
Infelizmente o Brasil tem esse Supremo pavoroso, que vai provocar uma confusão nesse julgamento ("Supremo começará a julgar ações que podem beneficiar Lula e mais 5.000", Poder, 16/10). Eu acredito que o fim da prisão em segunda instância não passará, a não ser que o Brasil queira mesmo que tudo se destrua. Vamos torcer e orar para esse absurdo não ser aprovado. Que esses ministros tenham um mínimo de amor ao país e não acabem com a prisão. Aqui em nosso país há muitas enrolações e muitas possibilidades de recursos. O mundo vai acabar e os bandidos ainda estarão à solta.
Roberto Moreira da Silva (São Paulo, SP)


Previdência
"Reforma não cobre 20% da Previdência, diz TCU" (Mercado, 16/10). Porém, se cortadas, as regalias do TCU, dos TCE, dos TCM, do STJ, do STF, dos desembargadores, juízes e procuradores, entre outros, ajudariam a cobrir um bom tanto.
Paulo Eduardo da Costa Manso (São Paulo, SP)


 

Saneamento
O editorial "Atraso insalubre" (16/10) informa que, "no ritmo atual, meta de saneamento levará mais de 40 anos". Eu pergunto à Folha: se reduzíssemos o número de congressistas em um terço, a exemplo do que foi aprovado pela Câmara dos Deputados na Itália, e ainda zerássemos o fundo partidário, em quantos anos conseguiríamos antecipar essa meta?
Aldo Portolano (São Paulo, SP)

Comunidade do Mongaguá em Ermelino Matarazzo
Comunidade do Mongaguá em Ermelino Matarazzo - Thalita Arcangelo/Agência Mural/Folhapress

Violência
"Witzel propõe fechar acesso a favelas para combater roubo de cargas no Rio" (Cotidiano, 16/10). Ou seja, formalizam-se os guetos no Rio de Janeiro.
Ângela Mattos (Niterói, RJ)

Medidas "polêmicas"? Esse cara é a vileza em pessoa.
Lúcia Leal Ferreira (São Paulo, SP)


Alimentando crocodilos
Na última eleição, deixei de alimentar os crocodilos do PT ("Colégio à la carte", Gregório Duvivier, 16/10). Eles já haviam tirado muito de mim. Pergunto a mim mesmo: numa falsa democracia como a brasileira, onde o voto é obrigatório, que crocodilo serei obrigado a alimentar --covardemente, como quer o autor-- na próxima eleição?
Washington Luiz Valero Fernandes (São Paulo, SP)

Ilustração com colagem em que jacaré verde com os olhos e testa de Jair Bolsonaro segura placa amarela escrita "somos todos Moro"
Ilustração de Catarina Bessell para coluna de Gregório Duvivier de 16.out.2019. - Catarina Bessell

2022
Jair Bolsonaro, que manifestou o desejo de tentar a reeleição, precisa começar a trabalhar para entregar um país melhor. Logo Lula estará livre e irá, com certeza, começar sua caravana pelo Brasil visando às eleições de 2022. Finalmente teremos a disputa que foi adiada em 2018 pela parcial e manipulada operação Lava Jato.
André Pedreschi Aluisi (Rio Claro, SP)


Óleo nas praias
É preciso que a Folha noticie fortemente essa tragédia, trazendo todos os fatos a ela relacionados ("Após novas manchas, Salles diz que não sabe quantidade de óleo ainda no mar", Ambiente, 16/10). Todo o litoral do país foi atingido, manguezais, estuários, corais. É uma tragédia, sim, mas é preciso, por um lado, evidenciar com mais força o porquê de qualificar o fato como tal e, por outro, trazer à tona a indiferença do governo federal e mostrar quem são os responsáveis por isso.
Alessandro Santos (Brasília, DF)

Doria
Acordei e pensei: estamos livres de Lula e do PT, acabou a baixaria nas eleições. Engano, o negócio voltou ("'Vai pra casa, vagabundo', diz Doria ao discutir com manifestantes", Poder, 16/10). Deus nosso pai nos ajude.
Carlos Zitelli (Araraquara, SP)

Li e reli a reportagem para ter certeza de que os que protestavam eram parte do movimento conservador. A briga está mesmo feia entre os obtusos.
Wagner Santos (Ribeirão Preto, SP)

Marcelo Odebrecht
"Após deixar prisão domiciliar, Marcelo Odebrecht dá palestra a alunos da FGV" (Painel S.A., 16/10) Péssimo exemplo. E, pior, havia interessados em ouvi-lo.
João Francisco dos Santos (Sorocaba, SP)


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