Para Rômulo Gobbi, é excelente a proposta do governo de extinguir os pequenos municípios

Finalmente Bolsonaro deu uma dentro, diz o leitor Eduardo de Braga Melo

Pacote
Excelente a medida do governo de extinguir municípios com menos de 5.000 habitantes que não têm condições financeiras de se manter ("PEC extingue município que não se mantém", Mercado, 6/11). A quem interessa a não extinção? Tenho certeza de que, se houvesse um referendo, 90% da população apoiaria a decisão. Se a proposta não for aprovada no Congresso Nacional, quem perderá não será o presidente, seremos todos nós brasileiros.
Rômulo Gobbi (Santa Bárbara d'Oeste, SP)

Serra da Saudade, em Minas Gerais, a cidade menos populosa do Brasil - Folhapress

A proliferação de municípios é uma excrescência que afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal. O pacote apresentado pelo governo promete acabar com essa farra com o dinheiro público, mantida pelo Fundo de Participação dos Municípios. Espera-se intensa pressão popular sobre os parlamentares para acabar de vez com esse cabidão de empregos para prefeitos, vereadores e assessores.
Marcos Abrão (São Paulo, SP)

Finalmente Bolsonaro deu uma dentro ao propor o fim dos municípios eternamente falidos. Difícil será realizar a ideia, pois implicará o fim de centenas de Câmaras Municipais, antros de incompetentes e aproveitadores. Só falta agora Guedes calcular a economia nos próximos dez anos, que é só o que ele sabe fazer.
Eduardo de Braga Melo (Niterói, RJ)

"Bolsonaro traiu a gente, diz prefeito de Serra da Saudade, menor município do país" (Mercado, 7/11). Se serve de consolo ao prefeito, tirando a dinastia do presidente-laranja, os milicianos e os lambe-botas diretos, mais de 50 milhões também foram traídos.
Magali Barbosa de Abreu (Belo Horizonte, MG)

Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Serra da Saudade - Folhapress

Bolsonaro x Folha
Em relação ao artigo do deputado federal Marco Feliciano ("Governar é fazer escolhas", Tendências / Debates, 7/11), gostaria de dizer que a Folha nada mais faz do que nos revelar as aberrações --cometidas por este e por qualquer outro governo-- que destoem dos verdadeiros objetivos pelos quais esses servidores chegaram ao poder. Feliciano, como deputado e pastor evangélico, deveria ser exemplo máximo na defesa da transparência e também no uso racional do dinheiro público.
Félix Pelayo (Volta Redonda, RJ)

Jair Bolsonaro e Marco Feliciano
O presidente Jair Bolsonaro e Marco Feliciano (Pode-SP), em foto publicada no Twitter do deputado em maio - Marcos Feliciano no Twitter - 2.mai.2019

Marco Feliciano diz que a Folha é um empresa que visa lucro. Qual é o problema? Uma empresa, quando não visa lucro, é uma entidade religiosa ou filantrópica. Feliciano integra uma igreja que vive arrecadando dinheiro dos fiéis --e dinheiro não deveria fazer parte de seus objetivos. Ele acrescenta que os órgãos de imprensa devem obedecer à livre concorrência. Perfeito, mas ele exclui a Folha dessa concorrência.
José Paulo Pereira (Taubaté, SP)

Anteontem (6/11), assinei a Folha. Chamou a minha atenção o presidente Jair Bolsonaro ser tão implicante com um jornal que beira os cem anos de história. Sempre acompanhei as notícias, e, ao contrário do que diz o presidente, a Folha apresenta diariamente contrapontos aos temas e instiga o debate. Na minha humilde opinião, o presidente deveria continuar focando temas que são relevantes. O Brasil espera mais diálogos e menos mi-mi-mi em relação à imprensa.
Vinicius Ramos (Recife, PE)

Bolsonaro em transmissão ao vivo no FaceBook - Reprodução

Segunda instância
Fico feliz em observar tamanho engajamento quanto ao cumprimento do texto constitucional. Mas entendo que haja causas mais urgentes e nobres. Quando respeitaremos os artigos 7 inciso IV (salário mínimo) e 37 inciso XI (teto salarial)?
Wilson Oliveira (São Paulo, SP)

Essa discussão nem deveria existir. A Constituição diz "após trânsito em julgado", ou seja, após esgotados todos os recursos. A segunda instância não é a última instância. Ponto.
Richard Lourenção (Curitiba, Pr)

O ministro Dias Toffoli durante julgamento da prisão em segunda instância no STF - Pedro Ladeira/Folhapress

Negócio da China
Nenhuma empresa se interessou pelos blocos Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava no leilão para exploração de petróleo. ExxonMobil, Shell, BP e Chevron não consideraram um bom negócio, pois só o consórcio da Petrobras com a CNODC apresentou oferta. As gigantes petrolíferas internacionais preferiram não arriscar o seu dinheiro nessa empreitada. Será que a oportunidade era tão boa quanto foi anunciado pelo governo?
José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)

Charge Claudio Mor na FOLHA DE S.PAULO  no dia 08 de novembro. Um homem em um auditório vazio encima do púlpito diz: alguém dá mais? alguém?  ao fundo um telão escrito megaleilão.
Charge Claudio Mor sobre o leilão do pré-sal - Claudio Mor

Agenda social
Muito bom e esclarecedor o artigo de estreia da colunista Solange Srour ("Por uma agenda verdadeiramente social", Mercado, 7/11). Há tempos que eu não via uma análise tão sensata neste jornal. Parabéns!
Lucas Gabriel (Sorocaba, SP)

Se dependermos da "agenda verdadeiramente social" proposta pela nova colunista, fica melhor buscar consultoria com os governantes chilenos.
Alexandre Schwarz (Navegantes, SC)

Solange Srour, nova colunista da Folha - Ricardo Borges/Folhapress

Óleo no mar
O ministro Ricardo Salles não se emociona com o sofrimento do povo causado pelos desastres ambientais. Um rosto sem expressão, uma fala que parece a de um aluno repetindo para a professora a lição decorada. Apenas repete que tudo é culpa do PT. Suas declarações mostram seu despreparo para o cargo ("Ricardo Salles culpa PT por dificuldades enfrentadas com vazamento de óleo", Cotidiano, 7/11).
Renata Rossini (São Paulo, SP)

Funcionalismo partidário
Fazia algum tempo que não via uma análise curta e grossa sobre a elite do funcionalismo público, o Judiciário ("Os sem-noção", Opinião, 7/11). A coluna, com base no fato real da promotora incumbida da investigação do caso Marielle, amplia suas considerações sobre os poderosos e bem remunerados juízes, entre os quais "falta juízo e sobra corporativismo". Triste!
José Antonio Garbino (Bauru, SP)


Embargo
Eu não tenho nenhum problema com isto: "Brasil cede aos EUA, rompe tradição de 27 anos e não condena embargo a Cuba" (Mundo, 7/11). Sou de direita, tendendo à extrema. Qual é o problema com isso? Eu sei que vocês imaginam um mundo ideologicamente monocórdico e monocromático.
Luiz Henrique Carvalho dos Santos (São Paulo, SP)

A política externa deste governo é vassalagem de republiqueta de bananas --e de quebra perdemos o protagonismo na América Latina. Os EUA são hipócritas, pois acusam Cuba e Venezuela, mas, ao mesmo tempo, fazem de conta que não veem o que acontece há décadas na Arábia Saudita.
Said Ahmed (São Paulo, SP)

John F. Kennedy assina ordem de bloqueio naval contra Cuba, em 1962 - 24.out.1962/AFP

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