Leitores comentam reações do governo ao coronavírus

Eleitor de Bolsonaro diz que ele faria grande favor ao país se renunciasse

Coronavírus
O colunista Hélio Schwartsman foi genial mais uma vez, em “Covid-19, a solução darwiniana” (Opinião, 13/3), ao ressaltar a necessidade de controlar os números básicos para garantir que eles não evoluam para milhões. Alguém poderia fazer a gentileza de enviar esse texto para Brasília?
Luiz Antonio Pereira de Souza (São Paulo, SP)

“Bolsonaro afirma que não contraiu coronavírus” (Poder, 13/3). Em vez de medir a beleza da primeira-dama francesa, Bolsonaro deveria tomar como exemplo o pronunciamento efetuado na quinta-feira (12) pelo presidente Emmanuel Macron. Foi uma verdadeira aula de estadista, uma lição sobre o modo como deve um governante dirigir-se ao povo nos momentos de crise. Ontem, mais uma vez, fiquei com inveja dos franceses.
Hernandez Piras Batista (São Paulo, SP)

O presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto - Sergio Lima/AFP

“Plano de Guedes tem ‘quase nada’ para combater crise do coronavírus, diz Maia” (Poder, 13/3). É o famoso dito popular: “Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. Ou, adaptando: “Em país que não tem liderança propositiva, todos se atacam e ninguém se responsabiliza”.
Jahy Carvalho (São Paulo, SP)


Bolsonaro
Votei em Jair Bolsonaro por falta de opção —jamais votaria no PT. Mas o presidente faria um grande favor ao nosso país se renunciasse. Ele é totalmente incapaz, mal-educado e acho que não sabe administrar nem a própria casa.
José Irineu Pellegrini (São Paulo, SP)

Doria
“Bolsonaro desrespeita Congresso e Judiciário e estimula ‘miliciamento’ de polícias, diz Doria” (Poder, 13/3). Apesar de não gostar do governador João Doria, vejo que ele pelo menos é equilibrado. E deu um belo exemplo de como um estadista deve se comportar —ao contrário da pessoa que habita o Planalto, que vomita ódio e tem atitudes ridículas.
Paulo Aguiar (Rio de Janeiro, RJ)

Ué, mudou de lado o Doria? Antes da eleição vivia atrás de Bolsonaro. Mas eu compreendo. Tudo vale a pena para conseguir ser eleito. O governador precisa ver o que fez com a cidade de São Paulo.
César Couto (Rio de Janeiro, RJ)

Eu gostaria muito que o governador estivesse falando com sinceridade, mas sinceridade não aparece como uma característica dele. Quem quiser que acredite, mas, para mim, ele está tratando de treinar o discurso para o próximo pulo no trampolim.
Vera Maria da Costa Dias (Porto Alegre, RS)

Coerente a entrevista do governador João Doria. É preciso sair dessa armadilha em que o presidente colocou o Brasil. E só a união de uma candidatura de centro poderá resgatar os valores republicanos. Sem ódio. Sem rancor.
Marco Aurelio Colnaghi Vargas (Porto Alegre, RS)


Marielle
“Que texto inteligente e bem fundamentado este de Djamila Ribeiro (“Um acinte à memória de Marielle”, Ilustrada, 13/3). As associações feitas, as citações históricas... Precisamos de palavras como as dela, que colaboram fortemente com a construção de um olhar mais apurado e crítico sobre fatos que nos são dados como verdades absolutas. Viva Djamila! Viva Marielle e toda a sua sabedoria, que se faz presente!
Valéria Costa (Rio de Janeiro, RJ)

O texto de Djamila Ribeiro é lúcido e corajoso, de enfrentamento intelectual, o que muitos se acovardaram em fazer. Além de tudo, Padilha é cínico, pois sabe bem que foi tachado de fascista por causa de “Tropa de Elite”. Mas a cultura que se entranhou nas composições de nossa sociedade nega essa realidade, tão clara e honestamente exposta aqui.
Roberto Oliveira Melo Filho (Salvador, BA)

Imposto de Renda
Desde 2015, a tabela do Imposto de Renda não é reajustada, mantido o valor de isenção para quem ganha até R$ 1.903,98. Na campanha eleitoral, prometeu-se uma alteração para R$ 4.770. Depois de eleito, o presidente falou em R$ 3.000. Segundo estudo do Sindicato dos Fiscais da Receita Federal divulgado pela Folha, o reajuste desde 2015 deveria ser de 103,87%, o que elevaria o limite de isenção para R$ 3.881,85. Com esse valor, mais de dez milhões de contribuintes ficariam isentos. Entretanto o governo, sem alarde, a cada ano garante a sua arrecadação às custas dos assalariados.
Miguel Lotito (Vargem Grande Paulista, SP)


Conflitos
Trauma da Guerra do Paraguai iniciou aversão brasileira a conflitos” (Ilustríssima, 13/2). Artigo perfeitamente escrito. Deixa-nos incontáveis lições sobre como a diplomacia pode alavancar nosso desenvolvimento e promover a paz duradoura da nossa república. Buscarei mais informações sobre esse momento crucial do nosso país.
Ruan Cabral (Belém, PA)

Salários no esporte
Em relação ao artigo “Em que ano estamos?”, de Renata Mendonça (Esporte, 13/3), digo que nos torneios de tênis do Grand Slam as premiações para mulheres e homens são iguais, mas o faturamento com os jogos masculinos é bem maior. Onde está a igualdade nisso?
Nilton Silva (Brasília, DF)


O que determina a remuneração de atletas (e artistas) é a audiência gerada pelos seus feitos. Por isso o argumento da US Soccer foi frágil. Se a seleção feminina de futebol dos Estados Unidos tem mais audiência que a masculina, então as jogadoras merecem ganhar mais. Se não tem mais audiência, devem ganhar menos, independentemente do fato de ter mais títulos (e tem!).
Daniel Plech (Brasília, DF)

Maluf
O artigo “Chega de ‘rouba, mas faz’”, de Roberto Livianu (11/3) é parcial. Não cita que a administração Maluf foi julgada como ótima e boa pelo Datafolha em 1996, que obras como o túnel Ayrton Senna e o piscinão do Pacaembu estão sólidas, que os orçamentos da gestão de Maluf sempre apresentaram receita compatível entre arrecadação e despesa, que o programa Leve Leite acabou com a evasão escolar, que o Cingapura diminuiu a falta de moradia.
Adilson Laranjeira, assessor de imprensa de Paulo Maluf (São Paulo, SP)


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