Leitor pergunta onde está Sergio Moro

Leitora elogia jogadores da Roma por abrirem mão de salários

Onde está Moro?
Onde está Sergio Moro que não soltou uma única nota sobre a afronta de Bolsonaro à democracia? Ou o ministro da Justiça do Brasil é a favor daquele discurso?
Paulo Bittar (São Paulo, SP)

Eu sou a Constituição
Ele é Luís 14.
Flávia Fonseca (São Paulo, SP)

Jair Bolsonaro tosse após falar a apoiadores em Brasília no domingo - Sérgio Lima/AFP



Cada vez que toma atitudes como as de domingo, Bolsonaro testa se as instituições estão funcionando. Pelas manifestações que seguem às bravatas bolsonaristas, temos certeza de que essas instituições estão praticamente mortas, pois incapazes de qualquer ação além de notas de repúdio ("Eu sou a Constituição, diz Bolsonaro ao defender democracia e liberdade um dia após ato pró-golpe militar", Poder, 20/4).
Leonardo Trindade (São Paulo, SP)

Sorte que uma característica de Bolsonaro seja a preguiça —além da incompetência, ignorância, despreparo. Ele não age. Só fala. E sorte nossa que, quando faz algo, geralmente faz errado e tem de recuar.
Marcos Antonio Rocha Araújo (Brasília, DF)

Todos temem que o presidente agrida a democracia, mas não enxergam que em alguns estados pessoas de bem estão apanhando da polícia nas ruas enquanto criminosos estão saindo das cadeias pela porta da frente. O cidadão está sofrendo prisão domiciliar sem ter cometido crime, e com anuência dos ditos democratas de plantão. O ex-ministro, ao deixar o cargo, abraçou com entusiasmo uma correligionária, mas o presidente não pode nem chegar perto das pessoas...
Claudio Vasconcelos (Brasília, DF )

Menos tolerância
Bolsonaro prova a cada dia que não está ciente das atribuições de seu cargo. É a mais trágica experiência que vivemos desde a redemocratização. Nossa democracia deve ser menos tolerante com as tentativas de violá-la. Precisamos de mecanismos que afastem imediatamente um líder que atente contra ela.
Gabriel Floriano Costa (Campinas, SP)


Com esse pronunciamento diário histriônico que profere na saída do Alvorada, o presidente já resolveu todo o problema que causou no domingo. Isso já estava prévia e perfeitamente planejado. Bolsonaro tem método; isso não pode ser ignorado. Ele não quer golpe —se for possível, ele agradece, mas o que ele deseja com esses comícios é fazer campanha antecipada para a sua reeleição. Está tendo sucesso.
Emerson Dario Correia Lima (Ouro Velho, PB)

Together at Home
Bastou menos de uma hora assistindo ao Global Citizen Together at Home para perceber, infelizmente, que o Brasil parece não fazer parte deste planeta. O mundo inteiro unido em torno de um objetivo comum e, aqui, discute-se a próxima carreata contra inimigos imaginários do atual governo, a próxima polêmica fabricada... É surreal, é triste, é desanimador! Será que sempre fomos assim? Ou pioramos muito?
Daniel Firmato de Almeida Glória (Belo Horizonte, MG)

Solução
Há somente uma solução: uma emenda constitucional, a toque de caixa, acabando com a reeleição para presidente. Seria ao atual uma preocupação a menos —e a sua maior.
Raul Moreira Pinto (Passos , MG)

Não é hora de tumultuar o já tumultuado cenário político. Há uma pandemia a ser combatida, e o que temos visto é a incapacidade dos Poderes de amenizar o contágio e as mortes. Deixem o louco falar sozinho, isso o enfurece mais que a oposição.
Maria Irene de Freitas (Rio de Janeiro, RJ)

Cadê os democratas?
Eliane Placido de Almeida (Santos, SP)

Instituições
Atacar as instituições, direta ou indiretamente, e a credibilidade das informações da mídia é uma tática fascista, que pessoas que não estudam história e psicologia estão fadadas a apoiar. E isso independe de classe social, pois gente ignorante e sem estudo há em todas as camadas sociais. Os ataques às instituições e à liberdade de imprensa estão tipificados na lei 1.079/50, que define os crimes de responsabilidade.
Denise Soares (Brasília, DF)

Sem ganância
Nos últimos anos, não assisti a nenhuma partida de futebol, devido ao egoísmo e à ganância que tomaram conta desse esporte. Mas agora, ao ler essa reportagem, tenho que dar o braço a torcer ("Jogadores da Roma abrem mão dos salários por quatro meses", Esporte, 19/4). Na primeira oportunidade que tiver, comprarei uma camisa desse time. Parabéns!
Carolina Saraiva (Santana de Parnaíba, SP)

Isolamento
É um absurdo ver pessoas passeando com a família numa cidade vazia. Entendo isso como a ausência de consciência civilizatória. Quem age assim em nada se diferencia de um sujeito que trafega no acostamento durante um congestionamento.
Rodrigo Veloso (São Paulo, SP)

Sistema de saúde
A professora Ligia Bahia desvela a importância de existir acesso igualitário ao sistema de saúde, não considerando a promíscua barreira que o dinheiro subscreve nos contratos de planos de saúde ("Aumentar a escala da rede", Tendências / Debates, 18/4). O único plano em meio à crise pronunciada deve ser a extensão da proteção às pessoas. Amar ao próximo como a si mesmo segue sendo a melhor forma de distinguir gente de bicho.
Marcos Nunes de Carvalho (São Bernardo do Campo, SP)


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A notícia ("Painel S.A.", 18/4) de que empresários estão preocupados com o projeto que propõe autorizar o governo federal a cobrar até 10% do lucro líquido de empresas com patrimônio líquido de ao menos R$ 1 bilhão para destinar recursos às despesas urgentes da calamidade pública demonstra a face perversa da elite nacional. Um dos empresários se preocupa com a imagem do Brasil entre investidores estrangeiros devido a um possível empréstimo compulsório. Talvez as manchetes que mostrem que milhares de brasileiros morrerão devido à falta de atendimento, de leitos e de ventiladores sejam menos preocupantes para esse empresariado sórdido, desumano e cruel que habita nosso país.
Luiz Fernando Paulin (Bragança Paulista, SP)

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