Bolsonaro foi pressionar e saiu pressionado, diz leitora

Com Guedes e empresários, presidente foi ao STF pelo fim do isolamento contra coronavírus

Caravana ao STF
Foi pressionar e saiu pressionado. A responsabilidade é do senhor presidente que, em conjunto com seus ministros, deveria fazer uma articulação com governadores e prefeitos e planejar o presente e o futuro, considerando a saúde da população e a economia. Veja os exemplos de outros países. Que vergonha. Precisou ir ao STF para ouvir isso (“Bolsonaro, Guedes e empresários vão ao STF para pressionar pelo fim do isolamento contra coronavírus”)?
Lidia Aparecida Rossi (Ribeirão Preto, SP)

Mais uma vez o presidente mostrou que não se importa com a população brasileira. Com o povo, Bolsonaro é zombeteiro e desrespeitoso. Com os empresários, é apoiador e pede ajuda de todos. Nosso futuro será trágico.
Fernanda Amora (Curitiba, PR)

A riqueza do homem é a sua força de trabalho. Está muito claro isso. É o que faz o mundo girar: a força de trabalho do homem comum.
Neli Araujo (Curitiba, PR)

Não são os empresários que são responsáveis pela sobrevivência das famílias. É exatamente o contrário: as famílias é que são responsáveis pela sobrevivência dos empresários. Famílias são formadas por pessoas, e pessoas mortas não trabalham. Um eventual fim do isolamento social neste ponto da crise sanitária só vai fazer piorar a derrocada econômica. Como essa gente não consegue entender isso?
Juanito Ornelas de Avelar (São Gonçalo, RJ)


Funcionários públicos
O colunista rodou o mundo em 2019 e fez reportagens sobre a desigualdade, mas voltou ao Brasil, aparentemente, convencido que aqui o problema são os servidores (“Na discussão da fila única, Bolsonaro reforça apartheid nacional”). Pensar um pouco nas razões pelas quais renda (18%) e patrimônio (3,9%) são menos taxados dos que o salário (25%) não parece estar no horizonte. Para ele, parece justo que quem trabalha para se sustentar pague mais imposto do que quem obtém renda de seu patrimônio.
Paula Christine Schlle (São Paulo, SP)

Os jornalistas parecem acreditar que todos os funcionários públicos têm o mesmo ganho que deputados, senadores, juízes, secretários e ministros... Não é assim não. Depois de três anos sem reajuste, funcionário da Educação no Paraná teve 5% de reajuste —parcelado.
Roberto Xavier de Castro (Antonina, PR)


Economia
Eis que, no meio da pandemia, vem o senhor Flávio Rocha vem nos lembrar de como é triste a face do empresariado brasileiro: reacionária, atrasada, mesquinha. O número 200 deve representar o desejo secreto do valor de salário mínimo que gostaria de pagar aos trabalhadores (“Brasil 200, fica aqui a minha despedida”).
Alex Fabiano Nogueira (São Paulo, SP)

É didático ler preto no branco, pelo próprio autor, a prova da mentalidade que tantos jornalistas e pensadores denunciam todos os dias. Do alto de sua torre de marfim, onde só seus próprios interesses têm espaço, pessoas como este senhor financiam a divulgação insistente de noções que não têm base na realidade, como o gigantismo estatal. Que se vá. Já vai tarde.
Magda Mundt (Porto Alegre, RS)


Megarrodízio
Trágica a decisão de Covas (“Rodízio de carros para combater coronavírus tirará das ruas metade da frota de SP”). Cidadãos que circulavam em isolamento nos carros passarão a utilizar transporte público ou compartilhar carros, aumentando significativamente o contágio. A parcela que deixará de circular devido a isso será ínfima. Que cidades no mundo adotaram esse método?
Jorge Alberto Nurkin (São Paulo, SP)

Embora não tenha as mesmas convicções políticas do prefeito paulistano, apoio e aplaudo —sem titubear— a necessária medida preventiva, com a implantação do rodízio de veículos, para limitar a quantidade de máquinas rodantes em circulação na cidade neste isolamento.
João Paulo de Oliveira (Diadema, SP)

Gostaria que a prefeitura explicasse qual é o sentido de obrigar as pessoas que continuam a trabalhar a usar transporte público, quando poderiam usar seus próprios veículos? São pessoas que já estão se colocando em risco para continuar a exercer atividades consideradas essenciais e que agora verão seu risco ainda mais aumentado. A medida prejudica, acima de tudo, aqueles que efetivamente precisam trabalhar. A intenção é aumentar o número de infectados?
Andreia Ruzzante Gagliardi (São Paulo, SP)

Por que demorou tanto para tomar atitudes mais severas que restringem a circulação de pessoas?
Moises Rodrigues Silva (Guarulhos, SP)


Educação
Com relação à reportagem “SP planeja volta às aulas com 20% dos alunos, da creche à universidade”, fica claro que o governo de SP não tem um plano. São apenas medidas genéricas que não incluem o deslocamento dos estudantes, estratégias para desinfecção de ambientes ou mesmo para a disponibilização dos insumos de higiene. Além disso, para a elaboração do tal plano, em momento algum o governo cogitou dialogar com professores ou alunos, partes diretamente envolvidas.
Professora Bebel, presidente da Apeoesp e deputada estadual (PT)


Cultura
A biografia de Regina Duarte nunca será maculada. A atriz deixou um legado importante para a cultura e a arte no Brasil. Sua atuação no governo Bolsonaro não é fácil. Ela já enfrentou diversas críticas relacionadas à sua posição política. Não seria novidade ela fazer parte de um governo contrário ao PT.
Mário Negrão Borgonovi (Rio de Janeiro)


O leitor Rodolpho Motta Lima afirma que “a namoradinha do Brasil está flertando com o fascismo” (Painel do Leitor). Discordo da afirmação, pois a verdade é que a Viúva Porcina está mesmo é dormindo com o fascismo. E está gostando.
Ernani Terra (São Paulo, SP)

Inacreditável a Secretaria Especial da Cultura não ter divulgado nem mesmo uma nota de pesar pela morte do grande Aldir Blanc.
Cláudia Ciscato (São Paulo, SP)

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